Domingo, 25 de Fevereiro de 2007
Morreu Manuel Parada, o poeta da terra

 Morreu Manuel Parada, o poeta da terra

O Barqueiro vem por este meio prestar a merecida homenagem a Manuel Parada, porque a vida não é só criticar o que está mal, é também destacar o que de melhor existe. Neste caso o que de melhor existe é a memória e a grande obra de Manuel Parada. Para quem não é da Barca e nem sequer ouviu falar de tal terrinha, este foi uma das maiores figuras da história deste recanto à beira Lima plantado.

Nasceu em 4 de Agosto de 1927 em Ponte da Barca, sendo o seu verdadeiro nome Manuel Bento Cerqueira Dias. Morreu no dia 8 deste mês de Fevereiro. O seu primeiro e único livro publicado em 1988, entitula-se "Pegadas do Meu Caminho". Mas apesar de só ter coseguido publicar um livro (enquanto que outros com menos qualidade conseguem publicar os que querem), tem um vasto conjunto de poemas dedicados à sua terra e às suas tradições, reunidos em obras como "Antologia dos Poetas do Alto Minho" e "O Lima na Voz da Poesia". Foi um dos criadores da melhor poesia popular de terras de Alto Minho.



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O Referendo do Aborto em Ponte da Barca

O Aborto em Ponte da Barca

O Barqueiro cá está mais uma vez para falar de um assunto diabólico para muitos barquenses: o aborto. Os Senhores Padrecos viram desta vez os portugueses a virarem as costas aos santos e à vontade de Deus. Todos tivemos oportunidade de ver na TV que os padres e bispos muito se esforçaram para mais uma vez convencer as pessoas que o aborto é um pecado, e que Deus castiga todos os que participam em tal acto com a excomunhão e o Inferno.

Porém em Ponte da Barca continua tudo igual no que respeita à evolução da refleccção mental barquense. Para quem não compeendeu os barquenses continuam os mesmos beatos fanáticos. Porém há que fazer um pequeno destaque a algumas freguesias, onde potenciais barqueiros estiveram presentes nas urnas: Britelo, Ponte da Barca e Paço Vedro de Magalhães. Talvez os padres e fanatismos políticos instituídos, que são a névoa que tudo recobre e que controla as mentes de grande parte das pessoas, tenham agora que reavaliar a sua acção junto das pessoas, de modo a criar novos métodos de tornar as populações destas freguesias novamente controladas por mentes alheias. Contudo, para não dizerem que o barqueiro está também a tornar-se fanático de ideias muito modernas para esta "terrinha", há que destacar que os representantes destas névoas que acorrentam as pessoas logo desde o baptismo (um ritual que obriga as pessoas logo desde bebés a serem católicos) foram os maiores vencedores deste referendo em terras barquenses. Azias tornou-se uma verdadeira "Terra Santa" nesta pequena terra. 168 votos Não (96,5%) contra 5 votos Sim (3,5%): O que terá acontecido aos 5 bravos desta terrinha? E quem são os representantes de Deus nesta freguesia? A Igreja tem neste local um grandes divulgadores da palavra de Cristo e não sabe. Aproveitem estes talentos para a Nova Evangelização do século XXI! Resta saber se estes habitantes não tiveram acesso aos tempos de antena que passaram na TV. A julgar pelos resultados não tiveram, pois tão esmagador resultado para o Não leva a pensar que nem sequer ficaram indecisos ao ver os argumentos das 2 partes nos direitos de antena. Como numa reportagem da SIC, "a última palavra é do padre da aldeia", o único meio de informação em muitas aldeias portuguesas infelizmente.

Falando agora de forma um bocadinho mais séria, a questão central passava por cada um decidir se o estatuto de vida humana começa logo na fecundação (Voto Não), ou se a dignidade de ser humano começa apenas por volta da 10 semanas, a partir das quais os primórdios de Sistema Nervoso começam a permitir a um ser vivo sentir dor (Voto Sim).

Espremido todo o sumo da questão tão badalada do Aborto, concluimos que apesar da nova lei que irá ser aprovada que acaba com tantos anos de atraso relativamente à Europa, a Barca e todas as terrinhas do norte do país continuam a ser aqueles que pintam o mapa das eleições, sejam elas quais forem, de cor diferente.

Resultado de todos estes anos de reflexão em Ponte da Barca acerca do Aborto:

SIM  33,5 %

NÃO 64,5 %

 


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Terça-feira, 20 de Fevereiro de 2007
Homens de Armas e Mulheres de Barba Rija (Fevereiro)

Homens de Armas e Mulheres de Barba Rija

Rosa Arezes

Esta barquense é uma das vozes da nova política barcalhoense. Já no anterior executivo da "santa" terrinha era uma das vozes politiqueiras defensoras da facção partidária no poder. Actualmente propõe inovadoras soluções para os problemas da actualidade da Barca, que o barqueiro não percebe como é que ninguém as põe em prática. A sua filosofia de vida é simples: a política é a força que tudo resolve e que tudo comanda; é o material de que tudo e todos são feitos. Nesta altura está o leitor provavelmente pensando: "já que é uma política de alma e coração, de que cor política está pintada?". O barqueiro só avança uma coisa: leiam os artigos que ela escreve nos jornais, como por exemplo no "Hoje escrevo eu" do "Notícias da Barca", onde certamente se aperceberão de toda a insenção política com que cega os leitores dos jornais. Não consegue chegar lá?! O Barqueiro adianta apenas que ela está pintada de laranja, e não é por estarmos na época de Carnaval! Ela é um discípulo da filosofia de sua excelência "O Mestre" João Esteves. Prova da disseminação desta filosofia que já dura há umas décadas é que ela não é a unica barquense pintada da sua cor política: o modelo actual de barquense passa por ser uma pessoa que passeia diariamente (em casa, no emprego, na rua, com a família, na casa de banho, a cortar as unhas, a dormir, etc.) pintada da sua cor política. Para quem vive no estrangeiro e percebe o português, é uma espécie de wrestling colectivo: Laranjas vs Rosas. Quem passa periodicamente pelo poder passa a ser "Cor de Burro a não querer fugir do poder".  O barqueiro só tem a dizer 2 coisas:

1. Se não se quiser tornar um barqueiro, então siga também esta corrente filosófica, nem que para isso seja preciso comprar tinta para mudar de cor todos os 4 anos.

2. Se quiser realmente andar nas pinturas, então defenda a sua cor em lutas campais, corrupção, suborno, etc. (exemplo: os discursos e manifestações recentes e muito coloridos de todos os envolvidos na palhaçada da centralização das Escolas de Ponte da Barca).

Assim, o Barqueiro diz que a senhora Rosa Arezes é uma das "suas" MULHERES DE BARBA RIJA.

Jammy Graçoeiro

Quem não conhece tal figura mediática da "santa" terrinha? Não se sabe se já terá nascido com queda para tal profissão, mas sabe-se sim que começou a sua carreira de "Lambedor de Botas" com o executivo de Cabral de Oliveira. Nesses tempos de vacas gordas, não eram só as vacas que eram gordinhas, mas também todos os que partilhavam tal actividade com ele. O Barqueiro esteve na rua a tentar saber se as pessoas estavam esclarecidas sobre os cargos que desempenhou nesses tempos, mas só responderam que era um bom elemento da decoração do cenário que aperecia por trás dos líderes políticos que apareciam nas fotografias. Para além de tais cargos políticos conseguidos através das actividades já descritas, foi também presidente de um Centro Social de uma freguesia do concelho. Era também uma das pessoas que andavam pintadas durante 24 horas a fio, como já foi referido quando se falou em Rosa Arezes. Relatos de velhotes provavelmente já falecidos, do Centro Social ao qual pertencia deram também os testemunhos sobre tal homem de "bem".

Velhote: Quem?! O Presidente do lar? Já sei, está a falar do senhor "Jaime". É um homem muito importante e muito conhecido da nossa terra. Eu até me dou muito bem com ele, e ele é muito simpático para nós. Mas tenho pena do homem, porque ainda há pouco teve de ir ao hospital por causa minha. Estava muito bem aqui a dizer que conheço muitas pessoas importantes derivado da profissão que o meu falecido tetra-tio-avô tinha, quando dou por ela e ele estava colado com a cara no meu pé direito. Estava ele colado pela língua ao meu sapato por causa de uma chiclete que agora a canalha deita para o chão depois de mastigar. Conclusão: Fomos para o Centro de Saúde da vila onde o conseguiram separar depois de muitos gritos. 2 meses mais tarde ele já estava recuperado da língua e eu disse-lhe na brincadeira para mais não lamber botas e sapatos. Mas ele é teimoso e disse-me para não me preocupar, que não ia lamber mais os bordos e solas do calçado. Tinha adquirido a experîência de que para lamber, lambe-se sempre por cima, como medida de segurança.

Perguntar-se-ão porque é que o barqueiro só fala no passado acerca de tal figura. Não esteja aflito, é da maneira que todos os barquenses falam dele. Depois da queda do poder sustentado pelo pilar de madeira já podre que era Mestre João Esteves, foi-se afundando e perdendo mediatismo. Mais recentemente perdeu até o cargo de presidente nas eleições do Centro Social mencionado. Actualmente andará provavelmente em tempo de reflecção acerca do que irá fazer na vida. Na opinião do Barqueiro não é preciso procurar mais: a resposta está no talento inato de cada um, e no seu caso passará provavelmente por adaptar o seu talento de "Lambedor de Botas" ao novo executivo camarário.

Perante um homem que já passou por tanto para ser alguém, e que agora não sendo ninguém tem um talento adormecido, o Barqueiro diz que Jammy Graçoeiro é um dos seus HOMENS DE ARMAS.


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talhado por o barqueiro às 00:39
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Sábado, 3 de Fevereiro de 2007
As escolhas do Professor Barqueiro

As Escolhas do Professor Barqueiro

Se quiser rir/ chorar:

  O Professor barqueiro propõe neste primeiro embarque pelo mundo literário o livro "Fizeram de mim soldado", de Jaime Ferreri, escritor de terras barquenses. Pois não haveria melhor livro para rir/ chorar que um livro escrito por um dos elementos da elite cultural das barcalhoadas. Segundo fontes presentes do mundo literário a circular pela Internet "Jaime Ferreri, que nasceu em Ponte da Barca, em 1946, foi chamado para a vida militar em meados dos anos 60, quando frequentava a Universidade de Coimbra, sendo mobilizado para Moçambique. Ferido em combate, terminou o seu tempo de tropa no Hospital Militar da Estrela. É o relato pungente dessa experiência que nos transmite o seu romance “Fizeram de mim soldado” (1992)". O barqueiro quer apenas por a funcionar as cabecinhas daqueles que lendo isto, e muito mais que este blog tem para oferecer, se podem tornar também barqueiros. Jaime Ferreri é daquelas personagens que passaram a integrar o mundinho da fama barquense após o (semi)desaparecimento da névoa salazarista. Sua infância e educação tiveram as suas bases nos 3 pilares do Santo Portugalinho pré-25 de Abril: Deus, Pátria e Família. Você estará provavelmente a pensar a que se terá devido tal mudança dos seus princípios. Se está curioso pergunte-lhe quando o encontrar na rua. E já agora tire as conclusões que o jornalismo e povinho barquenses ainda não conseguiram sequer por em causa: será verdadeira tal mudança ou apenas aparente? Será que foi o trauma de "guerra"? O barqueiro não arriscou sequer avançar mais do que estas questões a partir do momento que teve acesso a declarações do tipo:

Anónimo (Ti Tone): Quem?! Jaime,....Ferreri,...,Ferreri,...,Jaime,... Já sei! Está a falar do Senhor Doutor Professor Reverendíssimo Ansião Jaime Ferreri. Não é por ser da minha aldeia, mas ele é um homem que dá munto pela terra, e não é por acaso que o Senhor Presidente da Câmara disse na televisão que a Associação dos "Canários" é a melhor do concelho. 

Anónimo (Ti Zé): O Senhor Doutor dá munto pela terra. Ele reúne os melhores da aldeia dele e faz os seus teatrinhos com Jesus Cristo e tudo! Tudo igualezinho tal iqual! As pessoas admiram-no porque ele diz que  "alinda os livros e as peças que leva à cena com o mesmo amor com que afaga uma videira, faz uma enxertia ou o desbaste de um cavalo".  Dá bem para "ber" que ele é um bom "labrador", é um homem do campo que sabe escrever livros, "beija bem"! Eu até me emocionei quando ele disse que difícil era fazer um teatro em que os actores eram analfabetos! Uma pessoa pode não saber "escreber" e ler, e ser muito melhor do que muitas que para aí andam e que não são sequer aquilo que somos...analfabetos, "beija bem"!

Todos os barquenses esperam que continue com as suas obras literárias e teatrais, desde que como exemplo de pessoa bem educada agradeça a todas as figuras da elite politiqueira que permitem manter de pé esta elite cultural que se vem afirmando cada vez mais.

O barqueiro espera que este escritor não leve a mal, pois afinal o 25 de Abril já foi há 33 anos, ou será que as contas estão mal feitas? Desejo de continuação de boas colheitas através das suas enxertias é o que o barqueiro mais deseja.

NOTA: Como Einstein afirmou tempo e espaço são  relativos, e neste caso o tempo pode ser bem relativo, pois ainda há pessoas que não viveram o 25 de Abril de 1974, apesar dos 33anos anteriormente referidos.

Para levar mais a sério:

O Barqueiro recomenda uma leitura que fará reflectir o leitor para situações do dia-a-dia que certamente os barquenses, mais do que assistir, já executaram na perfeição.  Esse livro não foi, naturalmente, escrito neste concelho, mas sim pelo actor José Pedro Gomes, que participou já em inúmeros sucessos de comédia, como "Conversas da Treta". Se achar que se enquadra num dos Zé Povinhos à boa maneira portuguesa descritos neste livro não se continue a dar como passivamente feliz. Se acha caricato então torne-se também num dos barqueiros.



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Sexta-feira, 2 de Fevereiro de 2007
Comer até lambusar 03/02/07

"Eu vou comer, comer até me lambusar, porque se eu não comer vem outro e come em meu lugar"

  Aqui está mais uma vez o barqueiro para explorar o mundo da boa gastronomia à moda da Barca. Durante esta última semana, como tiveram a oportunidade de ver nos jornais, as barcalhoadas no campo da comesaina não chegaram aos calacanhares dos memoráveis repastos que decorreram durante o mês de Janeiro. O barqueiro gostaria aqui de destacar porém que este blog é de confinça. A prova está na edição de 27 de Janeiro do "Notícias da Barca". Como tiveram oportunidade de ver na anterior edição do "comer até lambusar", o barqueiro divulgou em primeira mão os convites feitos às figuras ilustres e ex-ilustres para estarem presentes na Ceia de Reis de Lindoso. É na edição referida do jornal que surge a confirmação de tal notícia, avançada aqui antes mesmo dos meios de comunicação regionais:

 

Foi este o agradecimento de um dos deputados presentes no dito repasto. É caso para dizer: "Quem come, come, e os políticos é que comem!"

  Depois destes tempos de fartura, em que a Barca deu de comer até a deputados da Assembleia da República (estranho era que dessem de comer à Barca), seguiu-se esta última semana muito cinzenta no que diz respeito ao enfardanso, com a realização do "Fim de Semana Gastronómico do Cozido à Portuguesa" que na opinião do barqueiro e de muitos dos barquenses (particularmente dos amantes das tainadas e do tinto) foi apenas um aperitivo, para uma próxima semana que esperemos todos que seja para tirar novamente a barriga de misérias.


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