Sábado, 25 de Abril de 2009
A Páscoa da Paixão de Cristo

A Páscoa da Paixão de Cristo

 

Longe de querer "monopolizar" o conhecimento da Páscoa segundo as crenças cristãs, que festeja a ressurreição de Jesus, o barqueiro quer relembrar que se trata de uma data festejada antes sequer do nascimento de Jesus. Refira-se em concreto a Páscoa dos judeus, que festeja, e festejava ainda antes de Jesus Cristo, a libertação e fuga do povo judeu escravizado no Egipto. Lendas à parte (já que a consistência de tais acontecimentos está longe de ser sólida, baseando-se em escrituras com carência de algumas evidências historicamente fiáveis), na freguesia de Bravães realiza-se anualmente a recriação da lenda cristã da morte de Jesus Cristo na Cruz, pelos romanos.

Pela Associação Cultural e Desportiva "Os Canários" de Bravães, com encenação do escritor da terra, Jaime Ferreri, a representação contou com a participação de 37 actores e 25 figurantes, provenientes da própria freguesia. A representação estava prevista para o dia 9 de Abril, na referida freguesia, junto do Mosteiro. Por motivos meteorológicos não foi possível a representação da peça em Bravães. Apesar de tudo fica a nota de excelente receptividade à representação feita cerca de 1 semana antes em Ponte de Lima, vila propícia à presença em grande força do turismo, que infelizmente em Ponte da Barca se nota a falta.

Nota positiva para este evento cultural, que todos os anos põe o nome de Ponte da Barca nos roteiros turísticos.

 

 

Mas, como diria o "beato" Artur Alvarães, o barqueiro tem que dar a "Habitual Pincelada". Este ano a "Mui Dolorosa Paixão" contou com entrevistas a intervenientes nesta representação. Jaime Ferreri, figura habituada ao mediatismo concelhio, devida às suas qualidades como escritor, sustentado por correntes de poder político favoráveis (que por exemplo escritores como Sousa Meira não têm), deu entrevistas que incluíram jornais a nível nacional. Mais uma demonstração da importância do evento. Também actores deram os seus testemunhos, como Pedro Silva, que com sacrifício pessoal, segundo a entrevista dada ao "O Povo da Barca", já teve que representar mais que um papel. "Sacrifício pessoal" esse que segundo declarações suas terá sido atenuado pela participação no teatro de entidades ditas de "motivadoras" como a de Jaime Ferreri (como sabem os títulos de "Dr." e derivados caem neste blog), a associação atrás referida ou a junta de freguesia de Bravães. Enfim, por de trás de figuras mediáticas e de organizações passam-se sempre estranhos "jogos de bastidores" que assombram os passados e ameaçam os futuros... O barqueiro espera que não seja este o caso, para que este evento possa todos os anos pelo menos incluir o nome de Ponte da Barca nas actividades nacionais de interesse turístico.

 

 

   


sinto-me:

talhado por o barqueiro às 01:57
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Domingo, 30 de Março de 2008
Mês de cultura e desporto em Ponte da Barca

Mês de cultura e desporto em Ponte da Barca


 

Este mês de Março foi próspero em boas iniciativas culturais e desportivas, coisa a que Ponte da Barca não tem estado “habituada”. Os elogios são merecidos para todos aqueles que tiveram influência directa para que estes eventos se realizassem em Ponte da Barca, contribuindo tanto para a fomentação da cultura e desporto, como sobretudo para uma promoção turística do nome de Ponte da Barca no país. Neste aspecto, aqui fica a razão dada àqueles que têm elogiado o facto das instituições, nomeadamente as políticas, de trazerem para o nosso concelho mais e melhores eventos.

Começámos no dia 2 de Março com o Torneio Nacional de Inverno de Masters, nas Piscinas Municipais, com 13 records nacionais a serem batidos por cá. No dia 9 de Março outro grande evento, com a 1ª Prova da Taça de Portugal de BTT, onde participaram 195 corredores. Marco Sousa e Magdalena Balana foram os vencedores de uma prova de 84 Km, que começou e terminou em Ponte da Barca e passou pelo Livramento, Senhora da Paz, Ermida, Lourido e Entre Ambos – os – Rios.


Entretanto, no campo da cultura, teve mais uma vez lugar a representação da “Mui Dolorosa Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo”, a que a Associação “Os Canários” de Bravães já nos acostumou nas últimas épocas de Páscoa. Trata-se da representação teatral, junto ao Mosteiro de Bravães, dos últimos tempos de Jesus Cristo na terra, segundo a tradição católica. Tudo isto com dezenas de actores e figurantes amadores, com a encenação de Jaime Ferreri, oferecendo um belo espectáculo de luz e som, que decorreu no dia 20 de Março às 21:30.


Por tudo isto Ponte da Barca está de parabéns, ao contrário do que este blog costuma “apregoar”.


 

 



talhado por o barqueiro às 18:28
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Sábado, 14 de Abril de 2007
Barquenses ainda arrotam ao folar

Barquenses ainda arrotam ao folar

No rescaldo de mais uma Páscoa do nosso concelho, há que fazer o destaque à representação da peça de teatro Mui Dolorosa Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo", representada pela associação cultural e desportiva "Os Canários" de Bravães. Segundo "O Povo da Barca" este evento contou com a participação de cerca de 40 actores e 60 figurantes. Desta forma as gentes da freguesia de Bravães deram sequência às representações que têm feito já há algumas Páscoas consecutivas. Tratou-se de um evento de interesse turístico em que se representou a condenação e crucificação de Jesus Cristo segundo a cultura cristã. Tratou-se assim de um acto de demonstração de cultura religiosa, tão representativa e significativa na cultura regional e nacional. Mas atenção! Esta peça deverá ser vista como apenas como uma manifestação de cultura religiosa, e não como um acto de evangelização à vista de muitos fanáticos religiosos que ainda persistem por estas paragens (como aliás já foi referido noutro artigo). Resta desde já dar os parabéns aos actores e outros participantes neste acto cultural, assim como a Jaime Ferreri , que apesar de receber também ele críticas deste blog pelas suas convicções e passado algo pró-Salazar, como encenador tem desempenhado um bom trabalho ao proporcionar este evento, que cada vez mais se torna também um atractivo turístico. Prova disso foram as 2 actuações que este ano tiveram lugar em Ponte da Barca, a 31 de Março, e em Ponte de Lima, a 5 de Abril.

 

 

 

Mas como muitos já estarão a estranhar os elogios, que apesar de tudo também se dão neste blog, eis que cenas algo caricatas aconteceram também nesta Páscoa, para além dos comentários tecidos no anterior post sobre a Páscoa em http :/ nadasobreabarca.blogs.sapo.pt 6815.html " http :/ nadasobreabarca.blogs.sapo.pt 6815.html . Como o objectivo do barqueiro é tentar guiar por águas do Lima a Barca a um melhor futuro através da "má-língua", não podem passar despercebidos os comentários nos jornais regionais de Artur Alvarães, António Luís Fernandes e António Sousa.

Relativamente ao primeiro nome já tudo foi dito sobre ele: beato em convicções.

Relativamente aos "Tones", o Fernandes e o Sousa, algo de estranho lhes terá acontecido nesta quadra festiva. O Fernandes, como já nos habituou, brindou-nos com mais um farto repasto de "pão e vinho". No "O Povo da Barca" escreveu, na edição de 6 de Abril, que "Mais do que um milagre... A Ressurreição é um Mistério". E é neste título que começa o fenómeno estranho de uma mente tão crente. Pois é neste título que reside a verdade da ressurreição segundo recentes teorias e evidências científicas. A ressurreição é de facto um mistério, que vai sendo desvendado a cada passo que se dá neste mundo cada vez mais desligado das raízes, medos e lembranças da Inquisição. Tudo isto está a deixar por terra a teoria do milagre, de facto. Mais à frente no seu artigo, é dito que "Três loucuras cometeu Deus: nascer numa gruta entre animais; deixar-se espatifar numa cruz; perder-se no silêncio dos sacrários". Ora salta logo á vista que algo está a bater errado. Primeiro é fantástico como este habitual beato se dirije a Deus, como tendo cometido loucuras. Mas algo muito mais grave é dizer que Deus nasceu numa gruta entre animais e se espatifou numa cruz, para além de rezar a si próprio. Como é que Deus se entitula o Criador se nasce afinal numa gruta entre animais que deveria ter sido ele a criar? Como é que Deus se espatifa numa cruz se se é uma entidade omnipresente? Não se deixem iludir, mesmo que sejam crentes! Deus é um coisa, e Jesus, a quem ele deveria atribuir tais loucuras, é outra coisa distinta! Jesus é um ser humano que existiu verdadeiramente como qualquer pessoa, e esse sim terá nascido, e que os crentes cristãos acreditam ser enviado de Deus à terra "para nos salvar". Deus será o Criador, uma entidade omnipresente e abstracta, que tudo terá criado e que terá sido venerado pela primeira vez pelos hebraicos, com o nome de Jeová, milhares de anos antes de Cristo. Como vêm, mesmo que sendo crentes, não há motivo para se cegarem com confusões muitas vezes criadas com o propósito de dar a conhecer apenas o necessário para se ter fé, e não o demasiado para por em causa a própria fé.

 

 

Mas como não há Páscoa sem coelhinho, lá está o outro "Tone", o Sousa, para distribuir os ovos. Foi no "Notícias da Barca" de 7 de Abril que ocorreu o milagre: António Sousa adquire um discurso para todos generoso, distribuindo a todos ovos de Páscoa, ao contrário do que é habitual. Entre outros distribuiu ovos a José Sócrates, Vassalo Abreu, Ministra da Educação, Eng. Pontes, Mário Soares e Rosa Arezes. Estarão estes ovos envenenados, especialmente no que diz respeito aos membros do Governo? Saberemos se esta súbita simpatia se deve à fartura de ovos que ele terá recebido nesta Páscoa e que decidiu distribuir aos políticos por já não querer mais. Porém alguns sinais ainda restaram da eventual antiga postura: as referências a "decisões importantes para bem da nossa Pátria, (...) bem do nosso povo" e "Temos de ser fortes na tristeza e no trabalho". Perceberão a lógica? Também não vai haver explicações. Fiquemos pelo campo da especulação, e esperemos que esta brusca mudança seja de facto verdadeira, e que seja para ficar, pois todos, os leitores e o próprio, sairão a beneficiar.

 

 

 Já agora, fiquem com uma sugestão para este fim de semana, para crentes e não crentes. É no Domingo, dia 15 de Abril, na SIC, que ao fim do jornal da noite irá para o ar um documentário chamado "O Código de Cristo, o Túmulo Perdido". Muito Bom!!

 


sinto-me: Diabo em pessoa

talhado por o barqueiro às 08:12
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Sábado, 7 de Abril de 2007
Páscoa à barquense

Páscoa à barquense

Alegrem a entrada na época de Páscoa, barquenses, e vejam com "olhos de ver" a seguinte BD:

           

Se conhecem o sujeito caricaturizado nesta BD, que nos conta a verdadeira história de Jesus (qual Dan Brown!), estarão concerteza a questionar-se: "Será que o homem disse mesmo isto?!" Como é óbvio, claro que não. Se estiveram atentos isto é apenas uma caricatura, e se conhecerem as convicções e interesses deste personagem da nossa imprensa regional concluirão apenas uma coisa: "Apetece-me rir!!!". Esta BD pretende apenas permitir que as pessoas e o próprio caricaturizado imaginem como ele seria se realmente fosse padre, profissão para a qual tem bastante vocação (se tem alguma formação no ramo eclesiástico o barqueiro pede desculpa pela falta de conhecimento), e para além de ser padre tivesse convicções completamente contrárias às realmente suas. Seria engraçado haver um padre como este: apesar de pregar na Igreja, ter uma visão bastante prática daquilo que eles dizem em sermões semanais e metáforas na Bíblia, ou seja, não ter mente religiosa e acima de tudo ser sincero.

Por outro lado, se não o conhecem, vão semanalmente à 2ª página do Notícias da Barca. Nela se escreve "Razões para crer". Não é que ninguém possa ter as suas razões para crer e ter fé católica. É que este escritor tem, na opinião do barqueiro, uma visão excessivamente religiosa das coisas, ao ponto de (imagine-se!) ainda andar preocupado com a questão do aborto aprovada pela maioria dos portugueses no referendo de Fevereiro passado. Ele consegue ir buscar às metáforas bíblicas a razão da vida, do mundo e de tudo o que se deve fazer e não fazer.

Sobre este assunto só há mais um conselho a dar a este senhor "padre": continue a escrever e a tentar evangelizar, pois é livre disso, mas não faz sentido continuar amarrado a correntes religiosas tão fortes, pois actualmente já nada dizem à maioria das pessoas concientes da realidade em que se vive. Quer provas? Então fique com estas 3 simples razões:

1. A Igreja tem que começar a conciliar-se com o conhecimento científico, coisa que nunca conseguiu. Galileu Galilei, um dos maiores cientistas de sempre, teve mais sorte que muitos intelectuais ao escapar por pouco da fogueira da Inquisição, por ter sido um dos primeiros a conceber o Sistema Solar com o sol no centro e os planetas, como a Terra, a orbitar em torno dele. Foi obrigado a negar tudo o que tinha divulgado sobre isso. Tendo este astrónomo morrido no ano 1642, só  341 anos após a sua morte, em 1983, a Igreja, revendo o processo, decidiu pela sua absolvição e aceitação do modelo actual de Sistema Solar.

2. Uma das piores calamidades de saúde da História Mundial é o vírus do HIV, e a Igreja continua a rejeitar o preservativo vá-se lá saber porquê (inclusivé poderia dar muito jeito aos senhores e senhoras da Igreja...se calhar até dá). Resta saber se no futuro a Igreja também vai rejeitar as terapias para doenças actualmente sem cura desenvolvidas através da manipulação de células embrionárias.

3. Os portugueses estão finalmente a dar sinais de melhora da sua mentalidade, libertando-se das amarras da Igreja tradicionalista, como provou o resultado do último referendo. Será também o teu caso, barquense?

Relativamente à Páscoa propriamente dita, que é para isso que foi escrito este artigo, há que dizer que também não é o que era. Os barquenses estão cada vez mais a "fechar as portas à cruz", talvez entendendo que se Jesus resuscitou "não é desculpa para virem para dentro de minha casa encher a pança". A nível nacional vê-se que as pessoas já querem é Algarve, ainda que muito cedo no ano.

Apesar destes cortes com o tradicionalismo, o Santuário de Fátima ainda lucra e muito com barquenses como os das freguesias de Lavradas e Bravães, e com senhores como o coordenador Manuel Cerqueira Soares. Não sabe do que se está falando, certamente. Também foi um facto que não se deve dar importância pelo provincianismo demonstrado. Foi apenas um conjunto de pessoas que resolveram levar os seus oratórios para se reunirem com outros exemplares desta espécie a nível nacional. Estes animais de estimação ou mascotes (corrijam se o barqueiro estivar errado quando se refere aos oratórios como uma espécie animal, mas foi o que conseguiu inferir a partir da publicação de 24 de Março do Notícias da Barca) ao que parece são uma subespécie que se diz "de Nossa Senhora".

Como o mundo vai exigindo cada vez mais da parte de todas as religiões para que consigam manter os seus fiéis numa actualidade em constante mudança, ultimamente está-se a assistir a um conjunto de novas medidas nas paróquias locais, que é o pagar missas por alguém já morto, mas de quem se deseja tudo de bom, para além de estar morto. Esta inovação da gestão dos "bolsos" dos padres é fazerem-se missas por muitos defuntos ao mesmo tempo, com um limite de pessoas por missa que não exceda a capacidade de memória do disco rígido da base de dados computorizada a que os padres barquenses começam agora a aderir. Senhores padres, digam lá se a inovação científica e tecnológica que vocês trataram de travar através da queima na fogueira de cientistas e pensadores durante séculos não vos está a dar jeito!

Prova recente de toda esta rendição da Igreja à inovação dos tempos são carros como este que vos é apresentado.

Pois! É jeitoso, não é?! Mas olhem que carros destes não são comprados pelos senhores da Igreja em segunda mão! São modelos novos, a sair do stand, e baratos também não são! Não se ceguem! Mas quando é o vizinho a ter "bombas" destas diz-se "já viste o maquinão que o vizinho tem? Àqueles nasce-lhes dinheiro como (piii.....). Agora como vamos fazer para ter um carro melhor do que o dele?". Continuem a deixar o vosso dinheiro nas caixas de esmolas e a pagar os vossos "direitos", que os padres agradecem, não para a ajuda social e comunitária que tanto apregoam, mas para a beneficiência do seu próprio conforto. Fiquem com mais um animado vídeo, que demonstra como os novos padres terão que modernizar os sistemas de som dos seus carros e a adquirirem o visual indicado para contrariarem a tendência da diminuição de fiéis da Igreja.

 

 

Polémicas e defeitos da sociedade barquense à parte, fiquem com o seguinte destaque da imprensa regional, que mereceria ser mais amplamente difundido e organizado.

 

Esta peça teve lugar nas 2 últimas semanas nas vilas indicadas. O título é "A Mui dolorosa paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo".Tem lugar todos os anos por esta altura, e é representada por pessoas da Associação Cultural "Os Canários" de Bravães. Mas atenção! Não pensem que o barqueiro está a voltar atrás no discurso. Esta é uma peça que visa representar apenas a tradição cristã, e que por isso tem interesse turístico. Não deve ser vista por fanáticos de religião, pois não tenciona ser um instrumento de evangelização! Parabéns aos intervenientes por manterem esta peça em exibição todos os anos. (Está a ver, encenador Jaime Ferreri, afinal não é só para críticas que este blog serve!).   


sinto-me: Comam mais/beijem menos cruzes

talhado por o barqueiro às 00:24
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Sábado, 31 de Março de 2007
Gostaste de Salazar, barquense?!

Gostaste de Salazar, barquense?!

É verdade! Salazar, ou pelo menos o seu fantasma, ainda anda por aí nas cabecinhas de portugueses, como os barquenses típicos. A última prova disso foi o concurso "Os Grandes Portugueses" da RTP, feito com base num formato da BBC. O barqueiro quer assim manifestar a sua grande desilusão perante as ideias ainda muito enraizadas pelo mito patriota e católico que foi o regime salazarista. É uma grande desilusão ver os portugueses a desejar o passado, passado que ironicamente os trava no caminho do futuro: no caminho do desenvolvimento e aproximação à União Europeia. Como o barqueiro conhece os terrenos que pisa, não foi novidade nenhuma ver pessoas a desejar um novo regime de opressão. Os barquenses, aos quais é dirigido este blog, demonstram-no no dia-a-dia: nas conversas, nas convicções, nos seus comportamentos. Aliás, este sítio da Internet é uma montra que tem ironizado situações caricatas da actualidade da Barca, situações essas que constituem uma verdadeira montra da prática de ensinamentos salazaristas, que apesar de já terem acabado há muitos anos, ainda continuam a passar de pais para filhos. Querem exemplos? Então fiquem com a seguinte lista de sintomas característicos do salazarismo provinciano, que o podem ajudar a avaliar o seu estado de saúde mental:

  •  Pensar que só um novo Salazar pode resolver a tão "falada" crise, típica dos queixumes do português desde as suas origens;
  • Meter cunhas para conseguir algo, pois de outra forma não se consegue nada;
  • Submeter-se aos senhores de "boas famílias", ao senhor político da terra e ao senhor que trabalha no sítio tal, e que por ter esse estatuto pensa que pode tramar a vida a todos;
  • Quando algo está mal na terrinha, critica-se e comenta-se com o vizinho, muitas vezes ao fim da missa, mas para haver uma reclamação ou manifestação no devido local e no devido momento "está quieto! Não vás arranjar lenha para te queimares!";
  • Presta-se vassalagem àqueles que se julgam maiores que os outros, e depois em actos de fúria em conversas de vizinhos há queixas que o fulano de tal trama a vida a muitos e que se julga com o poder todo, quando muitas vezes esses fulanos de tal só têm o estatuto provinciano que têm por que são as pessoas que se "baixam" a eles;
  • Quando tem que haver união das pessoas em favor de uma causa para o bem comum "fica bem acomodadinho, senão ainda ficas mal visto!", excepto quando a causa pela qual deve haver união é uma boa petiscada;
  • Ir para a taberna exprimir a inveja em "relação ao próximo", enquanto a mulher cozinha e arruma a casa, que "é para isso que elas servem!";
  • Ter prazer em pertencer a uma "santa" comissão de festas, quando são os outros que nomeiam quem lhes apetecem, e depois de haver chatices e aborrecimentos, continuar a aceitar nomeações dos outros para mais festanças, "não se vá ser mal visto ou até castigado por Deus, ou seja, pelo padre da terra";
  • Haver pessoas que se tratam por senhor, senhor doutor ou senhor padre, enquanto que outros são tratados por tu ou pela "alcunha" em tom pejorativo e de vulgaridade;
  • Trabalhar a terra ou criar animais não por lazer, mas como ocupação profissional, quando é evidente que gastam mais dinheiro a tratar dessas coisas do que depois vão obter no momento de receber, pensando que têm lucro (já Salazar dizia que queria que Portugal fosse um belo campo de cultivo);
  • Quem tem filhos envia para a escola os filhos, não tendo consciência de que é nela que pode residir o futuro do filho e as bases da sua educação, e assim o futuro de Portugal (nesse aspecto o Presidente Sócrates não é por acaso que diz que "a formação é a prioridade", apesar de nunca se ter levado isso a sério);
  • etc;
  • etc;
  • ...(deixem mais sinais de salazarismo que certamente conhecerão em "dizer ainda menos e botar farpas" no final do artigo)

E em conclusão de tudo isto vivemos num ciclo vicioso em que está para surgir quem o quebre: é o poder político que se aproveita do povo e não o serve devido à corrupção, apesar de por vezes se darem sinais de quererem resolver as crises, e é o povo que também desconfia sempre do poder político e não contribui com uma atitude interventiva para o estimular, apesar de acreditar momentaneamente na promessas políticas de 4 em 4 anos.

E é nisto que temos vivido desde o 25 de Abril, que apesar de ter mudado muito o país para acompanhar o ritmo evolutivo da Europa, especialmente a partir da adesão à UE, não se consegue libertar das lavagens ao cérebro depois de tantos anos de ditadura. Daí que até haja pessoa que gostam da ditadura e que a extrema direita esteja lentamente a crescer.

 

Mas como isto se está a tornar um pouco pesado, e pouco divertido, eis que a imprensa regional nos brinda com artigos que olham para o leitor e os obriga a dizer "ri-te, ri-te!".

É o caso de Jaime Ferreri na edição de 23 de Março de "O Povo da Barca". Nele publica um artigo entitulado "Os Grandes Portugueses", onde critica a opressão de Salazar que ele próprio viveu, particularmente quando foi para a Guerra Colonial. Pena é que a imagem que este escritor passa de Salazar, apesar de correcta, muitos dizem que não corresponde às suas verdadeiras convicções. Só ele o saberá realmente, e só quem com ele lida e o conhece é que poderá dizer mais alguma coisa para além de declarações de vozes dispersas e anónimas e de boatos. Mas uma coisa é certa: para Salazar ganhar a única votação que não subornou e depois de estar morto, muitas pessoas terão votado nele, e muitas pessoas deverão existir, ainda para mais em terras do interior, que têm saudades dos tempos da "Mocidade Portuguesa". Fiquem com um filme dos "Gato Fedorento", que não tem a intenção de criticar ou tirar o mérito a quem lutou por Portugal obrigado pela vontade salazarista, tendo o objectivo apenas de caricaturar o soldado do ultramar.

 

 

Outro artigo da imprensa regional que se destacou foi a entrevista à empresa "Américo Esteves & Filhos". Não pelo conteúdo da entrevista, mas pelas semelhanças físicas entre o fundador da empresa e o ditador tão falado nestes últimos tempos. Digam lá se à primeira vista não se podem confundir!

                      

 

Para fechar, vejam mais um episódio protagonizado pelos emigrantes em França. Os emigrantes são mais um sinal e um vestígio no tempo do atraso a que a ditadura votou Portugal, particularmente as regiões do interior e provincianas, obrigando as pessoas a emigrarem. Ironicamente o regime que criou as dificuldades neste país que os obrigaram a partir para o estrangeiro deixou marcas em muitos ao ponto de não conseguirem libertarem-se de velhos pensamentos antiquados, que seria suposto perderem em países muito mais abertos culturalmente. Apesar estarem sempre a mostrar que os emigrantes portugueses são os mais trabalhadores, a aceitação dos imigrantes que vêm para o nosso país trabalhar ainda é muito má, fruto de tais raízes que agora estão a ser reavivadas pelos movimentos de extrema-direita. Patriotismo em primeiro lugar, já lá dizia Salazar. Só depois Deus e ainda mais atrás Família.

 

Depois de tudo isto, resta ao barqueiro despedir-se, deixando a sua opinião de que perante raízes tão fortes que não deixam o país caminhar para a modernidade tão desejada, só uma Europa cada vez mais unida, no sentido de caminhar cada vez mais para um estado global e não de uma união de estados, será provavelmente a salvação para países como Portugal e para as suas mentes mais salazaristas, como é o caso da maioria dos barquenses deste concelho.

  

 

 


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Domingo, 11 de Março de 2007
Antiga promessa da política torna-se nem sequer presidente de uma associação cultural e Ferreri...

Antiga promessa da política torna-se nem sequer presidente de uma associação cultural, e Jaime Ferreri ausente para a fotografia

O barqueiro em mais uma das suas revisões pela imprensa regional descobriu desta vez uma das antigas promessas politiqueiras da Barca a encabeçar a Assembleia Geral da Associação Cultural e Desportiva "Os Canários" de Bravães, umas das freguesias do concelho. Esta figura é Lino Freitas, candidato vencido às últimas eleições autárquicas, um dos poucos discíplos de "El Mestre" João Esteves que não teve futuro politiqueiro, e que tanto diziam que prometia. Segundo muitos, foi ele o Presidente da Adega Cooperativa de Ponte da Barca que tirou essa instiuição da miséria, se considerarmos que centenas de milhar ou até milhões de euros de dívida ainda existentes na adega não são próprios de instituições ou pessoas individadas (por exemplo para o Belmiro de Azevedo seja talvez como ficar a dever um galão no café da esquina). "Vindo de uma vida feita em Lisboa trabalhando no ramo bancário, eis que chega D.Lino Freitas, o prometido, qual rei renascido do nevoeiro": seria este o provável lema de campanha eleitoral dele, após aprovação por João Esteves. Mas uma previsível vitória para o seu partido, há muito incutidinho no concelho, tornou-se num pesadelo, quando o povo barquense decidiu dar oportunidade a outra cor politiqueira para praticar também as suas barcalhoadas, pois já há muito que o "circo politiqueiro" não tinha outras artistas. Apesar desta derrota, como cabeça de lista do partido derrotado recebe hoje uma ordenado por "nada fazer", ou seja ser vereador.

Como deu a conhecer pelo último debate político entre os candidatos na Rádio Barca, é um homem nascido na freguesia da qual é agora Presidente de Assembleia de uma Associação, e filho de "boas famílias". O barqueiro esclarece melhor para quem nunca contactou com o mundo "aldiol" e "foleirol": "boas famílias" é uma expressão que pretende adjectivar aquelas famílias que em plena ditadura política pensavam que nasciam diferentes do comum humano, nascidas para serem servidas sem recompensar, segregar e até denunciar quem não os considera-se sequer os "maiores da sua aldeia". A sua expressão exacta foi "origens", quando disse que esperava que os eleitores olhassem para as suas origens: foram estas as doutrinas do seu AVÉ SR. DR. POLÍTICO. Mas como tudo isto é já passado, o barqueiro divulga aqui fotos da imprensa local, que podem ser comentadas como "rebaixadoras" para uma promessa perdida no tempo, ou de "gloriosas" na perspectiva típica de discurso político de se querer manter próximo das populações. Julgue você mesmo.

Sobre Jaime Ferreri estranhou-se por não "olhar o passarinho", sendo que sobre da sua vida como escritor e como "filho de boas famílias" já tudo foi falado na primeira edição neste blog de "Homens de Armas e Mulheres de Barba Rija".

Mas como a questão central são as fotos, verifique 3 pontos fulcrais da análise que lhes pode ser feita:

1. Aparece em 2 das 3 fotos da tomada de posse da direcção da Associação "Os Canários", em posições centrais, como um "filho de boas famílias" deve aparecer.

2. Como se trata de uma figura fotogénica, obriga a que a figura que deveria ser mais relevante, o Presidente da tal associação, entre no seu mandato de lado, e não de pé direito e erecto, como se diz que se deve entrar numa qualquer missão.

3. Jaime Ferreri, a figura mais enaltecida da associação, segundo a imprensa local, não aparece visível em qualquer foto, o que é estranho devido ao facto de para além de ser escritor, ser também "filho de boas famílias" da freguesia referida. (Pede-se a quem o conseguir encontrar nas fotos que o comunique deixando o seu comentário no link "dizer ainda menos e botar farpas").

 

Espremido os sumo sobre a questão das personalidades barcalhoenses focadas neste artigo, falta dizer que as entidades da Câmara Municipal estiveram também presentes, para além dos outros membros da Associação Cultural e Desportiva, que se sentaram ou ao lado dele (terão também o privilégio de ser de "boas famílias"?) ou nas restantes cadeiras disponíveis.

NOTA: Falta dizer que o nome do Presidente da Associação Cultural e Desportiva "Os Canários" é José António Silva Abreupois o barqueiro sente também compaixão por quem é esquecido e passado por cima pelo menos nas sessões fotográficas.

 


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