Terça-feira, 6 de Outubro de 2009
Dossier Autárquicas 2009 - o extra-large e último!

Dossier Autárquicas 2009 - o extra-large e último!

 

 

"A renovação tarda em chegar ao poder local. Este ano repetem-se 279 das 308 candidaturas autárquicas." in Jornal i.

E essa notícia não se poderia aplicar melhor ao nosso concelho: a mesma candidatura do PS, e, apesar de Augusto Marinho nunca se ter candidatado, pode-se dizer que as suas costas laranjas estão bem (mal) representadas por indivíduos que até já geriram a autarquia durante muitos anos, além dele próprio.

 

(Anteriores "Dossiers Autárquicos" aqui 1 e 2)

 

 

Vassalo, a sua bimby e o seu "batido de frutas"

 

Socialistas, pseudo-socialistas, pseudo-esquerdistas, democratas cristãos, indivíduos que não sabem onde estão, mas sabem o que querem vir a ter... é esta a lista do PS à autarquia. No fundo, em Ponte da Barca, o partido socialista é Vassalo Abreu mais o "batido de frutas" partidário, que preparou com a sua bimby.

 

 

Falando de coisas sérias, o actual executivo tenta mostrar as obras que fez nestes 4 anos, para tentar conquistar o eleitorado. Ainda que muitas delas tenham sido "poios", ou então "obras de Agosto", feitas na pressão do Verão, não se poderá dizer que Vassalo e companhia não tenham dado trabalho aos empreiteiros. Também se pode dizer, infelizmente, que o barqueiro enternece-se a ouvir o actual presidente, e com especial gosto José Pedro Amaral da JS, que dizem que Ponte da Barca nunca evoluiu tanto em tão pouco tempo de poder. Só que há um pequeno problema: o barqueiro também chega sempre à conclusão que o concelho, no fundo, está igual à mediocridade em que estava antes deste executivo chegar ao poder. E por outro lado, dizer que se evoluiu mais nestes 4 anos, quando comparado com cada um dos outros mandatos, peca pelo termo de comparação: é que os anteriores mandatos foram para o muito fraquito, e para fazer melhor basta ser apenas fraquito.

Por outro lado o executivo, e toda a malta ligada a ele, continuou a sofrer das mesmas maleitas de poder que Ponte da Barca sempre sofreu. Quem não se lembra dos "poios" urbanísticos, que teve como principal "bosta" o lar que ficou enquadrado no postal de Ponte da Barca como um bloco enorme de betão por cima da Igreja Matriz?... o lar que seria para ricos e para enriquecer, e que até agora parece que é para poucos ricos, porque não os há (e alguns já estão no Condes da Folgosa) e em vez de enriquecer os investidores, parece que os empobreceu. Há ainda o "poio" do Sá Taqueiro, o "poio" da nova clínica da esquina, na vila, que em época de eleições tem um grande cartaz na fachada com Vassalo a candidato, enfim...

 

 

 

E que dizer da maleita dos empreiteiros/ construtores civis? São a classe empresária em Portugal que mais ciclicamente alternam os seus pontos altos economico-financeiros. Só que com um pormenor: a rotatividade desses auges empresariais parece (só parece!) estar sincronizada com a rotatividade dos partido quando ocupam o poder político. E fechemos as maleitas políticas que já se dão há décadas no concelho com os lugares ditos que o povo diz "por cunha", "tacho", "frigideira", "panela", enfim, uma variedade de peças de um trem de cozinha. Por exemplo, a função pública portuguesa diminuiu quase 50 mil postos em cerca de 5 anos. Houve algum concelho que injustamente teve que compensar o aumento de postos no nosso concelho, evidente pelo menos aos olhos do barqueiro (mas não é só ele que o diz). Quais as melhores "gamelas": as recentes, ou as do passado? Mais um ponto para pesar no momento da decisão de voto...

Mas o capítulo "gamelas" e trens de cozinha ainda não terminou. Há novos desenvolvimentos no conhecido caso de Nélson Armada (discutido já neste blog), em que sendo o cabeça do CDS em Ponte da Barca, comprometeu-se com a distrital a apresentar lista CDS para o concelho, e quando foram a ver já ele estava nas listas do PS, sem que a distrital do CDS fosse sequer avisada. Notícia do Diário de Notícias de 2 de Outubro diz que CDS-PP vai apresentar uma queixa crime contra Nélson Armada, devido à novela de intriga e traição no seio do CDS, que aqueceu este Verão. O líder CDS-PP distrital disse ainda que:

 

"Esse indivíduo já nem sequer é militante do CDS-PP, estando assim a usar abusivamente o nome do partido.(...) Os nossos parceiros naturais são outros, os nossos parceiros de coligações sempre foram partidos próximos de nossa área política e é com esses que fizemos coligações.(...) [os militantes CDS-PP] não devem deixar de participar nas eleições e, pelo menos, contribuir para derrotar a gestão socialista do município."

 

Quente! Quente!... esta novela de Verão que se poderá prolongar pelas estações seguintes...

É por estas e por outras, como o BE barquense que também foi "canibalizado" pelo PS local, que a bimby de Vassalo é das boas, até porque faz batidos com várias frutas, mesmo aquelas que se pensaria serem difíceis de misturar num único batido.

 

Falando do programa, porque esse deve ser um factor de peso para as escolhas de voto, o programa do PS local está bem organizadinho, com algumas alíneas por cada uma das 10 principais áreas de gestão. Pode-se dizer até (e preparem-se rosas e pseudo-rosas, para o que poderá ser um elogio) que o programa deste PS, à primeira vista parece mais claro que o dos adversários laranjas. Pelo menos é mais divulgado, e tem-se falado algumas vezes de áreas como o turismo. Aliás, a estratégia de marketing político deste PS parece estar a ser mais incisiva sobre as pessoas, no que à autarquia diz respeito. Mas também há de tudo neste programa: temos as propostas que a ser concretizadas seriam boas para o concelho, temos aquelas que se iniciam com palavras como "melhorar", "promover", "dinamizar", "apoiar", etc., que são basicamente para encher linhas nos folhetos, pois nada dizem de concreto, não se sabe sequer em que consistem, e assim o eleitor não os poderá responsabilizar por não "promoverem", "apoiarem", "dinamizarem", bem aos estilo da política portuguesa. Propostas como a extensão do IC28 a Lindoso através da melhoria da estrada existente foram de pouca inspiração pelos redactores deste programa, até porque uma IC não passa à porta de casa nem nunca pode servir caminhos particulares e rurais (a não ser que IC seja um "itinerário campestre"). A ponte de Lavradas espantosamente (ou não) não aparece no programa... pois é, é o que dá prometer obras em troca pura e dura do eleitorado local... o problema é que o presidente de junta de Lavradas soube jogar com o PS da autarquia, mas sem se deixar "canibalizar", como outros políticos já falados. Ficou a lição para Vassalo,para o qual prometer obras de milhões para conquistar centenas do votos não deu resultado! Vai ter que lhes pegar por outro lado...

A campanha iniciou-se não se sabe bem quando, até porque durante a campanha para as legislativas já havia automóveis com o nome Vassalo Abreu, dizendo para votar em Sócrates, tudo antes de se iniciar a campanha autárquica. A sorte é que a fraqueza da lista PSD é digna de concorrer com esta lista PS, porque deveriam saber explorar estas (graves) falhas. Iniciaram-se as 2 semanas de discursos incendiados, de comícios, de caravanas, bandeiras, e como não poderia deixar de ser, do chamamento do "trem de cozinha", tanto para comícios com comida e bebida, como para promessas de mais "tachos" e "panelas" para os tempos que virão, para todos se alimentarem. Uma tendência deste PS, e não só, são os arredondamentos por cima, ou melhor, somas extraordinárias, no que diz respeito ao número de pessoas presentes nos comícios. Mais uma prova da forma como a Matemática é mal tratada durante a nossa formação escolar. Relativamente à questão do marketing político, o PS parece apostar mais vincadamente nesse aspecto, pelo desenho e esquema dos seus cartazes e da sua sede de campanha. A sede é na Garagem Bouças, não fosse este nome, Bouças, tão falado na vida política e mediática de Ponte da Barca. São nomes como estes que fazem com que alguns barquenses falem em promiscuidade entre poder e empresários. São nomes como estes que, a seguir ao poder autárquico, têm influencia suficiente nos destino da Barca para serem também responsabilizados da actual situação concelhia.

Mas e se o PS perde as eleições? É que (o barqueiro não sabe se eles sabem) em eleições também se pode perder! A bimby parará de preparar os "batidos", e não se sabe o que acontecerá a cada uma das frutas sem estarem misturadas. Será que alguém irá olhar para as frutas isoladas da mesma maneira? Qual será o seu futuro? Muitas dessas frutas terão que sobreviver tal como faziam antes de se misturarem em batido. Mas enfim, é apenas um cenário, e muitos não os gostam de discutir, até ao momento em que perdem e se vêm obrigados a discutir esse cenário (veja-se Manuela Ferreira Leite).

 

 

"Casa" nova com "vigas" velhas

 

Falando do PSD, e principalmente das suas listas para a Câmara Municipal, é aquilo a que se pode chamar, como o barqueiro já o fez, de "esquadrão do caruncho". Apesar de proporem um novo rumo para Ponte da Barca, e supõe-se que pretendam para melhor, apresentam-se ao eleitorado com as caras do costume, muitas delas que já estiveram no poder em mandatos anteriores a este mandato actual do PS. Aquilo que nenhum dos laranjas quer falar é daquilo que fizeram no passado, pois não pode ser termo de comparação para mentes sóbrias, excepto para o PS actual, que muitas vezes diz que nunca se fez tanto, estando com isso a se comparar aos anteriores executivos, do PSD. Será que a mediocridade que o concelho sempre conheceu se deve apenas a este actual executivo? A resposta do barqueiro e de muitos é não, pois a mediocridade é o único estado que a Barca conhece e tem conhecido, mesmo comparando com os concelhos vizinhos. E agora o barqueiro coloca a questão que se calhar alguns dos barquenses já colocaram, mas talvez nunca foi realmente exposta: Como é que estes políticos têm a "lata" de propor um "novo rumo", uma quebra com o actual atraso, quando muitas das principais figuras são as mesmas que já passaram pelo poder e que contribuíram para a mediocridade da política local, até durante mais tempo que os actuais? É a chamada "lata" de político, com alguns e bons exemplos a nível nacional. A política é como uma droga, é a teta que depois de ser experimentada nunca mais se quer "deslargar". E é por tudo isto que o PSD propõe, no fundo, construir uma "nova casa", mas com "vigas velhas e podres". "Vigas" que por sinal já fizeram parte de outras "casas" de má qualidade de construção, fazendo analogia com um dos braços direitos dos políticos em geral, o ramo da construção civil.

Apesar de tudo, nem tudo são "vigas velhas". Há uma novidade, na qual surge mais uma vez o apelido Bouças. O actual provedor da Santa Casa da Misericórdia, instituição já por si quase domínio do tal apelido (qual Madeira de Alberto João Jardim), tem a possibilidade de se estrear nas lides políticas como possível vice-presidente da Câmara. É mais um exemplo de ameaça de instalação de novos monopólios de poder em Ponte da Barca, tal como estamos infelizmente habituados ao longo de décadas.

Quanto a programas, basicamente temos os mesmos problemas de conteúdo habituais, também apontados anteriormente para o PS. E temos um outro problema , típico do PSD de Manuela Ferreira Leite: o programa é algo tímido. Por um lado no site não há sinais dele, só nomes, caras bonitas, e discursos de Augusto Marinho. Por outro lado, o programa "minimalista" da JSD, tão anunciado e esperado, é tão minimalista que talvez só os membros da JSD o conheçam. Há ainda a promessa de uma zona industrial, aliás, como há no programa do PS. Apesar de possíveis discórdias na localização, ambos prometem um pólo industrial, qual Messias anunciado há décadas. Décadas cruciais para que já existam nos concelhos vizinhos, e para as boas possibilidades de uma zona industrial, que seria a primeira no concelho, fosse asfixiada à nascença por todo o contexto actual. Ainda nenhuma das forças políticas reflectiu se vale a pena fazer, e em detrimento disso apostar noutras áreas! No panorama nacional temos as "nano, míni, micro empresas". Aqui temos "zonas, pólos e parques industriais".

Relativamente à propaganda propriamente dita, quantos dos barquenses não passou a conhecer de cor a letra do hino do PSD. "Paz, pão, povo e liberdade", seria uma boa deixa para o PS de Sócrates comparar o PSD ao tempo da "velha senhora", até porque palavras como "paz" e "pão" são típicas do sentido paternalista da ditadura. A palavras "liberdade" é que parece ter preocupado o PSD local, que numa das suas "arrudas" na vila, para as quais dão muito jeito as feiras, foi para a frente da nova Câmara Municipal reclamar "liberdade!". Parece brincadeira, mas é mesmo verdade! A revolução esteve a um passo de se concretizar, mas as pedras mal assentadas e dançantes do pavimento exterior da câmara não permitiram dar os últimos passos rumo à invasão do palácio do "ditador" Vassalo Abreu. As acusações de falta de sentido democrático em relação ao PS não são novidade. É algo sobre o qual se têm centrado na campanha, quando falam dos defeitos dos senhores do poder actual. E aliás, é algo que está longe de ser novo em Ponte da Barca. O sentido democrático sempre foi muito ténue em Ponte da Barca, mesmo nos tempos que o PSD governou (coroados pelas piscinas "Dr. Cabral de Oliveira"). Mas como não se vive só de passado, e há que mudar, de preferência para melhor, o actual executivo tem sido tão acusado, que algo há-de haver de verdade, julga o barqueiro. E o leitor deste blog até poderá saber mais que o barqueiro. Enfim, os problemas do costume, num meio pequeno, onde o poder corrói e manipula... Seria um bom campo de exploração deste PSD, para tentar conquistar a câmara, que se ganha nas urnas após apresentação de propostas e duas semanas de campanha!... não fossem optar pela "Revolução da Javardice"...

 

 

No que diz respeito às caravanas, altifalantes, bandeirinhas (muitas à chuva) e comícios,  basicamente é aquilo que se vê no PS. E nesses comícios, também os números nunca pecam por escassez, muito pelo contrário.

 

 

Os que a ninguém lembra

 

João António da Cunha Lobo é nome que vale a pena decorar, até porque se calhar nunca o ouviu, ou então só irá ler o nome dele no momento em que estiver com o boletim de voto. É a CDU de Ponte da Barca, sempre fiel ao estilo discreto, e desta vez ainda mais discreta aos olhos dos eleitores, no que diz respeito à mediatização local dessa candidatura.O barqueiro pensa que é justo falar nesta candidatura, porque em democracia todas as listas são dignas e deveriam ser tratadas e ouvidas da mesma forma e isenção, e nem sempre o são. É algo habitual, e de que o barqueiro pede desde já desculpas, por não ter sequer referido nos anteriores "dossiers autárquicos".

A CDU em Ponte da Barca é uma força política que passa 4 anos na "toca", quem sabe num acto irreflexo de se protegerem dos predadores dos grandes partidos. E podem-se dessa forma gabar que são dos únicos elementos candidatos com alguma dignidade política, e que fundamentalmente estão no partido que representam por convicção e por princípios, ao contrário de partidos locais que têm sido "canibalizados" pelas grandes forças, nomeadamente o BE e CDS pelo PS.  É que por um lado são os últimos partidários locais com dignidade e convicções do partido que representam, não tendo a visão "poleirista" da actual vida pública. Mas, talvez vítimas de um recato excessivo durante os mandatos, e depois nas campanhas, acabam por ter pouco peso na hora das escolhas. Além disso sofrem com a tradição local, e em muitos casos nacional, de se fugir do "bicho papão" do comunismo como o diabo foge da cruz.

Desde este blog para a CDU, um bem haja, e sobretudo um apelo: façam mais "barulho" nas assembleias, entrem mais na vida pública, façam-se notar mais, sem nunca esquecer a dignidade e a negação de visão "poleirista" atrás apontada. A pluralidade e a democracia local agradeceriam, e que doentes elas andam!

 

 

Juntas de freguesia, 3 primeiros postos, cash extra ao fim do mês, guerrilha civil, ...

 

São as listas das juntas de freguesia que sabem melhor o que é o trabalho "porta a porta". A seguir aos distribuidores de pizzas e aos Jeovás, é certo. Os candidatos das listas começam por ser cordeiros, cumprimentando tudo e todos na rua, inclusivé, quem sabe, seres inanimados, depois distribuem panfletos e vão no porta a porta com bandeirinhas e "atoalhados", e até nas vésperas há quem conte que fazem porta a porta, com bandeirinhas, "atoalhados" e sabe-se lá mais o quê...

 

 

Uma coisa perece ser certa, até esta data (1 semana antes das eleições): a febre propagandística parece não ser tão elevada como em outros anos, mas numa semana muito pode acontecer!

Outra das facetas destas candidaturas são o povo e o falatório. E talvez mesmo em inocência, o povo muitas vezes é muito mais sábio do que se pensa. Mesmo aquele que se deixa envolver na febre politiqueira pré-eleitoral, deixa-se descair para a triste realidade de muitas listas: quem conta são os 3 primeiros. Vá, 3 + 1 de bónus, muitas vezes, até porque o 4º costuma ser o presidente da Assembleia de Junta. Contam porque para além de serem os 3 primeiros são eles que vão ter teta caso cheguem ao poder! E acreditem que a teta é muitas vezes o que mais conta (infelizmente), como sabemos! Basta ver muitos deles na sêde aos lugares remunerados quando lhes chega o convite de candidatura.

Para além da desproporcionalidade de elementos remunerados das nossas pequenas juntas face às responsabilidades que têm, existe outra situação em que essa desproporcionalidade é evidente: as Mesas de Voto Eleitoral. O cenário com que muitas vezes o cidadão se depara é um elevadíssimo número de elementos da mesa face ao trabalho que há para fazer nessa dita mesa (qual última Ceia!).

 

 

 

 

 

 

 

Para concluir estes "dossiers autárquicas", resta referir alguns aspectos. Em primeiro lugar que muitas das abelhinhas partidárias que pousaram neste blog, e que foram para a "colmeia das abelhinhas", acalmaram um pouco, pois andavam demasiado assanhadas. Sejam elas as mesmas ou não, existem agora umas "abelhinhas" mais disfarçadas, menos assanhadas. Podem estar tranquilas que podem continuar a comentar, mas caso se tornem assanhadas, ou seja, fazer propaganda gratuita à custa do blog, irão directamente para a "colmeia", onde há mel do bom.

Por outro lado, o barqueiro tem a dizer que não vota (pois é uma personagem ficcionada; o mesmo não se pode dizer do seu criador), mas se votasse já podem imaginar a escolha: ele acha que seja qual for a equipa eleita, o rumo será infelizmente semelhante, até porque as 2 listas já deram as suas provas no poder! 

 

De notar, que existem ainda mais algumas escolhas: o voto na CDU, que sofre de apagamento e apatia no nosso concelho, mas ao que parece sem intenções "poleiristas", e os votos de "protesto", onde há o voto nulo, onde muitos aproveitam para expressar os seus dotes "artísticos", ou o voto em branco, tal como o nobel Saramago o esmiuçou numa das suas obras.

 

Por isso existem muitas escolhas... resta a cada um ponderar, e que sobretudo ninguém fique em casa à espera que os outros decidam por si!

 

 

 

 

08/10/09

Esclarecimento aos mais "aflitos":

 

O barqueiro vem por este meio esclarecer aos mais "aflitos" que este blog não vai acabar! Aliás, nunca tal foi dito pelo barqueiro neste blog. Apenas se anunciaram férias, não o fim da "má língua"! Será apenas um curto período de interrupção, para ganhar fôlego e dar um ligeiro arranjo à imagem do blog, depois de 3,5 anos de muito "dar ao serrote".

 

E para todos os leitores, aqueles que andam aflitos à procura de apanhar o barqueiro com a "boca no tacho", para aqueles que muitos nomes apontam ao barqueiro e para todos os que entram aqui que pensam de forma ponderada sobre o que o barqueiro aqui escreve, concordando ou discordando, fica o AVISO de que no fim de semana 17-18 de Outubro este blog irá fazer o balanço das tão fervorosas "Autárquicas 2009" (1 semana de silêncio para deixar assentar a "poeirada" da crucial noite de Domingo).  E depois sim, vêm as férias, que se espera estarem esclarecidas.

 

 

 

 

(Mais "Abelhinhas" partidárias que por aí voam em vésperas de eleições Aqui.)


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Domingo, 24 de Maio de 2009
De Ponte da Barca a Lisboa, e mais além!

De Ponte da Barca a Lisboa, e mais além!

 

 

É sabido que Vassalo Abreu passa muito do seu tempo a se dirigir a Sócrates e ao seu Governo. Ou pelo menos é aquilo que foi apregoado aquando da vitória das últimas eleições. A sua alegada “relação próxima” com o poder central e os seus representantes deixa adivinhar por isso “frenéticas” deslocações à capital do país de forma regular. Aliás, os montantes envolvidos em certas obras que estão a ser feitas e outras ainda prometidas deixa campo à especulação acerca da relação com esse poder central, que deve ser estreitíssima, a ponto de talvez se tomarem decisões em estados de menor sobriedade, pelo menos de pensamento.

E assim o barqueiro está a chegar à deixa pretendida: vinho, esse alterador de sobriedade! Rezam as crónicas recentes que José Sócrates e Vital Moreira foram a Melgaço, “obrigando” Vassalo Abreu a inverter o sentido das deslocações, de sul, para norte. Por lá andavam também sindicalistas, cuja relação com o PS se tinha incendiado há pouco tempo devido a agressões a Vital Moreira. O destino é cruel, e estava traçado para que Ponte da Barca após ser capa nacional com o ruir da ponte medieval, fosse desta vez capa devido ao seu presidente se deslocar a Melgaço para se tornar “guarda-costas” de Sócrates. Vital e Sócrates pareceu que nada viram. Mas Vassalo Abreu foi dos únicos presentes que diz ter visto um sindicalista, Adão Mendes, a atirar um copo de vinho para a comitiva socialista. E era de “branco” e tudo! O barqueiro até especula se não seria alvarinho, mas não se atreve a entrar em discussão no ramo dos vinhos! Foi a cultura de “tasca” que mais uma vez fez notícia nacional com o nome de Ponte da Barca…

 

 

 Notícia no Telejornal da RTP:

http://tv1.rtp.pt/noticias/?t=Arremesso-de-copo-de-vinho-abre-nova-frente-de-batalha.rtp&article=217407&visual=3&layout=20&tm=9

 

Entretanto as notícias a nível regional estão ao nível do caminho de Granhão, em Paço Vedro de Magalhães, em que segundo declarações de Vassalo à imprensa, “é mais uma promessa eleitoral que está a ser cumprida” (o “orgulho” das obras, como o Bloco de Esquerda já disse). Está ao nível de uma aquisição pela câmara do terreno de um Parque de Merendas da Ecovia em Bravães, quando a câmara já tinha lá construído o parque há cerca de 2 anos. Está ao nível da aprovação do projecto de execução do Polidesportivo de Lavradas, com mais uns milhares, a juntar a milhões de euros, destinados à freguesia de um presidente de junta “guloso” nos reivindicações que faz, com um executivo “sedento” dos votos da direita.

 

 


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Quarta-feira, 6 de Agosto de 2008
Oposições confusas

Oposições confusas

 

Começando pelos mais novos, a JSD fez uma visita à Ermida. Apesar de jovens, revelaram que talvez ainda tenham algumas raízes profundas sediadas no passado, numa direita feita de “barões”. Tudo isto porque lê-se no artigo divulgado pelos mesmos que “foi com o entusiasmo do autarca que propositadamente abriu o Museu ao visitantes e puderam conhecer as peças que os compõem…”. Não que seja o português que esteja bem ou mal redigido, mas porque até dá a entender que o Museu da Ermida, onde estão alguns achados com milhares de anos, só foi aberto por se tratarem de tão ilustres figuras, como se ser ilustre perante os outros fosse uma qualidade de bom político. Primeiro: o Museu encontra-se infelizmente fechado, até porque o poder político nunca se terá importado de o abrir em permanência, mas o facto é que quem quiser visitar o Museu poderá faze-lo, ainda que pedindo pelas chaves às gentes acolhedoras da Ermida. Segundo: ser-se ilustre como político não deverá ser uma qualidade do político, mas apenas consequência de outras muitas qualidades que deverá ter. Porém, como ainda se tratam de jovens, e andam por aí muitos adultos da política que erram de igual forma, fica a nota de que nem tudo é mau. Os jovens têm alertado para o facto da água do rio Lima ter tido análises que revelavam má qualidade em 2006, e que a ausência de análises deste ano deverá preocupar tanto os políticos no poder como os barquenses que lá se banham.

Mas como a seguir a algo acertado, bem quase sempre algo de errado, o PSD, desta vez na secção dos fisicamente mais crescidos, teve uma espécie de comício com Pedro Passos Coelho. Para além do êxtase inerente a uma figura nacional, a noite deve ter tido o seu apogeu quando o nome de Augusto Marinho correu pelos ouvidos como um perfil adequado para candidato a Presidente da Câmara Municipal. A primeira noite de êxtase do PSD após as últimas eleições? Talvez, tendo em conta que Passos Coelho tem um discurso com soluções milagrosas para tudo, até pelo que contrastou com a visão de Ferreira Leite, devendo ter conseguido incendiar a plateia presente.

Do outro lado, lá mais para a esquerda, o líder do Bloco de Esquerda António Rocha, quebrou o blackout para com o “O Povo da Barca” que já durava há… meses. Tudo tinha começado com a longa ausência de comentários escritos deste líder para esse jornal, segundo o próprio por motivos pessoais. A bomba explodiu quando no recomeço desses comentários “O Povo da Barca” não respeitou a sua posição de líder de um partido político, colocando o seu artigo na secção de “Correio do Leitor”. António Rocha expressou a discriminação grave a que foi sujeito, e o caso parece que tinha terminado por ali, com prejuízo da imagem do jornal e do seu director. Mas estamos em Ponte da Barca, e numa terra com 2 jornais apenas, o líder de um partido não se poderia dar ao luxo de manter um “corte de relações” por mais do que alguns meses com um desses jornais após ser politicamente discriminado. Será ou não será assim? Questões complexas de uma terra onde tudo é um jogo de intrincadas redes e conflitos.

 

 

 


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Domingo, 30 de Março de 2008
“O Povo da Barca” em queda abrupta

“O Povo da Barca” em queda abrupta


Depois de ser publicada uma entrevista do “regressado” Cabral de Oliveira com dimensões um pouco invulgares para as habituais entrevistas (bitaites em http://nadasobreabarca.blogs.sapo.pt/45074.html), “O Povo da Barca” mostrou mais recentemente sinais ainda mais evidentes de mau jornalismo, sobretudo no que diz respeito à imparcialidade relativamente aos vários grupos partidários que se julgam fazer parte de uma vida democrática e de igualdade. Trata-se do artigo “Guerras Políticas – Versão Ponte da Barca”, escrito pelo líder do Bloco de Esquerda no concelho António José Rocha, e acerca do qual foram publicados os “mandamentos do BE” neste blog (http://nadasobreabarca.blogs.sapo.pt/45886.html). O problema não está no artigo propriamente dito, mas no local em que foi colocado. Nada mais nada menos que a secção do jornal “Correio dos Leitores”. E obviamente que, sentindo-se discriminado, António Rocha exprime a sua indignação na última edição do mesmo jornal. É algo que revela bem a mentalidade enraizada, que Arnaldo de Sousa, director de jornal, diz tantas vezes ser um problema, e que desta vez revela ser também um problema seu. Após quase 34 anos de liberdade em Portugal, ainda existem “escarros” que por vezes se vão escapando, cuspidos directamente na igualdade que os cépticos, realistas e sonhadores, chamem-lhes o que quiserem, dizem ainda estar longe de ser atingida. Como é que é possível que um líder partidário escreva na secção “Correio dos Leitores”? Que sejam também leitores, isso também é verdade. Mas são mais que isso. São representantes de partidos políticos, que têm como objectivo na sua diversidade de perspectivas construir um bem comum. Por isso têm o pleno direito, e dever até, de intervirem junto da opinião pública e dos meios de comunicação para divulgarem a política a todos os interessados: as populações. Por isso usufruem, ou usufruiriam, como tem acontecido com os outros partidos no caso do nosso concelho, de privilégio em divulgar a sua mensagem nos jornais. O “Correio dos Leitores” é estar a desprezar a importância de um partido, neste caso o BE, em relação aos outros, incluindo-o numa coluna que deveria ser, como o nome indica, para o “correio” enviado pelo leitor comum.

Como se ainda não chegasse a gravidade do acontecimento, Arnaldo Varela vem-se justificar com um acordo de colaboração regular de António Rocha para o jornal, que terá sido quebrado durante um grande período de tempo pelo líder do BE, tendo ele alegado suspensão temporária por razões pessoais. Mas não tendo unicamente a qualidade de leitor, o senhor António Rocha é líder do BE. E o BE é menos do que os outros partidos, que certamente nem acordo terão (nem se justifica a sua necessidade) com os jornais? Estamos a falar de uma questão de igualdade, e BE por ser o partido mais pequeno será menos igual ou importante do que os outros? Triste entrada neste simbólico mês de Abril que está à porta.

 

 

P.S.: A atitude de “criança” de Arnaldo de Sousa chega ao ponto de em rodapé dizer que António Rocha no seu artigo ter escrito a palavra “descriminação”, que terá sido sunstituída pela sim correcta “discriminação” pelo jornal. E o barqueiro como também gosta de ser criança fecha dizendo: pois é, há uma grande diferença entre as duas palavras. É que “descriminação” talvez não saiba mesmo o que é, mas “discriminação” é capaz de saber bem de mais.    


 


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Segunda-feira, 17 de Março de 2008
Os Mandamentos do BE (que nunca são cumpridos)

Os Mandamentos do BE (que nunca são cumpridos)


 

António Rocha, do Bloco de Esquerda, publicou um artigo nos últimos jornais rico em conteúdo útil (coisa rara!). Afinal, algumas coisas se vão aproveitando dos políticos da terra. E para todos aqueles que agora infringem os “Mandamentos” do BE (de certeza que saberão quem), aqui fica a lembrança para que possam ao menos “disfarçar” a ânsia da “Pia” que agora todos vão começando a querer (é uma das semelhanças entre humanos e os porcos).

 

 

Uma “intervenção cívica responsável” pauta-se “por uma atitude de exigência connosco e com os outros, de respeito pelas instituições e regras democráticas”.

 

 

“Num combate político respeitam-se as regras democráticas e os adversários políticos, que lutam por um objectivo comum – o progresso das populações que representam.” “Numa guerra política não há regras e o principal objectivo é destruir o inimigo.”

 

 

“Nenhuma sociedade se desenvolve (…) sem que os diversos agentes (políticos e sociais) conjuguem esforços para o desenvolvimento colectivo.”

 

 

“O povo elege representantes para os órgãos democráticos, não elege líderes partidários, nem comentadores.”

 

 

“Um concelho com tantos problemas precisa do contributo de todos. Não precisa, é, destas velhas e intermináveis guerras políticas.”

 


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Domingo, 14 de Outubro de 2007
A "posta barrosã" e os presidentes de junta

Presidentes de Junta de Ponte da Barca e Bravães andam-se a fazer à "posta barrosã"?

Ao que temos visto nos últimos jornais, "Notícias da Barca" e "O Povo da Barca", os Presidentes de Junta de Ponte da Barca, Jorge Coutinho, e de Bravães, Alberto Cerqueira, têm andado simpatiquíssimos para com o executivo camarário e para com o seu presidente, Vassalo Abreu. Foi na Assembleia Municipal de 4 de Setembro e antecedentes, e agora na imprensa local com artigos dedicados à Câmara e sua "maravilhosa" gestão. Não é um juízo de valor, apenas é o resumo daquilo que estes presidentes de junta têm dito. Os assuntos recentes da Assembleia Municipal têm-se focado na alienação dos terrenos do Rodo em Vila Nova de Muía e na discussão de projectos ora necessários mas que tardam em arrancar, como é o caso do Complexo Desportivo e Pólo Industrial, ora ridículos e sem o mínimo de consciência, como o caso da ponte sobre o Lima em Lavradas para ligar ao IC 28. Enfim, e a vida da política barquense lá vai andando, com o Bloco de Esquerda a ser o partido mais pequenito mas que ainda vai tendo uma convicção marcada e insistente de estar sempre a alertar para a necessária aposta no turismo. E no meio de tudo isto lá têm estado os presidentes de junta destas duas freguesias a dizer que a Câmara Municipal só tem acções de "servir as populações e promover Ponte da Barca" e que tem estado "num rumo de desenvolvimento". As já "muito produtivas" assembleias municipais têm agora sido usadas por estas figuras para serem ocupadas com o elogio gratuito, sempre pronto a "sair do forno". E, à parte de tudo isto, existe um ditado popular, já que estes presidentes elogiam muito o saber popular da nossa terra, que diz que quando a "esmola é grande o santo desconfia". Pode parecer que são os únicos presidentes de junta do PS no concelho, mas não são, e têm sido uns constantes habituers dos elogios durante as assembleias municipais deste mandato.

O presidente de junta de freguesia de Bravães chega ao ponto de nos seus recentes de artigos de grande elogio nos jornais locais jogar uma das maiores cartadas, daquelas que só se jogam em "ultíssimo" recurso,  para demonstrar a grandeza desta Câmara Municipal:

 

"Gostamos todos de ver as nossas festas a serem divulgadas por todo o país e logo no programa TV regiões. Não foi por acaso que cá estiveram".

 

Parabéns! A Barca chegou ao TV Regiões! Depois disto, o melhor que ainda pode acontecer, pelo menos para estas opiniões, só ganhar as próximas eleições e festejar com uma boa jantarada com a boa "posta barrosã".

 

 

                                  

 

 


sinto-me:

talhado por o barqueiro às 07:38
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