Sexta-feira, 11 de Setembro de 2009
Dossier Autárquicas 2009 vol.II

Dossier Autárquicas 2009

volume II

 

As eleições locais aproximam-se, e é neste contexto que o barqueiro "edita" o seu 2º volume do "Dossier Autárquicas 2009", após o seu 1º e talvez "afamado volume". Se esse primeiro volume foi para o fraquito, este 2º volume não ficará atrás. Sejam fracos ou não, estes artigos de "má língua" já deram para tudo: desde acalmar algumas "abelhinhas" partidárias que encontraram este blog para pousar, e até para um deputado da Assembleia Municipal entrar no debate deste cantinho da blogosfera.

Casos acessórios à parte, estamos a entrar no mês que antecede o das eleições autárquicas, o que se nota bastante bem nos últimos jornais locais editados. As mensagens de S.Bartolomeu desfilaram, em grande número e com  grande carga de propaganda. Cada figura da vida pública e política de Ponte da Barca queria provar que ama e estima mais o cidadão barquense do que os adversário políticos. No "Notícias da Barca" tivemos até oportunidade de ler, em páginas seguidas, a mensagens de eleitores, uns descontentes pelo regresso de velhos "dinossauros" políticos, outros agradecendo (imagine-se) o trabalho da actual autarquia: "(...) muito contentes por ver a nossa Barca tão linda e tão airosa.". Outros ainda vindos de famílias de "animais políticos" como os Freitas de Amorim, discutindo as ideologias políticas, que é certo que hoje se esbateram, mas exorcizando os leitores possuídos pelo demónio do "socialismo", bem ao estilo de um democrata cristão vindo do tempo da "Velha Senhora", que teme tudo quanto venha da esquerda política.

 

Passando para o "dossier autárquicas" propriamente dito, as listas candidatas foram lançadas, só as ideias e projectos é que ainda não... mas quem é que liga às ideologias, ideias e projectos?! O típico cidadão partidário e o típico político barquense estão é sedentos de ver as "cabeças" adversárias a rolar nas eleições!

 

 

Mais "Salada de Fruta"

 

Será que iremos ter o actual executivo 8 anos seguidos à frente do poder autárquico? O povo o dirá, e é isso que lhe é pedido pelo PS concelhio. Vassalo Abreu pede na sua campanha "Força para continuar", pois assume, no tradicional e catita  texto de introdução de campanha, que tem feito um bom trabalho por Ponte da Barca e que não seria sensato não pedir mais um mandato aos barquenses para que os seus projectos de governação possam ser concluídos. Esta base de discurso poderá ter o seu sentido, até porque dificilmente um executivo pode explanar todo o seu projecto e capacidade de governação em apenas 4 anos. Mas será que os barquenses estão convencidos de que o percurso de 4 anos pode ser um bom indicador dos próximos 4 anos que virão? É esse trabalho de campanha que o PS tem feito até agora, e que parece que irá tomar como estilo para a Campanha Eleitoral. Nos cartazes lá aparece o PS do poder, personificado em Vassalo Abreu, que mostra com o seu bracito as obras que foi fazendo no mandato. E até nas entrevistas que tem dado aos jornais locais fala muito do que fez, das suas obras, particularmente as de betão que é o que mais sai à vista do eleitorado. Obras é algo que de facto ninguém pode dizer que não foi feito. A poucos meses das eleições os barquenses foram "bombardeados" com betão, alcatrão e máquinas, um turbilhão de projectos que supostamente deveriam ser executado segundo o tão afamado Plano Estratégico. Temos a Porta do PNPG, à espera de inauguração, temos o Quartel de GNR , feito com a devida imponência para "esmagar" o eleitorado que por lá passa, temos a nova Câmara Municipal rosa (por coincidência ou não), e temos os ainda não terminados centros escolares, creches e lares, equipamentos sempre necessários. Temos o arranjo das entradas este e sul da vila, há muito necessários. O turbilhão de obras nos últimos e derradeiros momentos do mandato veio confundir, ou não, a cabeça de muitos barquenses. E veio também esbater as lembranças dos "poios" urbanos do novo lar na vila + prédio do Sá Taqueiro de bónus, veio esbater a falta de progresso económico, seja comercial, industrial e/ou turístico em que Ponte da Barca continua, veio esbater velhos símbolos de poder que continuam em Ponte da Barca, como os construtores civis que periodicamente e de forma alternada experimentam um crescimento na execução de obras públicas, veio esbater as politiquices que deram continuidade a décadas de "tacho" e jogos politiqueiros neste concelho, veio esbater o abate do postal que era o choupal, veio esbater alianças políticas menos esclarecidas demonstradoras da falta de ideologias políticas que actualmente se vive. A ver vamos se o turbilhão de obras esbateu assim tanto estas e outras más lembranças deste mandato, até porque obras são muitas (acabadas é que ainda não se vêm).

Nas entrevistas dadas aos jornais por Vassalo Abreu, muito se fala desse tal turbilhão, e pouco se fala daquilo que são os programas e projectos para os próximos 4 anos. O facto de se anunciar o Turismo como próxima prioridade parece positivo. Para já sabe-se do projecto de hotel e spa que será financiado através da EDP em Entre Ambos-os-Rios, que a concretizar-se seria uma óptima notícia. Mas de concreto pouco se sabe de planos de reanimação do turismo no concelho. Aliás, no "Notícias da Barca" chaga-se ao ponto do jornalista fazer apreciações e balanços pessoais para introduzir questões ao presidente de Câmara. No meio de algumas páginas de questões, apenas 1 ou 2 questões referentes ao futuro, e no "O Povo da Barca" o mesmo número de questões. No site oficial da candidatura, só os nomes das várias listas e fotos de comícios. Ideias, projectos, planos ou algum tipo de conteúdo relevante são escassos. Mais uma vez o populismo vai à frente.

 

Mas como o subtítulo desta parte do artigo é "Mais Salada de Fruta", o barqueiro não poderia deixar de tocar naquilo que os políticos da terra têm tradição, que é misturar e misturarem-se.

Em primeiro lugar misturam cargos de gestão política com cargos partidários, o que só por si é um erro gravíssimo, que denota falta de noção dos poderes que se ocupa, dos seus estatutos e separações. Exemplo mais do que evidente disso mesmo foi uma notícia do último "O Povo da Barca" com o título "Praça da República repleta na apresentação das listas do PS". À primeira vista nada de errado: mais uma notícia da actividade de um dos partidos candidatos às próximas autárquicas... Não fosse vir no final, como autor, o "Gabinete de Imprensa da Câmara Municipal de Ponte da Barca". Isto é a Câmara Municipal, instituição pública, ao serviço de um partido!

Por outro lado a "salada de fruta" continua com a mistura partidário-politiqueira que por ai vai nas várias listas do partido no poder, o PS. Nas listas às Juntas de Freguesia o barqueiro propõe o exercício ao leitor de verificar a existência em quase todas elas (se não todas) de elementos que já vestiram uma variedade de "camisas", seja no apoio oficial ou no não oficial a partidos. A questão não é ser-se "troca-tintas". A questão é que ao vestir-se uma "camisa" partidária pressupõe-se "vestir" também uma linha de ideologias. E como se não basta-se, essa troca de "camisas"/ ideologias é grande parte das vezes feita entre a esquerda e a direita políticas. Se trocar de "camisa" é tão fácil, de ideologia já não deveria ser a mesma coisa!  E não é! Porque quem muda tão facilmente de "camisa" não possui ideologia. Marinho Pinto, o famoso bastonário da ordem dos advogados, tinha razão quando disse que o binómio dinheiro-poder é o que governa actualmente a política. É mesmo o desejo de dinheiro-poder que passa à frente ao carácter e ideologias dos mais fracos de espírito, para que consigam estar mais perto desse dinheiro-poder. E é por isso que os partidos actualmente perdem a carga ideológica que têm, e as pessoas estão descrentes! Hoje não se sabe o que é estar próximo de partido x ou y, o que é ser de direita ou de esquerda. À parte disso existe ainda o fenómeno de vinganças politiqueiras, em que se concorre por outro partido/lista como forma de vingança ou símbolo de conquista, despindo-se mais uma vez o carácter ideológico.

Mas descansem os maiores partidos do "centrão", o PS e o PSD, porque também os há nos restantes partidos. Basta ver o CDS-PP e o Bloco de Esquerda barquenses.

Comece-se pelo BE barquense, sobre o qual há pouco a dizer. Voz de oposição algumas vezes elogiada neste blog, foi também ela "comida" pelo poder. António Rocha, líder da bancada do BE, está na lista candidata para a Assembleia Municipal pelo PS. Quanto ao BE deixará de existir em Ponte da Barca, isto porque nem se trata de uma aliança oficial BE-PS. É mais um esquema do estilo PS-CDS, em que elementos de um partido abandonam o seu partido para se integrarem noutro, nem se podendo falar em coligação de partidos. É por isso que se pode dizer que o PS actual é uma "salada de fruta" PS-CDS, e poderá vir a ser PS-CDS-BE, mas com o nome oficial apenas de PS. Cada um é livre de escolher e seguir o seu rumo, é certo. Mas mais uma vez, infelizmente, o carácter e as ideologias foram atiradas para o "esgoto" da política, em detrimento do tal binómio. E depois a descrença dos cidadãos na política cresce, pois cresce...

 

Para mudar de assunto, que já começa a pesar, pode-se acabar de analisar o separador PS deste dossier com a bonita novela CSD-PP, distrital vs concelhio, que animou este Verão. Segundo as fontes noticiosas, o CDS-PP não apresentou listas para a autarquia de Ponte da Barca porque quando a distrital do partido foi ver as listas do PS para a nossa câmara descobriu lá o nome do líder do CDS em Ponte da Barca, Nélson Armada. Segundo notícia da Rádio Geice "a dois dias de terminar o prazo para entrega das listas às Eleições Autárquicas, Nelson Armada terá garantido ao presidente da Distrital do CDS-PP que elas seriam entregues. No entanto, e para além da lista do CDS nunca ter dado entrada em Tribunal, Abel Baptista foi surpreendido com o facto de Nelson Armada estar inscrito, mas nas listas do PS. Um caso que Abel Batista já encaminhou para a Direcção Nacional do CDS." Mais uma vez atirou-se as ideologias e o carácter político para o "esgoto", ainda para mais tratando-se supostamente de um líder de um partido. Numa notícia já deste mês, dada pelo site da rtp (a falta de carácter político é também um problema do CDS-PP distrital) parece que agora a versão oficial do CDS desta novela passou a ser que o CDS distrital apoia explicitamente o PS concelhio e os elementos do PP lá "integrados". Segundo a mesma fonte "Contactado pela Agência Lusa para comentar esta situação, o presidente da Distrital, Abel Baptista, escusou-se a fazê-lo, prometendo no entanto "novidades" para depois das eleições.". É Nélson Aramada seguindo as pisadas de outros democratas cristãos como Ricardo Armada e José Manuel Amorim. No fim de contas, uma palavra: "hilariante".

 

 

O Esquadrão do "Caruncho"

 

Com vista a ninguém ficar a perder, a vida do PSD concelhio rumo às autárquicas 2009 também não escapa à "má-língua" deste blog. Não é que dê particular prazer ao barqueiro falar mal do PS ou do PSD. A questão é que, infelizmente para o concelho, põem-se a jeito. O "Esquadrão do Caruncho" é um dos possíveis nomes jocosos para as listas do PSD, em particular para as municipais. Da lista de candidatos efectivos à Câmara Municipal só 1 é inteiramente novo nestas andanças, António Bouças. O resto são tudo figuras políticas que já fazem parte da "velha escola" do PSD. Os velhos "dinossauros" de outros mandatos por lá andam, com Cabral de Oliveira à cabeça, Adelino Esteves e até Jammy Graçoeiro. Nomes à parte, porque não são os nomes que estão em causa, mas sim as competências demonstradas por equipas em tudo semelhantes do passado, será que esta lista trará de facto um tão necessário "Novo Rumo P'rá Barca"? Ou não haverá o grande risco de ser trazido o mesmo rumo que estes políticos seguiam no tempo em que andaram pelo poder? É que a memória de político parece ser curta... É que a situação de atraso do concelho em relação aos vizinhos não foi construída unicamente neste mandato que agora termina!... E que dizer do novo elemento nas lides políticas, candidato a vice-presidente, que é António Bouças? O também actual provedor da Santa Casa da Misericórdia passaria também a ser vice-presidente da Câmara... Sabemos o quanto é perigosa a acumulação de poderes em meios pequenos como Ponte da Barca. Vem-nos à memória velhos senhores que basicamente tinham (ou ainda têm) a Barca nas mãos. Convém avisar que o barqueiro não tem nada de pessoal contra esta figura da Barca,... só algumas críticas (se se recordarem) à Santa Casa da Misericórdia,... que aliás é uma instituição com estatuto de "sua santidade", em que parece que ninguém pode tocar/ criticar.

Analisando por alto as várias listas do partido às Juntas de Freguesia, mais uma vez salta à vista o fenómeno do "troca camisas" descrito anteriormente para o PS. Troca-se a "camisa" em detrimento do carácter e das ideologias, e em favor, quem sabe, do poder. Já no PSD não é tão evidente o fenómeno do "canibalismo" sobre outros partidos, como é no PS, no que diz respeito às listas da autarquia.

No que diz respeito aos programas, ideias e projectos, é algo até agora secundário, tal como até agora é no PS. Para já importa mais ser populista, divulgar as caras, praticar a política da "fulanização". Até o programa de 10 medidas para a juventude, que supostamente iria por a JSD a elaborar um programa minimalista ao estilo de Manuel Ferreira Leite, parece até agora ter sido deixado para segundo plano.

E como importa ser populista, porque isso é que dá votos, é já no Domingo uma Festa Convívio de Apresentação das Listas do PSD, após o PS também o ter feito. E o PS que se cuide, porque este comício vai ser melhor!... Porque vai ter porco no espeto, sardinha assada e fêveras ao som de boa música popular! 

 

 

 

 

 

 

A política barquense (ou melhor: politiquice, corrida ao "poleiro", ou que melhor entender)  está quente, mas ainda tem muita margem de progressão para aumentar de temperatura nas próximas semanas!... Por isso ainda vai haver muito e bom material para rir/ chorar...

 


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Quarta-feira, 6 de Agosto de 2008
Oposições confusas

Oposições confusas

 

Começando pelos mais novos, a JSD fez uma visita à Ermida. Apesar de jovens, revelaram que talvez ainda tenham algumas raízes profundas sediadas no passado, numa direita feita de “barões”. Tudo isto porque lê-se no artigo divulgado pelos mesmos que “foi com o entusiasmo do autarca que propositadamente abriu o Museu ao visitantes e puderam conhecer as peças que os compõem…”. Não que seja o português que esteja bem ou mal redigido, mas porque até dá a entender que o Museu da Ermida, onde estão alguns achados com milhares de anos, só foi aberto por se tratarem de tão ilustres figuras, como se ser ilustre perante os outros fosse uma qualidade de bom político. Primeiro: o Museu encontra-se infelizmente fechado, até porque o poder político nunca se terá importado de o abrir em permanência, mas o facto é que quem quiser visitar o Museu poderá faze-lo, ainda que pedindo pelas chaves às gentes acolhedoras da Ermida. Segundo: ser-se ilustre como político não deverá ser uma qualidade do político, mas apenas consequência de outras muitas qualidades que deverá ter. Porém, como ainda se tratam de jovens, e andam por aí muitos adultos da política que erram de igual forma, fica a nota de que nem tudo é mau. Os jovens têm alertado para o facto da água do rio Lima ter tido análises que revelavam má qualidade em 2006, e que a ausência de análises deste ano deverá preocupar tanto os políticos no poder como os barquenses que lá se banham.

Mas como a seguir a algo acertado, bem quase sempre algo de errado, o PSD, desta vez na secção dos fisicamente mais crescidos, teve uma espécie de comício com Pedro Passos Coelho. Para além do êxtase inerente a uma figura nacional, a noite deve ter tido o seu apogeu quando o nome de Augusto Marinho correu pelos ouvidos como um perfil adequado para candidato a Presidente da Câmara Municipal. A primeira noite de êxtase do PSD após as últimas eleições? Talvez, tendo em conta que Passos Coelho tem um discurso com soluções milagrosas para tudo, até pelo que contrastou com a visão de Ferreira Leite, devendo ter conseguido incendiar a plateia presente.

Do outro lado, lá mais para a esquerda, o líder do Bloco de Esquerda António Rocha, quebrou o blackout para com o “O Povo da Barca” que já durava há… meses. Tudo tinha começado com a longa ausência de comentários escritos deste líder para esse jornal, segundo o próprio por motivos pessoais. A bomba explodiu quando no recomeço desses comentários “O Povo da Barca” não respeitou a sua posição de líder de um partido político, colocando o seu artigo na secção de “Correio do Leitor”. António Rocha expressou a discriminação grave a que foi sujeito, e o caso parece que tinha terminado por ali, com prejuízo da imagem do jornal e do seu director. Mas estamos em Ponte da Barca, e numa terra com 2 jornais apenas, o líder de um partido não se poderia dar ao luxo de manter um “corte de relações” por mais do que alguns meses com um desses jornais após ser politicamente discriminado. Será ou não será assim? Questões complexas de uma terra onde tudo é um jogo de intrincadas redes e conflitos.

 

 

 


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Domingo, 30 de Março de 2008
“O Povo da Barca” em queda abrupta

“O Povo da Barca” em queda abrupta


Depois de ser publicada uma entrevista do “regressado” Cabral de Oliveira com dimensões um pouco invulgares para as habituais entrevistas (bitaites em http://nadasobreabarca.blogs.sapo.pt/45074.html), “O Povo da Barca” mostrou mais recentemente sinais ainda mais evidentes de mau jornalismo, sobretudo no que diz respeito à imparcialidade relativamente aos vários grupos partidários que se julgam fazer parte de uma vida democrática e de igualdade. Trata-se do artigo “Guerras Políticas – Versão Ponte da Barca”, escrito pelo líder do Bloco de Esquerda no concelho António José Rocha, e acerca do qual foram publicados os “mandamentos do BE” neste blog (http://nadasobreabarca.blogs.sapo.pt/45886.html). O problema não está no artigo propriamente dito, mas no local em que foi colocado. Nada mais nada menos que a secção do jornal “Correio dos Leitores”. E obviamente que, sentindo-se discriminado, António Rocha exprime a sua indignação na última edição do mesmo jornal. É algo que revela bem a mentalidade enraizada, que Arnaldo de Sousa, director de jornal, diz tantas vezes ser um problema, e que desta vez revela ser também um problema seu. Após quase 34 anos de liberdade em Portugal, ainda existem “escarros” que por vezes se vão escapando, cuspidos directamente na igualdade que os cépticos, realistas e sonhadores, chamem-lhes o que quiserem, dizem ainda estar longe de ser atingida. Como é que é possível que um líder partidário escreva na secção “Correio dos Leitores”? Que sejam também leitores, isso também é verdade. Mas são mais que isso. São representantes de partidos políticos, que têm como objectivo na sua diversidade de perspectivas construir um bem comum. Por isso têm o pleno direito, e dever até, de intervirem junto da opinião pública e dos meios de comunicação para divulgarem a política a todos os interessados: as populações. Por isso usufruem, ou usufruiriam, como tem acontecido com os outros partidos no caso do nosso concelho, de privilégio em divulgar a sua mensagem nos jornais. O “Correio dos Leitores” é estar a desprezar a importância de um partido, neste caso o BE, em relação aos outros, incluindo-o numa coluna que deveria ser, como o nome indica, para o “correio” enviado pelo leitor comum.

Como se ainda não chegasse a gravidade do acontecimento, Arnaldo Varela vem-se justificar com um acordo de colaboração regular de António Rocha para o jornal, que terá sido quebrado durante um grande período de tempo pelo líder do BE, tendo ele alegado suspensão temporária por razões pessoais. Mas não tendo unicamente a qualidade de leitor, o senhor António Rocha é líder do BE. E o BE é menos do que os outros partidos, que certamente nem acordo terão (nem se justifica a sua necessidade) com os jornais? Estamos a falar de uma questão de igualdade, e BE por ser o partido mais pequeno será menos igual ou importante do que os outros? Triste entrada neste simbólico mês de Abril que está à porta.

 

 

P.S.: A atitude de “criança” de Arnaldo de Sousa chega ao ponto de em rodapé dizer que António Rocha no seu artigo ter escrito a palavra “descriminação”, que terá sido sunstituída pela sim correcta “discriminação” pelo jornal. E o barqueiro como também gosta de ser criança fecha dizendo: pois é, há uma grande diferença entre as duas palavras. É que “descriminação” talvez não saiba mesmo o que é, mas “discriminação” é capaz de saber bem de mais.    


 


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Segunda-feira, 17 de Março de 2008
Os Mandamentos do BE (que nunca são cumpridos)

Os Mandamentos do BE (que nunca são cumpridos)


 

António Rocha, do Bloco de Esquerda, publicou um artigo nos últimos jornais rico em conteúdo útil (coisa rara!). Afinal, algumas coisas se vão aproveitando dos políticos da terra. E para todos aqueles que agora infringem os “Mandamentos” do BE (de certeza que saberão quem), aqui fica a lembrança para que possam ao menos “disfarçar” a ânsia da “Pia” que agora todos vão começando a querer (é uma das semelhanças entre humanos e os porcos).

 

 

Uma “intervenção cívica responsável” pauta-se “por uma atitude de exigência connosco e com os outros, de respeito pelas instituições e regras democráticas”.

 

 

“Num combate político respeitam-se as regras democráticas e os adversários políticos, que lutam por um objectivo comum – o progresso das populações que representam.” “Numa guerra política não há regras e o principal objectivo é destruir o inimigo.”

 

 

“Nenhuma sociedade se desenvolve (…) sem que os diversos agentes (políticos e sociais) conjuguem esforços para o desenvolvimento colectivo.”

 

 

“O povo elege representantes para os órgãos democráticos, não elege líderes partidários, nem comentadores.”

 

 

“Um concelho com tantos problemas precisa do contributo de todos. Não precisa, é, destas velhas e intermináveis guerras políticas.”

 


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Domingo, 6 de Maio de 2007
Erros de ordenação jornalística no 25 de Abril

AVISO: Erros de ordenação jornalística na edição dedicada ao 25 de Abril no Notícias da Barca.

Avisa-se aqui neste blog, em primeira mão, que existiram tocas de ordenação jornalística no Notícias da Barca.

Gozando da liberdade crítica que os próprios caricaturados políticos  tanto amam nos seus discursos escritos no jornal dedicados à Revolução dos Cravos, publica-se aqui a primeira versão corrigida de tão bela montra de comunicação com que nos brindou a edição referida .

Para a percepção de tais correcções aconselha-se vivamente a leitura, a menos que já o tenha feito, do jornal referido, de modo a perceber melhor mais uma caricata situação barcalhoense .

A primeira intervenção tem apenas um pequeno lapso, no qual a palavra "vida" provavelmente deveria ser substituída por "via". Trata-se apenas de um "d" a mais, que na versão correcta seria:

"A nossa sociedade não pode continuar de braços cruzados a assistir à permanente degradação da nossa "via" pública"

 

 

Na intervenção de António Rocha não foi detectado nenhum erro, definindo como princípios fulcrais a :

 

"Liberdade e Responsabilidade"

Ao que parece são princípios que não dizem nada a quase todos os barquenses deste concelho. São sem dúvida discursos à deslocalizados no tempo e espaço estes os feitos pelo BE : muito à frente. É óbvio que assim nunca chegarão lá, como o simples tasqueiro diria, mas com certeza que faziam falta mais uma remessa de pessoas destas para por um pouco de "ordem na arena".

Nas seguintes intervenções houve uma troca de títulos dos artigos entre Vassalo Abreu e Augusta Gabriel.

Assim Vassalo Abreu deverá passar a dizer:

"Assistimos a uma descredibilização do sistema político"

Como parece que este novo executivo que quebrou uma linhagem de anos de hegemonia não veio trazer nada de novo ao concelho. Parece que já se chegou à conclusão que se vive numa "sintonia politiqueira". Ainda esperamos pela abolição de certos remanescentes (serão menos ou mais do que isso?) como os bons tachos, buracos na estrada, zona desportiva, etc. Já que até agora os investimentos deram para a tendência do prejuízo, aproveite-se o "escarro de estacionamento" para se fazer as sardinhadas, sarrabulhos e outros derivados, já que se vai optar pela via do parquímetro. Ah! E cobrem por pipa de vinho ou cerveja consumida. As febras devem dar para ficar por "conta da casa".

Augusta Gabriel passará a dizer as palavras que o jornal atribuiu a Vassalo Abreu:

"Temos que com seriedade, competência e coragem decidir quais os caminhos a seguir"

Parece mesmo que esta oposição já não sabe o que é estar do lado da oposição. As ideias do partido saem pelas cordas vocais da mulher de armas Olinda Barbosa, e o "chefão" não sai do posto nem com derrotas políticas.

Um novato nestas andanças da praça pública é Pedro Sousa Lobo. Parece que a próxima meta deste membro da assembleia é conseguir uma licença de porte de armas politiqueiras, que ainda ninguém que se conheça chumbou nos testes de obtenção. Meta mais a longo-prazo poderá ser chegar ou ultrapassar Olinda Barbosa, um dos membros da sua oposição, a nível de potência das balas disparadas. De facto o título que se deveria encontrar neste artigo seria o da capa semanal do referido jornal:

"Hoje escrevo eu"

Relativamente à CDU a solução poderá passar pela venda do partido a algum comércio da Barca ou alguém particular que esteja interessado em antiguidades. É um partido que já milita há muitos anos, mas de facto em populações como estas, viradas para os seus partidos fixados praticamente à nascença, pouco sucesso tem tido, contribuindo para um pouco de acção na assembleia, mas que agora é ultrapassado gradualmente pelo BE . Quem é que poderá estar interessado em avançar com a OPA?

"Vende-se"

Outra das novas figuras é Miguel Pontes, mais um elemento jovem da assembleia do partido do executivo. Não fique zangado com esta brincadeira. Trata-se apenas de uma piada sobre a sua juventude, que ainda lhe permitiria frequentar um OTL neste Verão. O título do artigo, como é óbvio, deveria referir-se ao tema do OTL do IPJ que foi publicado no mesmo jornal:

"Inscrições abertas para o programa de ocupação de tempos livres"

De diversas formas se poderá ocupar o tempo de facto, sendo uma boa forma de aproveitar os períodos de inércia.

 

 

 

 

 

 

 

 


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