Sábado, 26 de Dezembro de 2009
O "Vosso" executivo e o 3 mosqueteiros laranjas: início de mais um mandato local

O "Vosso" executivo e o 3 mosqueteiros laranjas

Início de mais um mandato local

 

Mais um mandato, mais ocupação para os políticos locais... E é curioso verificar como nestes poucos meses de actividade os políticos locais se andam a ocupar.

 

No PS existe uma diversidade "étnica" nunca antes vista, com CDS-PP à cabeça e uns pozinhos de BE, vamos lá ver o que isto vai dar! Na Barca o mais provável é que... não dê nada, e o estado de "paz de alma" seja dominante. É aquilo a que se chama "canibalismo" político: numa aliança os partidos, ainda que coligados, mantêm alguma da base ideológica que mais os distingue... naquela "coisa" que há na Autarquia barquense o PS do poder "comeu" membros de outros partidos, que tiveram todo o gosto em ser "comidos": o CDS-PP barquense de uma assentada só, e um BE que apesar de pouco representado lá foi também. Conclusão: passaram a ser aquilo que alguns populares dizem ser "farinha do mesmo saco", e não uma coligação política.

Falando em específico do início deste mandato, tendo Vassalo e seus discípulos tomado posse na Autarquia, decidiram também eles ir ver como se "toma posse" pelas terras de Ponte da Barca. E lá vinha a comitiva de Vassalo, ou apenas o próprio, em mais que uma edição de cada um dos jornais locais, ensinando aos "rookies" da política como se toma posse nessa divisão inferior da política local que são as Juntas de Freguesia. É a experiência da 1ª divisão local a chegar aos escalões de formação de políticos, as juntas. E por essas terras, Vassalo teve o prazer de ficar na fotografia de "gloriosos" momentos da política local, como a tomada de posse da lista do PS na Junta de Vila Nova de Muía, onde aparece mais festivo que o próprio novo Presidente de Junta, José Cerqueira, dando-lhe a provar da "taça da vitória"!

 

 

 

Mas não só de festejos se fizeram as Tomada de Posse locais. Também de solenes momentos de reconhecimento de ex-líderes se fizeram. Como na freguesia de Bravães, em que Alberto Cerqueira foi eleito o "Melhor Presidente de Junta do Concelho" do anterior mandato, pelos votos consensuais de Pedro Silva, o sucessor na Junta da freguesia, e de Vassalo Abreu.

 

 

 

Deixando de parte esses frenéticos dias de Tomadas de Posse, o executivo camarário iniciou o trabalho, e é muito, pelo que se pode ver para já nos 2 jornais locais. Nunca foram emitidas tantas notícias e comunicados pelo Gabinete de Imprensa da Câmara Municipal como nestas últimas edições desses jornais. Aumenta-se ao trabalho e poupa-se em papel brilhante para impressão dos Boletins/Revistas Autárquicos. Por outro lado, este novo executivo tem-se entregue de mãos abertas à população barquense. Não se está a falar dos empregos que serão dados em 2010 pela Autarquia, mas sim de que Vassalo passou do slogan "O nosso presidente" durante as eleições para uma versão ainda mais "dada" de "O vosso presidente", como escreve no final da carta publicada de Boas Festas.

 

Pelo meio há que fazer referência à CDU, dando sinais que existe.  Revelou a degradação mais que visível num bairro social da vila. No meio da maré de Tomadas de Posse, do anúncio de uma maré de empregos na câmara que está para chegar, e de um PSD algo perdido, a CDU dá uma lufada de ar fresco denunciando os problemas dos barquenses onde eles existem. Como já anteriormente se escreveu neste blog, é a única força política com bases ideológicas em Ponte da Barca, em que cada membro sabe o que é ser pertencente ao associativismo político dos princípios que segue; no fundo, que não sabem o que é ser "troca camisas". Têm é sofrido de estagnação e apatia. A ver vamos se esta denúncia, com direito a capa de jornal, é algum sinal de vitalidade política, ou não passou apenas de algo fugaz.

 

Passando para os "laranjas", podem gabar-se de não ser a salada de frutas partidária que o PS do actual executivo é. Mas as diferenças não são assim tão grandes: por um lado o PS é um tutti-frutti de "bananas" com "pêssegos" e "tomates", e o PSD também pode ser chamado de "tutti-futti"... mas de "laranjas podres" com "laranjas bolorentas" e algumas "laranjas frescas" lá pelo meio. O que se quer dizer é que o rumo do PSD após a derrota ficou indefinido, continuando à frente velhas caras, de uma "receita" que ainda por cima foi reprovada... No meio dessas "laranjas" fora de prazo para um PSD que se quer como partido de oposição, os vereadores novos têm surpreendido... resta saber se é para continuar... Não é que os "novatos", os "3 mosqueteiros", até escreveram um artigo nos jornais de "Balanço de Actividades" dos primeiros meses de vereação?!... em que revelam que a Câmara Municipal se irá tornar basicamente um "centro de emprego", com mais de 100 novas admissões, estando 114 contratações previstas no plano de 2010. Revelaram ainda que pedindo várias informações, por exemplo referentes a pessoal empregado na Câmara, Vassalo e seus "discípulos" disseram: "Solicitai essas informações por escrito"...

E assim vai o PSD barquense, de uns vereadores a quererem dar sinais de trabalho e seriedade nos primeiros tempos de um longo mandato que ainda está apenas no início, de uma liderança do PSD que não se sabe de onde veio e para onde vai, e de um líder da JSD que já chegou a Conselheiro Nacional dos "laranjinhas", até porque muitos "laranjinhas" ainda não têm idade para se guiar sozinhos e necessitam de conselhos...

 

 


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Sexta-feira, 11 de Setembro de 2009
Dossier Autárquicas 2009 vol.II

Dossier Autárquicas 2009

volume II

 

As eleições locais aproximam-se, e é neste contexto que o barqueiro "edita" o seu 2º volume do "Dossier Autárquicas 2009", após o seu 1º e talvez "afamado volume". Se esse primeiro volume foi para o fraquito, este 2º volume não ficará atrás. Sejam fracos ou não, estes artigos de "má língua" já deram para tudo: desde acalmar algumas "abelhinhas" partidárias que encontraram este blog para pousar, e até para um deputado da Assembleia Municipal entrar no debate deste cantinho da blogosfera.

Casos acessórios à parte, estamos a entrar no mês que antecede o das eleições autárquicas, o que se nota bastante bem nos últimos jornais locais editados. As mensagens de S.Bartolomeu desfilaram, em grande número e com  grande carga de propaganda. Cada figura da vida pública e política de Ponte da Barca queria provar que ama e estima mais o cidadão barquense do que os adversário políticos. No "Notícias da Barca" tivemos até oportunidade de ler, em páginas seguidas, a mensagens de eleitores, uns descontentes pelo regresso de velhos "dinossauros" políticos, outros agradecendo (imagine-se) o trabalho da actual autarquia: "(...) muito contentes por ver a nossa Barca tão linda e tão airosa.". Outros ainda vindos de famílias de "animais políticos" como os Freitas de Amorim, discutindo as ideologias políticas, que é certo que hoje se esbateram, mas exorcizando os leitores possuídos pelo demónio do "socialismo", bem ao estilo de um democrata cristão vindo do tempo da "Velha Senhora", que teme tudo quanto venha da esquerda política.

 

Passando para o "dossier autárquicas" propriamente dito, as listas candidatas foram lançadas, só as ideias e projectos é que ainda não... mas quem é que liga às ideologias, ideias e projectos?! O típico cidadão partidário e o típico político barquense estão é sedentos de ver as "cabeças" adversárias a rolar nas eleições!

 

 

Mais "Salada de Fruta"

 

Será que iremos ter o actual executivo 8 anos seguidos à frente do poder autárquico? O povo o dirá, e é isso que lhe é pedido pelo PS concelhio. Vassalo Abreu pede na sua campanha "Força para continuar", pois assume, no tradicional e catita  texto de introdução de campanha, que tem feito um bom trabalho por Ponte da Barca e que não seria sensato não pedir mais um mandato aos barquenses para que os seus projectos de governação possam ser concluídos. Esta base de discurso poderá ter o seu sentido, até porque dificilmente um executivo pode explanar todo o seu projecto e capacidade de governação em apenas 4 anos. Mas será que os barquenses estão convencidos de que o percurso de 4 anos pode ser um bom indicador dos próximos 4 anos que virão? É esse trabalho de campanha que o PS tem feito até agora, e que parece que irá tomar como estilo para a Campanha Eleitoral. Nos cartazes lá aparece o PS do poder, personificado em Vassalo Abreu, que mostra com o seu bracito as obras que foi fazendo no mandato. E até nas entrevistas que tem dado aos jornais locais fala muito do que fez, das suas obras, particularmente as de betão que é o que mais sai à vista do eleitorado. Obras é algo que de facto ninguém pode dizer que não foi feito. A poucos meses das eleições os barquenses foram "bombardeados" com betão, alcatrão e máquinas, um turbilhão de projectos que supostamente deveriam ser executado segundo o tão afamado Plano Estratégico. Temos a Porta do PNPG, à espera de inauguração, temos o Quartel de GNR , feito com a devida imponência para "esmagar" o eleitorado que por lá passa, temos a nova Câmara Municipal rosa (por coincidência ou não), e temos os ainda não terminados centros escolares, creches e lares, equipamentos sempre necessários. Temos o arranjo das entradas este e sul da vila, há muito necessários. O turbilhão de obras nos últimos e derradeiros momentos do mandato veio confundir, ou não, a cabeça de muitos barquenses. E veio também esbater as lembranças dos "poios" urbanos do novo lar na vila + prédio do Sá Taqueiro de bónus, veio esbater a falta de progresso económico, seja comercial, industrial e/ou turístico em que Ponte da Barca continua, veio esbater velhos símbolos de poder que continuam em Ponte da Barca, como os construtores civis que periodicamente e de forma alternada experimentam um crescimento na execução de obras públicas, veio esbater as politiquices que deram continuidade a décadas de "tacho" e jogos politiqueiros neste concelho, veio esbater o abate do postal que era o choupal, veio esbater alianças políticas menos esclarecidas demonstradoras da falta de ideologias políticas que actualmente se vive. A ver vamos se o turbilhão de obras esbateu assim tanto estas e outras más lembranças deste mandato, até porque obras são muitas (acabadas é que ainda não se vêm).

Nas entrevistas dadas aos jornais por Vassalo Abreu, muito se fala desse tal turbilhão, e pouco se fala daquilo que são os programas e projectos para os próximos 4 anos. O facto de se anunciar o Turismo como próxima prioridade parece positivo. Para já sabe-se do projecto de hotel e spa que será financiado através da EDP em Entre Ambos-os-Rios, que a concretizar-se seria uma óptima notícia. Mas de concreto pouco se sabe de planos de reanimação do turismo no concelho. Aliás, no "Notícias da Barca" chaga-se ao ponto do jornalista fazer apreciações e balanços pessoais para introduzir questões ao presidente de Câmara. No meio de algumas páginas de questões, apenas 1 ou 2 questões referentes ao futuro, e no "O Povo da Barca" o mesmo número de questões. No site oficial da candidatura, só os nomes das várias listas e fotos de comícios. Ideias, projectos, planos ou algum tipo de conteúdo relevante são escassos. Mais uma vez o populismo vai à frente.

 

Mas como o subtítulo desta parte do artigo é "Mais Salada de Fruta", o barqueiro não poderia deixar de tocar naquilo que os políticos da terra têm tradição, que é misturar e misturarem-se.

Em primeiro lugar misturam cargos de gestão política com cargos partidários, o que só por si é um erro gravíssimo, que denota falta de noção dos poderes que se ocupa, dos seus estatutos e separações. Exemplo mais do que evidente disso mesmo foi uma notícia do último "O Povo da Barca" com o título "Praça da República repleta na apresentação das listas do PS". À primeira vista nada de errado: mais uma notícia da actividade de um dos partidos candidatos às próximas autárquicas... Não fosse vir no final, como autor, o "Gabinete de Imprensa da Câmara Municipal de Ponte da Barca". Isto é a Câmara Municipal, instituição pública, ao serviço de um partido!

Por outro lado a "salada de fruta" continua com a mistura partidário-politiqueira que por ai vai nas várias listas do partido no poder, o PS. Nas listas às Juntas de Freguesia o barqueiro propõe o exercício ao leitor de verificar a existência em quase todas elas (se não todas) de elementos que já vestiram uma variedade de "camisas", seja no apoio oficial ou no não oficial a partidos. A questão não é ser-se "troca-tintas". A questão é que ao vestir-se uma "camisa" partidária pressupõe-se "vestir" também uma linha de ideologias. E como se não basta-se, essa troca de "camisas"/ ideologias é grande parte das vezes feita entre a esquerda e a direita políticas. Se trocar de "camisa" é tão fácil, de ideologia já não deveria ser a mesma coisa!  E não é! Porque quem muda tão facilmente de "camisa" não possui ideologia. Marinho Pinto, o famoso bastonário da ordem dos advogados, tinha razão quando disse que o binómio dinheiro-poder é o que governa actualmente a política. É mesmo o desejo de dinheiro-poder que passa à frente ao carácter e ideologias dos mais fracos de espírito, para que consigam estar mais perto desse dinheiro-poder. E é por isso que os partidos actualmente perdem a carga ideológica que têm, e as pessoas estão descrentes! Hoje não se sabe o que é estar próximo de partido x ou y, o que é ser de direita ou de esquerda. À parte disso existe ainda o fenómeno de vinganças politiqueiras, em que se concorre por outro partido/lista como forma de vingança ou símbolo de conquista, despindo-se mais uma vez o carácter ideológico.

Mas descansem os maiores partidos do "centrão", o PS e o PSD, porque também os há nos restantes partidos. Basta ver o CDS-PP e o Bloco de Esquerda barquenses.

Comece-se pelo BE barquense, sobre o qual há pouco a dizer. Voz de oposição algumas vezes elogiada neste blog, foi também ela "comida" pelo poder. António Rocha, líder da bancada do BE, está na lista candidata para a Assembleia Municipal pelo PS. Quanto ao BE deixará de existir em Ponte da Barca, isto porque nem se trata de uma aliança oficial BE-PS. É mais um esquema do estilo PS-CDS, em que elementos de um partido abandonam o seu partido para se integrarem noutro, nem se podendo falar em coligação de partidos. É por isso que se pode dizer que o PS actual é uma "salada de fruta" PS-CDS, e poderá vir a ser PS-CDS-BE, mas com o nome oficial apenas de PS. Cada um é livre de escolher e seguir o seu rumo, é certo. Mas mais uma vez, infelizmente, o carácter e as ideologias foram atiradas para o "esgoto" da política, em detrimento do tal binómio. E depois a descrença dos cidadãos na política cresce, pois cresce...

 

Para mudar de assunto, que já começa a pesar, pode-se acabar de analisar o separador PS deste dossier com a bonita novela CSD-PP, distrital vs concelhio, que animou este Verão. Segundo as fontes noticiosas, o CDS-PP não apresentou listas para a autarquia de Ponte da Barca porque quando a distrital do partido foi ver as listas do PS para a nossa câmara descobriu lá o nome do líder do CDS em Ponte da Barca, Nélson Armada. Segundo notícia da Rádio Geice "a dois dias de terminar o prazo para entrega das listas às Eleições Autárquicas, Nelson Armada terá garantido ao presidente da Distrital do CDS-PP que elas seriam entregues. No entanto, e para além da lista do CDS nunca ter dado entrada em Tribunal, Abel Baptista foi surpreendido com o facto de Nelson Armada estar inscrito, mas nas listas do PS. Um caso que Abel Batista já encaminhou para a Direcção Nacional do CDS." Mais uma vez atirou-se as ideologias e o carácter político para o "esgoto", ainda para mais tratando-se supostamente de um líder de um partido. Numa notícia já deste mês, dada pelo site da rtp (a falta de carácter político é também um problema do CDS-PP distrital) parece que agora a versão oficial do CDS desta novela passou a ser que o CDS distrital apoia explicitamente o PS concelhio e os elementos do PP lá "integrados". Segundo a mesma fonte "Contactado pela Agência Lusa para comentar esta situação, o presidente da Distrital, Abel Baptista, escusou-se a fazê-lo, prometendo no entanto "novidades" para depois das eleições.". É Nélson Aramada seguindo as pisadas de outros democratas cristãos como Ricardo Armada e José Manuel Amorim. No fim de contas, uma palavra: "hilariante".

 

 

O Esquadrão do "Caruncho"

 

Com vista a ninguém ficar a perder, a vida do PSD concelhio rumo às autárquicas 2009 também não escapa à "má-língua" deste blog. Não é que dê particular prazer ao barqueiro falar mal do PS ou do PSD. A questão é que, infelizmente para o concelho, põem-se a jeito. O "Esquadrão do Caruncho" é um dos possíveis nomes jocosos para as listas do PSD, em particular para as municipais. Da lista de candidatos efectivos à Câmara Municipal só 1 é inteiramente novo nestas andanças, António Bouças. O resto são tudo figuras políticas que já fazem parte da "velha escola" do PSD. Os velhos "dinossauros" de outros mandatos por lá andam, com Cabral de Oliveira à cabeça, Adelino Esteves e até Jammy Graçoeiro. Nomes à parte, porque não são os nomes que estão em causa, mas sim as competências demonstradas por equipas em tudo semelhantes do passado, será que esta lista trará de facto um tão necessário "Novo Rumo P'rá Barca"? Ou não haverá o grande risco de ser trazido o mesmo rumo que estes políticos seguiam no tempo em que andaram pelo poder? É que a memória de político parece ser curta... É que a situação de atraso do concelho em relação aos vizinhos não foi construída unicamente neste mandato que agora termina!... E que dizer do novo elemento nas lides políticas, candidato a vice-presidente, que é António Bouças? O também actual provedor da Santa Casa da Misericórdia passaria também a ser vice-presidente da Câmara... Sabemos o quanto é perigosa a acumulação de poderes em meios pequenos como Ponte da Barca. Vem-nos à memória velhos senhores que basicamente tinham (ou ainda têm) a Barca nas mãos. Convém avisar que o barqueiro não tem nada de pessoal contra esta figura da Barca,... só algumas críticas (se se recordarem) à Santa Casa da Misericórdia,... que aliás é uma instituição com estatuto de "sua santidade", em que parece que ninguém pode tocar/ criticar.

Analisando por alto as várias listas do partido às Juntas de Freguesia, mais uma vez salta à vista o fenómeno do "troca camisas" descrito anteriormente para o PS. Troca-se a "camisa" em detrimento do carácter e das ideologias, e em favor, quem sabe, do poder. Já no PSD não é tão evidente o fenómeno do "canibalismo" sobre outros partidos, como é no PS, no que diz respeito às listas da autarquia.

No que diz respeito aos programas, ideias e projectos, é algo até agora secundário, tal como até agora é no PS. Para já importa mais ser populista, divulgar as caras, praticar a política da "fulanização". Até o programa de 10 medidas para a juventude, que supostamente iria por a JSD a elaborar um programa minimalista ao estilo de Manuel Ferreira Leite, parece até agora ter sido deixado para segundo plano.

E como importa ser populista, porque isso é que dá votos, é já no Domingo uma Festa Convívio de Apresentação das Listas do PSD, após o PS também o ter feito. E o PS que se cuide, porque este comício vai ser melhor!... Porque vai ter porco no espeto, sardinha assada e fêveras ao som de boa música popular! 

 

 

 

 

 

 

A política barquense (ou melhor: politiquice, corrida ao "poleiro", ou que melhor entender)  está quente, mas ainda tem muita margem de progressão para aumentar de temperatura nas próximas semanas!... Por isso ainda vai haver muito e bom material para rir/ chorar...

 


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Domingo, 21 de Junho de 2009
Barquenses votaram Europa... ou não

Barquenses votaram Europa... ou não

 

Não é que com isto o barqueiro esteja a apelidar todos de "ignorantes". Mas de facto foi aquilo que os políticos, ingenuamente ou não, fizeram dos cidadãos em todo o país. A realidade é que uma grande parte dos portugueses, de entre aqueles que foram às urnas, foram e ainda são "euro-ignorantes". As opções de voto eram 12, e encontrar uma dessas opções que falasse da Europa e dos seus assuntos, para elucidarem o eleitor a ir votar para a EUROPA, foi extremamente difícil. De toda a actividade eleitoral dos 11 partidos políticos e 1 movimento pouco tempo foi passado discutindo a Europa, o modelo social, político e económico que para ela pretendiam, e o hot-topic do Tratado de Lisboa.

O barqueiro está certo de que a maioria dos que foram votar não sabe ainda hoje em que opção e visão europeia votou. O barqueiro não votou, atendendo à sua condição de personagem "linguareira" e bloguística, mas de todos os portugueses recenseados votaram menos de 40%. Em Ponte da Barca o resultado da abstenção foi ainda pior, com 68,24%. Como já muita gente disse em uníssono, isto é o reflexo da descrença na política como a conhecemos. O barqueiro entra numa outra perspectiva, e diz que isto mostra também um alheamento preocupante do acto de cidadania em Portugal. Não há lógica em criticar o rumo político, sem nele participar nas eleições. Há que escolher o rumo que se entende melhor, de entre aquelas opções que nos são oferecidas, ou então, se se está num clima de protesto, votar em branco, como muitos portugueses fizeram.

De facto o povo é soberano, e estar a criticar o facto de votarem não na Europa, mas sim nos partidos nos seus contextos nacionais, é de certa forma legítimo, ao contrário do que os bonitos discursos políticos fazem crer. Afinal, foram esses mesmo políticos que criaram a situação da "euro-ignorância".

Em Ponte da Barca o mesmíssimo cenário, com o PSD a conquistar também a vitória, de forma mais esmagadora, o PS num fraco 2º lugar, e também o BE como 3º mais votado, apesar de uma menor percentagem em comparação com a nacional. O facto dos resultado terem apontado para uma vitória clara do partido que não está no poder, nem na autarquia, nem no Governo, reforça provavelmente a mesma ideia do voto "euro-ignorante". Mas já que estas foram umas eleições que todos as forças políticas quiseram fazer nacionais, poder-se-á analisar os resultados de forma mais ou menos fidedigna num contexto nacional: reprovação total do PS, vitória clara do PSD e o mais fraco resultado dos 2 grandes partidos juntos, com muitos votos a cair em forças alternativas. Será que, partindo de quase certo que não se votou na Europa, os resultados também significam qualquer coisa, um "aviso", para o executivo no poder? A maioria absoluta dos laranjas deve ter então assustado Vassalo e seus discípulos. O PSD local e nacional ficou muito reconfortado, mas ainda faltam alguns meses para as eleições, essas sim de carácter local e nacional, pelo que muita politiquice ainda vai correr.

E foi assim o primeiro "treino" eleitoral para os portugueses e para os barquenses, supostamente para votar na Europa, e cujos políticos, e por arrasto a sociedade, quiseram fazer (e conseguiram) de "barómetro" pré-legislativo...


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Segunda-feira, 17 de Março de 2008
Os Mandamentos do BE (que nunca são cumpridos)

Os Mandamentos do BE (que nunca são cumpridos)


 

António Rocha, do Bloco de Esquerda, publicou um artigo nos últimos jornais rico em conteúdo útil (coisa rara!). Afinal, algumas coisas se vão aproveitando dos políticos da terra. E para todos aqueles que agora infringem os “Mandamentos” do BE (de certeza que saberão quem), aqui fica a lembrança para que possam ao menos “disfarçar” a ânsia da “Pia” que agora todos vão começando a querer (é uma das semelhanças entre humanos e os porcos).

 

 

Uma “intervenção cívica responsável” pauta-se “por uma atitude de exigência connosco e com os outros, de respeito pelas instituições e regras democráticas”.

 

 

“Num combate político respeitam-se as regras democráticas e os adversários políticos, que lutam por um objectivo comum – o progresso das populações que representam.” “Numa guerra política não há regras e o principal objectivo é destruir o inimigo.”

 

 

“Nenhuma sociedade se desenvolve (…) sem que os diversos agentes (políticos e sociais) conjuguem esforços para o desenvolvimento colectivo.”

 

 

“O povo elege representantes para os órgãos democráticos, não elege líderes partidários, nem comentadores.”

 

 

“Um concelho com tantos problemas precisa do contributo de todos. Não precisa, é, destas velhas e intermináveis guerras políticas.”

 


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Segunda-feira, 31 de Dezembro de 2007
Assim terminou o ano em Ponte da Barca
Assim terminou o ano em Ponte da Barca

Os últimos dias do ano é uma altura em que nas pessoas reina o espírito natalício e a ternura de um ano passado. Deseja-se o melhor para o ano que vem, e isso ouve-se sempre dizer que é paz, saúde, amor e coisas que não fogem muito dessa linha. Vejamos então como vai o espírito dos barquenses que marcam durante todo o ano as páginas dos nossos 2 jornais concelhios.

Comecemos a "viagem" por mais algumas notícias novas que surgiram acerca do Orçamento Municipal para 2008. Após as últimas lançadas no "Notícias da Barca", e aqui comentadas em "Espírito Natalício Invade assembleia Municipal (http://nadasobreabarca.blogs.sapo.pt/39968.html)", surgem agora entrevistas no "O Povo da Barca". Numa abrangente entrevista a figuras dos partidos concelhios, ficámos a saber que para Miguel Pontes (PS) tudo está bem neste orçamento (como não poderia estar!), mas da sua entrevista mais nada se pode tirar. Para Arnaldo Pereira (CDU), "não existem inovações relativamente aos anteriores", apresentando a transcrição do seu discurso em Assembleia com as áreas que deveriam ser prioritárias na política concelhia. Mas o melhor vem do PSD e do BE. Do PSD, Claudino Amorim, figura que despertou para a imprensa regional já muito no fim deste ano, diz que "São tantos os aspectos negativos que nos custa encontrar aspectos positivos", enumerando críticas atrás de críticas, sendo um orçamento "enganador". Ficou por responder a questão de "quais os aspectos positivos", e quanto a soluções e alternativas, zero. O BE, por David Sequeira, apresentou um texto organizado, onde apresenta as críticas, alternativas para esses aspectos negativos, e ainda não lhe custa apontar aspectos positivos do orçamento, que apesar de tudo, também terão que haver. Resultado: o BE, o partido "formiga", acaba o ano, pelo menos na imprensa, à frente do maior partido da oposição, o PSD, que deveria apresentar-se como verdadeira alternativa ao poder actual! Isso dá para rir, mas na verdade é algo preocupante, na medida em que transparece incompetência da oposição que pretende o "poleiro" actual do PS.



Dando uma vista de olhos, desta vez, pelas mensagens de Natal, encontrámos mensagens de Natal dos Presidentes de Junta em geral, uma aqui outra acolá, salpicando as páginas dos jornais da primeira à última página.

Quanto ao Rotary Club, continua a "saga" contra os distúrbios oftamológicos proporcionada pelo presidente e empresário do ramo das ópticas, Victor Dias.

Este ano termina também com uma das melhores análises que Arnaldo de Sousa já fez. Vem questionar-se, como qualquer barquense terá que fazer, se há alguma "linha de coerência" entre a decisão da Câmara Municipal de prescindir da aplicação de 800 mil euros no que seria o Parque Empresarial de S.João/ Salvador por falta de "vocação" da localização, e agora proceder à venda de lotes para a instalação de empresas no mesmo local.

Como já é costume, tivemos ainda as mensagens de Natal do Presidente de Câmara, Vassalo Abreu, do Presidente da Assembleia Municipal Paulo Pimenta e a mensagem conjunta dos vereadores da oposição Olinda Barbosa, António Rodrigues e Lino Freitas.

Tocando, como não poderia deixar de ser, no "clero" barquense, assistimos ao culminar de um ano cheio e envolvimento religião - política, com o Padre Júlio a aparecer no mesmo jornal em duas fotos junto com a "nata política" de Ponte da Barca.



Acabámos esta "maratona" de fim de ano com a boa notícia (ou não) de que na época Natalícia não houve gente, ou melhor, mortos, para se elaborarem as colunas de "Falecimentos" do concelho nos 2 jornais concelhios.

Boas entradas para todos!!!


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