Domingo, 21 de Março de 2010
Saga "Palhaçadas" continua na Câmara Municipal

Saga "Palhaçadas" continua na Câmara Municipal

 

Depois da série "Palhaçadas de Carnaval", publicada neste blog, os políticos locais, com Vassalo Abreu à cabeça, decidiram continuar a saga "Palhaçadas", desprestigiando, por isso, uma das classes que mais felizes faz as crianças: os palhaços.

 

 

 

Desta vez dois temas "quentes" locais deram corpo à nova série da saga "Palhaçadas": por um lado os insultos e o "circo" que os políticos locais protagonizaram numa recente reunião de Câmara, e por outro, António Bouças, o provedor da Santa Casa e vereador da oposição, que protagonizou uma autêntica fífia, um "nó" na cabeça dos barquenses e quem sabe dos próprios colegas partidários.

 

 

Vassalo Abreu recua no tempo e encarna (em plena reunião de Câmara) papel de aluno agressor, num caso de Bullying de que Augusto Marinho e seu grupo foram vítimas

 

Nunca fez tanto sentido discutir e reflectir acerca do fenómeno de bulliyng em Portugal, especialmente depois do caso do aluno que alegadamente se terá suicidado. O assunto parece ter sido levado demasiadamente a sério pelos políticos locais, e numa reunião de Câmara houve lugar para uma representação de uma cena de bulliyng. Parece que o presidente de Câmara Vassalo Abreu terá encarnado o papel de aluno que se passa da cabeça com um colega seu, ainda por cima mais novo, e de um "grupo rival", dando um murro na mesa e dizendo ferozmente expressões como: "Estou farto de aturar putos!" e "(...) é um provocador (Augusto Marinho) e não estou para isso, porque já tenho idade para ser pai dele!". Porrada parece que não chegou a haver, pelo menos segundo o que consta do conhecimento público. Isso, talvez em grande parte, porque o "grupo rival" terá abandonado a sala da reunião, deixando os alegados "agressores" a enraivecerem-se sozinhos. Mas o que é certo é que nunca esteve tão perto uma cena de pancadaria entre os "putos" que supostamente representam os interesses dos barquenses, e para os quais foram eleitos.

Falando agora de forma mais séria, o que terá despontado a cólera do presidente Vassalo Abreu foram 3 pedidos de esclarecimento da vereação da oposição, com Augusto Marinho à cabeça, relativos a pormenores de contratos de 3 obras em concreto, já divulgadas publicamente pelos 3 vereadores da oposição. Perante isto, quem sabe se Vassalo não terá "descortinado" uma suspeita de favorecimentos em obras mascarada de questão, até porque é um presidente que "descortina" bastante bem, e poderá ter sido aí que se detonou o "cocktail Molotof" que é o Presidente de Câmara. Bateu na mesa e soltaram-se os desabafos já descritos, incluindo ataques à pessoa, e não ao político, que é Augusto Marinho: "Aquele senhor de cara angelical que vive em Lisboa(...)". Devido a toda a furiosa reacção, os vereadores da oposição terão abandonado a reunião de Câmara, e nem se chegou a realizar parte do plano, como uma votação. E foi assim que se passou mais um dia de debate político em Ponte da Barca... ou melhor, um dia de DEBATE POLITIQUEIRO-TASQUEIRO-FOLEIRO. Um autêntico "fresco" da política local. E como se não bastasse, o presidente ainda terá dito: "Estou em Ponte da Barca há 25 anos e conheço a vida de toda a gente, e portanto não me obriguem a falar!". Na última edição de "O Povo da Barca" Vassalo Abreu vem num artigo defender a sua honra, falar da sua vida construída a pulso, falar da obra feita...

Não era suposto falar-se de política, em reuniões políticas, e apenas no papel de político?

 

 

Apesar do bullying, Vassalo Abreu ainda agrada a muitos locais... incluindo... António Bouças?!: a incrível relação "amor-ódio" que governa a relação provedor-presidente de Câmara

 

Se Vassalo pode ser comparado a alguém que pratica bullying na escola, também António Bouças, o provedor da Santa Casa, pode ser comparado ao membro do "grupo rival" que é vítima de bullying, mas que paralelamente também quer ser "amiguinho" dos brutos... não lhe vá calhar também uma "galheta". É que como todos estarão recordados, até porque basta recuar 2 ou 3 semanas, António Bouças andou publicamente a acusar a Câmara de auxiliar outras organizações sociais do concelho, esquecendo a Santa Casa, e indo contra os interesses do concelho. Tudo isso foi matéria do artigo deste blog, o "Palhaçadas de Carnaval", em que António Bouças e mais uns quantos da acção social local são comparados a bebés à espera da "teta"... do "biberão concelhio" da Área Social da Câmara Municipal. O provedor era assim um "menino rabugento" que já tinha recebido durante anos "presentes" dos seus "pais" da Câmara Municipal, e não podia ver agora os outros a receber também... "era", porque no espaço de poucas semanas, o "menino rabugento" desapareceu! Na capa do "Notícias da Barca" de 12 de Março vinha que em reunião do plenário da rede social de Ponte da Barca "Provedor da Santa Casa elogia comportamento institucional do presidente da Câmara". Parece que até fez questão de lembrar os "presentes" da Câmara, como os 250 mil euros em obras no lar e um terreno cedido. E para maior espanto, é no mesmo jornal  que vem o artigo assinado pelos vereadores do PSD, incluindo ele próprio, a propósito da polémica reunião de Câmara, revelando o "lado negro" de Vassalo Abreu...

É a "magia" da política barquense!

 

É a magia de um concelho onde ao mesmo tempo que os jornais locais dão atenção às últimas polémicas, incluindo a tal reunião de Câmara, vêm também artigos de "Ode" ao Presidente de Câmara. Um foi o de Manuel Lima, presidente de junta de Oleiros, dizendo "O vosso nome (Presidente Vassalo Abreu e vereador Ricardo Armada) vai ficar marcado para sempre na população de Oleiros...". O outro é um pequeno artigo de "culto" intitulado "Ao homem forte da vitória", e assinado por "S.P.". Será que se terá identificado à redacção do jornal, tendo em conta que na edição anterior anunciou que não aceitava mais artigos de pessoas não identificadas, ou identificadas com pseudónimos?

 

 

 

 

 


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Domingo, 28 de Fevereiro de 2010
Palhaçadas de Carnaval

Palhaçadas de Carnaval

 

Foliões e Palhaçadas...

 

Não só o cantor Toy fez de "palhaço" nesta época Carnavalesca que passou em Ponte da Barca. Para isso bastou ver a capa do "Notícias da Barca" de 30 de Janeiro: Toy à cabeça, com actuação no São Sebastião da freguesia de Azias, e o Provedor da Santa Casa da Misericórdia António Bouças ("rabugento" que tem andado) no parlapier com o vereador da Acção Social Ricardo Armada, em representação da Câmara Municipal. Motivos por isso de sobra para que o barqueiro regressa-se à habitual revista de escárnio e maldizer... É caso para dizer que neste mês de Carnaval o espírito "carnavalesco" contagiou Ponte da Barca.

 

 

 

 

Mas por que é que o Provedor dessa "mui" nobre instituição que é Santa Casa, ficou de repente, "rabugento", como quando o soninho chega a um bebé? É que os seus "pais" não lhe podem satisfazer todas as vontades e birras. É que desde que estes "pais" o acolhem, já lhe deram 250 mil euros em obras, para além de terrenos (como em Paço Vedro Magalhães) que nunca ninguém sabe muito bem que estratégia servem. Parece que o problema se chama "ciúmes", algo que as "criancinhas" podem sentir quando os seus "pais" dirigem os seus mimos para outros elementos dos quais também têm que "cuidar", entenda-se, Associação Amigos da Barca e outros mais.

Mas que "pais" são estes que não conseguem tratar do seu "filho"?! Que não conseguem assegurar o sustento, o "biberão" à sua "criança"?! O "Nada sobre a Barca" foi descobrir a história que comoveu Ponte da Barca neste Carnaval...

 

A "família" Vassalo e Companhia, no caso, Vassalo e Armada, têm na realidade que sustentar uma série de "filhos", e não apenas a Santa Casa. Vassalo e Armada têm na realidade que dar "biberão" à Santa Casa e agora à Associação "Os Amigos da Barca", que entrou em fase de crescimento, e que também se dedica ao "ramo" dos lares e creches ("ramo", porque afinal toda a Acção Social local não parece ser mais que um negócio). São no final de contas 3 exigentes filhos que Vassalo e Armada têm que sustentar: a "ovelha negra" e "rabugento" Boucinhas, que estava habituado a ser "filho único" até ter novos irmãozinhos no sector social, e que até concorreu contra os interesses dos "pais" numas eleições políticas, Freitinhas Amorim, o "filho querido" e que nunca se queixa da "bondade" dos seus "pais", e Inocênciozinho, também "filho querido", mas capaz de se voltar contra seus "irmãos" para defender seus "pais" (como em artigos escritos para a imprensa local).

 

 

 

Carnaval "escolar" também tem o seu lugar...

 

Não só os "graúdos" tiveram direito a entrar no espírito carnavalesco. Também os "Laranjinhas" e os "Rosinhas" entraram na festa. De um lado o Oliveirinha, do outro lado o pequeno Amaral. Pegados lá andam eles nos jornais, respondendo cada um à sua maneira. De um lado uma JSD habituada a escrever sobre tudo o que é assunto político em Ponte da Barca, mas quase deitada ao abandono pelos graúdos do seu partido. Do outro uma JS "chiclete": "rosinhas", se é que se ainda consideram pertencentes a um Partido chamado Socialista, usados e "mascados" por breves instantes de prazer que proporcionam aos mais graúdos do seu partido.

De um lado uns "laranjinhas" que são talvez dos poucos da oposição que se aperceberam que estar na oposição é ter que fazer oposição, e não "estrebuchanso", apesar de ainda verdes nestas andanças. E lá andam eles, com José Alfredo Oliveira à cabeça, nas Assembleias tentando fazer algo que se possa chamar de "cheirinho" de oposição política.

Do outro lado a JS, a maior parte do tempo ausente, mas que de vez em quando vêm para público, como "cachorrinhos" largados pelos seus donos mais graúdos, ripostar e dizer à JSD quem é que ganhou nas passadas eleições, como se o sufrágio eleitoral desse a alguém o direito de agir e a outros o sinal que se devem calar por 4 anos.

Para isso basta ver a "criançada" política nos últimos jornais locais, trocando acusações e palavras... e não esclarecendo o cidadão local como é que todo o burburinho começou, no fundo, qual a razão e a origem de toda essa troca de palavras no jornal... é que para discussões do foro "politiqueiro", mais valia poupar o papel dos jornais.

 


Crentes, crentes, negócios à parte...

 

As palavras têm azedado um pouco entre o Grupo Coral da paróquia de Ponte da Barca e António Brito, padre da paróquia, director do "O Povo da Barca" e mais umas quantas coisas que implicam gerência e gestão (inclusivé de cursos em que no acto de inscrição ainda ninguém sabia afinal de contas o que lá se ia ensinar, mas isso são outros assuntos...). Ao que parece os pagamentos ao Grupo Coral referido não andam em dia, e o padre, responsável por tais contas, queixa-se de recorrer à sua conta pessoal para fazer face a despesas que estas lides da Fé sempre implicam, e ainda de que as pessoas, incluindo as tais que cantam em coro nos atos religiosos, deveriam faze-lo mais por Fé e menos por dinheiro.

E assim o Carnaval religioso também foi rico, isto porque a religião também nos tem presenteado com boas "palhaçadas". De um lado um grupo de cantores, que se dizem crentes e movidos pela Fé, mas querem DINHEIRO pelas suas celebrações religiosas. Do outro um padre que argumenta que a Fé não deve ser movida pelo dinheiro, e o que ele próprio faz enquanto padre é espalhar a Fé em troca do seu sustento, como toda a gente que trabalha, em forma de DINHEIRO. Abençoado sejas tu, ó... DINHEIRO?!

 

                    

 

"Palhaçadas" à parte, fale-se de Carnaval a sério...

 

"Palhaçadas" à parte, fale-se agora daquilo que marcou o mês de Fevereiro: em Ponte da Barca, Carnaval é o "Pai Velho" de Lindoso. Festividade ligada a rituais de fecundidade primaveril, encontra as suas raízes na Idade Média. E é este um tesouro dos Entrudos deste Portugal, representativo das raízes culturais ancestrais destas populações. Mais um dos produtos potenciais de cultura/ turismo de Ponte da Barca.

 


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Sábado, 26 de Dezembro de 2009
Reunião(ões) da(s) Jarra(s)

Reunião(ões) da(s) Jarra(s)

 

E depois das eleições e da noite dos festejos, onde a palavra "trabalho" é algo que nem lembra, restam as tomadas de posse e a distribuição dos cargos, pelouros ou "poleiros", consoante o contexto de análise. E é nessas cerimónias que pela primeira vez a classe política vencedora do sufrágio tem que pensar em "trabalho" (se é que realmente pensa). Deixou-se para trás os dias de discursos de vitória fervorosos e de silenciamento dos perdedores pela língua afiada da "boysada" à espera da "esmola" dos eleitos. Iniciam-se os 4 anos de mandato dos eleitos na Autárquicas de forma calma e serena, talvez à espera dos dias mais politicamente activos dos últimos 2 anos de mandato, período esse em que os políticos conhecem as caras de quem vão ter que disputar as próximas eleições.

É essa a Mecânica da política local, a não ser que o barqueiro esteja completamente errado. Demonstrações de humildade opinativa à parte, e eleitos que estão os políticos, seguiram-se as Reuniões de Tomada de Posse. Tendo em conta os muitos pelouros para apenas 4 pessoas, o "Método da Jarra" seria o ideal. Resta saber se foi o escolhido pelos vereadores presentes...

 

 

 

Outro aspecto que se apraz dizer acerca do mundo das Tomadas de Posse, é que no caso da autarquia barquense em particular, tínhamos 7 cabeças de políticos, 16 pelouros e em hipótese uma jarra com os papeizinhos para o sorteio dos ditos pelouros. Mas as injustiças, como em tudo na vida, também existem na distribuição dos pelouros: Vassalo Abreu, com direito a tirar 6 papeizinhos, é de todos os vereadores aquele que se pode chamar um "mouro de trabalho". Não é que não esteja habituado a ter tantos pelouros, ele até agradece ser a "star" da Vereação. Logo a seguir surge o habitué que é José Pontes, com 4 pelouros. A seguir surgem Aida Boalhosa e Ricardo Armada com direito a tirar da "jarra" 3 pelouros. Neste particular, Ricardo Armada tem que acumular a sua profissão com o esses 3 pelouros, enquanto que Aida Boalhosa, a tempo inteiro, tem o mesmo número de pelouros... o que é compreensível, tendo em conta ser nova nestas andanças, e sobretudo ter o pelouro do Turismo, que Vassalo diz que é grande aposta, e ainda mais o atarefadíssimo pelouro dos Recursos Humanos, tendo em conta o recente mapa de pessoal que prevê mais de 100 novos funcionários (isto fora os pedidos de emprego que caem e cairão no "centro de emprego" que a Câmara se tornou). Quem ficou a ver os papeizinhos a saírem da jarra foram os 3 vereadores da oposição, que como habitualmente não ocupam nenhum pelouro, até porque na espécie política, os elementos dominantes da "manada" ficam com os melhores recursos do seu grupo. Não é que os "não dominates" não tenham já bons recursos, como lá pela zona de Condes da Folgosa... assim Augusto Marinho e Cia vão ter que mostrar alguma coisinha, se querem um dia dominar a "manada".

Muitas piadas poderiam ser feitas acerca da Tomada de Posse da Câmara Municipal... Mas assim se tomou Posse, e se distribuíram "pelouros"!...

 

 


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O "Vosso" executivo e o 3 mosqueteiros laranjas: início de mais um mandato local

O "Vosso" executivo e o 3 mosqueteiros laranjas

Início de mais um mandato local

 

Mais um mandato, mais ocupação para os políticos locais... E é curioso verificar como nestes poucos meses de actividade os políticos locais se andam a ocupar.

 

No PS existe uma diversidade "étnica" nunca antes vista, com CDS-PP à cabeça e uns pozinhos de BE, vamos lá ver o que isto vai dar! Na Barca o mais provável é que... não dê nada, e o estado de "paz de alma" seja dominante. É aquilo a que se chama "canibalismo" político: numa aliança os partidos, ainda que coligados, mantêm alguma da base ideológica que mais os distingue... naquela "coisa" que há na Autarquia barquense o PS do poder "comeu" membros de outros partidos, que tiveram todo o gosto em ser "comidos": o CDS-PP barquense de uma assentada só, e um BE que apesar de pouco representado lá foi também. Conclusão: passaram a ser aquilo que alguns populares dizem ser "farinha do mesmo saco", e não uma coligação política.

Falando em específico do início deste mandato, tendo Vassalo e seus discípulos tomado posse na Autarquia, decidiram também eles ir ver como se "toma posse" pelas terras de Ponte da Barca. E lá vinha a comitiva de Vassalo, ou apenas o próprio, em mais que uma edição de cada um dos jornais locais, ensinando aos "rookies" da política como se toma posse nessa divisão inferior da política local que são as Juntas de Freguesia. É a experiência da 1ª divisão local a chegar aos escalões de formação de políticos, as juntas. E por essas terras, Vassalo teve o prazer de ficar na fotografia de "gloriosos" momentos da política local, como a tomada de posse da lista do PS na Junta de Vila Nova de Muía, onde aparece mais festivo que o próprio novo Presidente de Junta, José Cerqueira, dando-lhe a provar da "taça da vitória"!

 

 

 

Mas não só de festejos se fizeram as Tomada de Posse locais. Também de solenes momentos de reconhecimento de ex-líderes se fizeram. Como na freguesia de Bravães, em que Alberto Cerqueira foi eleito o "Melhor Presidente de Junta do Concelho" do anterior mandato, pelos votos consensuais de Pedro Silva, o sucessor na Junta da freguesia, e de Vassalo Abreu.

 

 

 

Deixando de parte esses frenéticos dias de Tomadas de Posse, o executivo camarário iniciou o trabalho, e é muito, pelo que se pode ver para já nos 2 jornais locais. Nunca foram emitidas tantas notícias e comunicados pelo Gabinete de Imprensa da Câmara Municipal como nestas últimas edições desses jornais. Aumenta-se ao trabalho e poupa-se em papel brilhante para impressão dos Boletins/Revistas Autárquicos. Por outro lado, este novo executivo tem-se entregue de mãos abertas à população barquense. Não se está a falar dos empregos que serão dados em 2010 pela Autarquia, mas sim de que Vassalo passou do slogan "O nosso presidente" durante as eleições para uma versão ainda mais "dada" de "O vosso presidente", como escreve no final da carta publicada de Boas Festas.

 

Pelo meio há que fazer referência à CDU, dando sinais que existe.  Revelou a degradação mais que visível num bairro social da vila. No meio da maré de Tomadas de Posse, do anúncio de uma maré de empregos na câmara que está para chegar, e de um PSD algo perdido, a CDU dá uma lufada de ar fresco denunciando os problemas dos barquenses onde eles existem. Como já anteriormente se escreveu neste blog, é a única força política com bases ideológicas em Ponte da Barca, em que cada membro sabe o que é ser pertencente ao associativismo político dos princípios que segue; no fundo, que não sabem o que é ser "troca camisas". Têm é sofrido de estagnação e apatia. A ver vamos se esta denúncia, com direito a capa de jornal, é algum sinal de vitalidade política, ou não passou apenas de algo fugaz.

 

Passando para os "laranjas", podem gabar-se de não ser a salada de frutas partidária que o PS do actual executivo é. Mas as diferenças não são assim tão grandes: por um lado o PS é um tutti-frutti de "bananas" com "pêssegos" e "tomates", e o PSD também pode ser chamado de "tutti-futti"... mas de "laranjas podres" com "laranjas bolorentas" e algumas "laranjas frescas" lá pelo meio. O que se quer dizer é que o rumo do PSD após a derrota ficou indefinido, continuando à frente velhas caras, de uma "receita" que ainda por cima foi reprovada... No meio dessas "laranjas" fora de prazo para um PSD que se quer como partido de oposição, os vereadores novos têm surpreendido... resta saber se é para continuar... Não é que os "novatos", os "3 mosqueteiros", até escreveram um artigo nos jornais de "Balanço de Actividades" dos primeiros meses de vereação?!... em que revelam que a Câmara Municipal se irá tornar basicamente um "centro de emprego", com mais de 100 novas admissões, estando 114 contratações previstas no plano de 2010. Revelaram ainda que pedindo várias informações, por exemplo referentes a pessoal empregado na Câmara, Vassalo e seus "discípulos" disseram: "Solicitai essas informações por escrito"...

E assim vai o PSD barquense, de uns vereadores a quererem dar sinais de trabalho e seriedade nos primeiros tempos de um longo mandato que ainda está apenas no início, de uma liderança do PSD que não se sabe de onde veio e para onde vai, e de um líder da JSD que já chegou a Conselheiro Nacional dos "laranjinhas", até porque muitos "laranjinhas" ainda não têm idade para se guiar sozinhos e necessitam de conselhos...

 

 


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Um executivo empregador

Um executivo empregador

 

Não chegando os cerca de 250 actuais funcionários camarários, os membros do executivo, e ainda mais os assessores e outros postos que não se sabe bem o que servem, foi divulgado que o plano de contratações da câmara prevê 114 novos postos de trabalho para o ano de 2010. Juntam-se ainda a colaboração da câmara com a Junta de freguesia de Ponte da Barca para garantir uns 30 postos de trabalho, e ainda, talvez, postos de trabalho que irão vir conforme as "necessidades" e que não estarão oficialmente previstas. Esta é das épocas em que na gerência política local mais se fala de "postos de trabalho", o que realmente é estranho... Não é que o barqueiro esteja a pensar na velha piada: "Postos de Trabalho? Não será antes postos de emprego?". É que num momento da situação económica em que se ouve falar da necessidade de empreendedorismo e de incentivo às empresas, as "nano, mini, micro", para criar emprego e riqueza, os governantes não hesitaram e meteram eles próprios as mãos ao "trabalho", no sentido literal da palavras: é a própria câmara a criar postos para todos! A atitude dos governantes está no fundo a ser comparável ao concerto de chapa um carro, que fica até bem bonito, mas que tem o motor cada vez mais doente (que sofisticada comparação...). Neste caso o "motor", o dinheiro público, há muito que está a ser esticado para além das suas capacidades: está gripado! Será mais um belo contributo no país para não criar riqueza, mas sim para estourar à brava a riqueza criada pelo menos por alguns de nós...

 

 

 

Não serão este tipo de empregos que farão Ponte da Barca ou qualquer outra terra desenvolver economicamente. Disso deverão saber os políticos locais. Talvez seja o "populismo" que fala mais alto. Desta forma a câmara municipal torna-se dos poucos, ou únicos grandes empregadores do concelho.

É triste passar pela mente de alguns barquenses, que vêm algum mal nisto, o triste cenário de uma Ponte da Barca estagnada, em que a câmara é que dá cada vez mais empregos, o povo agradece as "cunhas" e os empregos, e o concelho fica para trás... mas ao menos ficam todos felizes. É a receita do "populismo".

 

Louvados sejais, Fundos Públicos!




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Domingo, 18 de Outubro de 2009
Terminou o forrobodó! Mais, só daqui a 4 anos...

Terminou o forrobodó! Mais, só daqui a 4 anos...

 

Dia 11 de Outubro de 2009... A hora da verdade para o futuro político do concelho de Ponte da Barca... A hora dos barquenses decidirem quais das duas listas principais, o PS "batido de frutas", ou o PSD do "caruncho", estavam em melhores condições de atribuição da "gamela" camarária.

 

Foi na noite desse dia que se ficou a saber que Vassalo Abreu e restante lista irão continuar à frente dos destinos da autarquia, com 50,7% dos votos que os barquenses depositaram nas urnas. 

 

 

E são estas as caras vencedoras, com um Vassalo vitorioso, e muito suado, com um Armada sorridente, e melhor que isso, socialista!, com um José Pedro Amaral alucinado, e com uma Aida Boalhosa como nova cara na vereação, um rosto feminino ofuscando o "velho" José Pontes, pelo menos nesta fotografia!

 

O barqueiro não vai sequer referir e enaltecer o carácter democrático inerente a mais um acto eleitoral, até porque 35 anos de democracia são anos suficientes para os cidadãos darem como solidificado e como adquirido o sistema democrático em que vivemos. Arrumado que está o assunto da "democracia", em que cada cidadão se expressa através do voto, a temática da "liberdade" é que parece que ainda não é algo dado como garantido pelos cidadãos, particularmente pelos envolvidos nas listas políticas. Nesta campanha eleitoral ouviu-se um sem número de vezes palavras como "mordaça", "repressão", "silenciamento",... enfim, "balas" apontadas à liberdade dos barquenses. Foi a lista do PSD que acusava sistematicamente a do PS de "mordaça", e do outro lado era a lista do PS que acusava a do PSD de ser um o símbolo dos interesses obscuros e corporativistas. No fundo acusavam-se de "salazaristas" uns aos outros, culminado até com uma "Revolução", talvez da "estupidez", de membros do PSD em campanha em frente à Câmara Municipal. A sorte é que as "pedras dançantes" do afamado pavimento exterior à Câmara impediu os "revolucionários" de "invadir" o edifício. É a chamada "asfixia democrática" que veio à baila a nível nacional, e que também não falhou nestas nossas autárquicas. Toda esta temática da falta de "liberdade" e da "asfixia democrática" culminou com o discurso do vitorioso Vassalo Abreu na noite de Domingo: "é o dia da liberdade em Ponte da Barca". Partindo do princípio que foi mesmo o dia da liberdade, as "más-línguas" concluem que foram 4 anos de "não-liberdade", ou de "ditadura", e que agora os próximos 4, esses sim, vão ser vividos já em liberdade!

Por outro lado as opções que os barquenses tiveram, como já aqui foi discutido, foi entre mais do mesmo (PS), entre a mudança para o mesmo que houve na Barca durante anos a fio (PSD), e entre outros que "têm medo" de ter votos (CDU). Por isso não se pode dizer que as opções fossem muitas..., ou melhor, boas. Mas neste capítulo, da qualidade das opções, mais uma vez os candidatos eram míopes, tal como eram em relação à questão da "liberdade", acusando-se mutuamente. Vassalo, no discurso de vitória disse: "eles uniram-se todos, inclusive três ex-presidentes de Câmara e até alguns cadáveres políticos"... Esquecendo-se que o próprio PS, tal como o PSD, também era uma mistura de "gente bizarra": socialistas, com ex-democratas cristãos da direita CDS, e ainda um ex-BE "de bónus". 

Estas eleições, tal como as listas, foram também um "batido de frutas". Se não veja-se a quantidade de candidatos nas listas de Junta que já conheceram a sensação de concorrer a cargos políticos pela direita e pela esquerda. É algo que estranhamente as pessoas se vão acomodando, vencendo aparentemente a "sede de poder". E é uma "sede" tal, que durante a campanha se denigrem uns aos outros, passando as ideias, os projectos e o debate para um plano... que talvez até não exista. E no momento de contagem dos votos, sabendo quem ganhou, os vencedores não param, e denigrem ainda mais os vencidos. Os vencidos metem-se então na toca durante 3 anos e meio, e quando chegam as eleições saem da toca para se igualarem aos do poder no capítulo de "denegrir", até porque "cheira" a poder. Entretanto são 3 anos e meio de gestão dos vencedores, quase sem oposição política séria.

As ideias, os projectos, o debate político, esses quase não se vêm. Mas também quem é que notou a sua falta, se quase nunca apareceram durante décadas?! O cidadão até já parte do princípio que isso não existe em política!

Mas como política local não é só PSD e PS (mas até parece mesmo!), a CDU conquistou menos votos que os "brancos"+"nulos". Elegeu um deputado na assembleia. Se os "brancos"+"nulos" fossem deputados da assembleia, seriam a 3ª força política em Ponte da Barca. A CDU local quase nem fez propaganda. Está na hora da CDU se perguntar a si mesma se vale a pena existir. O barqueiro sabe que são os únicos políticos locais com convicções ideológicas e partidárias, até porque nem sabem o que é o "vira" e "re-vira casaquismo". Mas é preciso existirem! Não fosse na Barca já terem sido "canibalizadas" outras duas forças políticas de oposição ao PS e PSD. 

 

Foi nas urnas que os barquenses decidiram, e decidiram Vassalo Abreu e Cia. para continuar.

Fiquem então com mais uma novela de "mal-dizer" com textos carimbados por este blog.

 

Novela Forrobodó 2009

 

Um dos democratas-cristãos "retirados" da política, pelo menos oficialmente, fez questão de estar presente na onda "socialista"... para cumprimentar o suado (literalmente) vencedor

 

 

 

Uma dura noite de festejos, onde o vencedor muito transpirou...

 

 

E para a transpiração, o "remédio" é a hidratação...com a "fórmula" secreta dos vencedores...

 

 

 

Também as Juntas estiveram na festa.

Uns deram vitórias históricas ao "pseudo-PS", outros foram como independentes (Oleiros), mas não escondiam a sua "costela" de "vassalismo"...

 

 


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