Sábado, 21 de Julho de 2007
Vassalo Abreu vs Francisco Araújo

Vassalo Abreu vs Francisco Araújo

O Presidente da Câmara de Ponte da Barca que se vê sozinho numa luta contra o "supra-sumo de laranja" Francisco Araújo.

Os recentes debates e entrevistas sobre o futuro das associações de municípios do distrito de Viana do Castelo têm estado cada vez mais quentes. Na recente entrevista dada ao "O Povo da Barca", Francisco Araújo, o presidente da Valimar, uma das associações de municípios, dá aos leitores um belo repasto de discurso de um bom político: retórica. A situação não é tão cor de rosa como este senhor, que também é presidente da Câmara de Arcos de Valdevez, quer pintar. Na referida entrevista, é-lhe feita a seguinte pergunta:

"P.B. - Acha mesmo que esta forma de associativismo potenciou uma efectiva articulação entre municípios? É que existe um pouco a ideia de que o associativismo de municípios foi mais útil para que estes pudessem aceder a fundos comunitários do que para articularem políticas entre si.

F. A. (Francisco Araújo) - É verdade que permitiu a obtenção de recursos financeiros. Contribuiu com uma condição fundamental para o acesso a fundos comunitários que é o seu carácter supramunicipal (...)"

 

O resto da resposta é mais um pouco de "palha". Resta saber, já que faltou esclarecer , qual é o tipo de interesse supramunicipal, que se põe acima das autarquias, que foi referido. Mas à parte da "pesca" de falhas no discurso da entrevista, a verdade é que este senhor tem vindo a entrar "em guerra" declarada ao presidente Vassalo Abreu. Isto porque, Vassalo Abreu tem vindo a ser das únicas vozes a apoiar o fim da divisão dos concelhos do Alto-Minho na Valimar e Vale do Minho: "Não podemos ver a nossa região só no sentido do Vale do Lima, mas enquanto um todo". Francisco Araújo acusa Vassalo Abreu de cegueira relativamente ao que tem sido feito pela Valimar, e que nem a Vale do Minho nem a Valimar acabarão.

O futuro destas associações de municípios será decidido pelo Governo através do estudo de reorganização administrativa do país.

Sobre tudo isto, o barqueiro só tem dois pontos simples a frisar:

1.  Vassalo Abreu, apoia, e muito bem, a posição de uma só Comunidade de municípios, ou pelo menos apela à união do distrito e do Alto-Minho como um todo. Está sozinho, ao que parece, e por isso é ainda mais de elogiar. Para esclarecer melhor ao leitor a divisão do Alto-Minho causada pelas duas associações de municípios, veja-se a sua constituição:

"Vale do Minho": Vila Nova de Cerveira, Valença, Paredes de Coura, Monção e Melgaço;

"Valimar": Arcos de Valdevez, Caminha, Esposende, Ponte da Barca, Ponte do Lima e Viana do Castelo;

Não faz sentido esta divisão de um distrito como o de Viana do Castelo. Que resultados estão à vista, para Franciso Araújo defeder tão fortemente esta divisão? Ponha-se no lugar deste senhor e veja: imagine-se presidente da Valimar... defenderia a extinção der tal divisão? Conhece o Major Valentim Loureiro? É presidente de Câmara de Gondomar, e ainda tem cargos no Metro do Porto e na Liga de Clubes... Conhece Francisco Araújo? É Presidente da Câmara de Arcos de Valdevez, presidente da Valimar e presidente do PSD distrital. Coincidências de dois autarcas.

2.  Será que estas associações têm contribuido para o desenvolvimento dos seus concelhos? Os tão famosos fundos comunitários têm a sua fama por serem esbanjados pelo nosso país desde que entrámos para a UE. E é através destas associassões de concelhos que os municípios também obtêm dinheiros europeus. A desconfiança do povo relativamente aos políticos cresce, e todo o país sofre do mesmo "mal": "política podre e desacreditada". O clima de descrédito na política é depois confirmado por projectos como o Leader+, através da Associação de Desenvolvimento Integrado do Vale do Lima, designada de ADRIL. O site desta associação cujos programas forma executados até à data prevista de 2006, foi votado ao abandono. Visite-o, e ainda verá o Cabral de Oliveira como presidente do nosso município http://www.adril.pt/constituicao.php. Enfim,  o tipo de mentalidade política que temos...


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Fábio Cunha: mais um barqueiro

Mais um barqueiro: Fábio Cunha

Depois de João Mesquita, que mereceu destaque na semana passada neste blog, desta vez foi outro jovem que deu o exemplo às pessoas de Ponte da Barca. Fábio é também um desportista, que devido à sua qualidade na prática do futebol foi chamado à selecção distrital de Viana do Castelo, a fim de representar o distrito num torneio realizado no Jamor, a nível nacional. Deste torneio, chamado de “Lopes da Silva”, sairão os convocados à selecção nacional de sub-15. Este jovem tem tido presença habitual nas selecções distritais, estando por isso entre os melhores do distrito nesta modalidade.

 

                         

 

Mais um barquense que é exemplo de dedicação e qualidade naquilo que certamente mais gostará de fazer.


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"Comes e bebes" de Verão 2007 II

Sardinhadas e outros "Comes e bebes" de Verão 2007

 

Na continuação desta rubrica, que irá ser sujeita a votação (por isso comece a eleger já a sua favorita), o Presidente de Câmara e outros representantes políticos de outras instituições lá estiveram presentes em mais uma "sardinhada de verão". Ao que parece, e segundo a imprensa, as "Políticas de Acção Social são prioridade deste Executivo". Quando essas políticas metem actividades de "enchimento de bucho", ainda melhor. Estando as nossas gentes habituadas a este tipo de políticas, praticadas inclusivé pelas Juntas de Freguesia e Associações do nosso concelho, não quiseram estar ausentes a mais um destes repastos, com folclore de bónus. Este tipo de políticas não é novo: já Salazar contentava o seu povo, na miséria, com o pão e o vinho, numa doutrina também bem à imagem da Igreja... E não é que as semelhanças desses tempos com estes ocasionais eventos são bastantes!?... Não fiquem zangados, senhores do poder local... É que este hábito de "encher a pança" ao povo não é exclusivo de Ponte da Barca... é algo que está no sangue português...

 

Já imaginaram política sem comida? É algo cuja existência seria inviável... Onde há política ou políticos, lá está, na maioria das vezes... comida. Desde o nível nacional, até ao nível autárquico.

 

 

 

O Presidente da Câmara Vassalo Abreu, o Presidente da Mesa da Assembleia Paulo Pimenta, o vereador Ricardo Armada... e o padre Júlio Pires: política com religião - a "eterna aliança" discursando na Festa Sénior na Quinta da Malafaia.

E ainda mais importante que isso, a comida, que "é o que nos trás cá hoje":

 

 

 

 

 

 


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Domingo, 15 de Julho de 2007
Razões de atraso barquense

Razões de atraso barquense: a análise de um sociólogo

É o sociólogo Pedro Costa que na edição de 7 de Julho do "Notícias da Barca" faz a análise da situação barquense actual, a nível social, económico e político. Trata-se de uma análise possuidora de qualidade e rigor técnico, de uma pessoa formada numa das áreas de formação mais adequadas para a fazer. O título do artigo é "Atenção poder político e população em geral" e este blog aconselha vivemente a sua leitura e retenção, e se possível recorte e arquivação. Ficam aqui alguns excertos, que nos fazem reflectir e pensar, e sobretudo "abrir os olhos".

"(...) o desenvolvimento local não se faz apenas de números e posicionamentos estratégicos (...) pois se bem se lembram a implantação da primeira zona industrial nos Arcos de Valdevez foi consensualmente colocada entre municípios (Paçô). Cabe, por isso, ao poder político local conciliar os atributos do município com as reais políticas de desenvolvimento."

"(...) a grande fatia económica do orçamento de gestão financeira de um município está na capacidade de absorver taxas ou impostos. (...) é de destacar, principalmente porque é o que detém mais peso económico, o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI). No entanto, para que haja uma grande capacidade de encaixe deste ou de outras taxas, é necessário que o município tenha um grande parque imóvel e/ ou forte capacidade de atrair investimento. (...)

Para exemplificar facilmente, basta dizer que o número de fogos habitacionais, em Arcos de Valdevez, foi dez vezes superior em 10 anos. Em Ponte da Barca, nesse mesmo período, esse crescimento foi apenas três vezes superior."

"Este atraso alcançado em pouco mais de dez anos - com responsabilidades que devem ser atribuídas, em particular, ao poder político instituído e, em geral, à população que concordou com a passividade da gestão autárquica - produziu, para além da falta de poder económico do concelho, um sentimento de inferioridade da população Barquense (...)."

"O grande problema dos sentimentos de inferioridade é que arrastam consigo, geral e principalmente, três efeitos: por um lado, o efeito da aceitação da inferioridade; por outro, um sentimento de raiva face à classe dominante; e, por outro, o efeito do apego a vitórias morais, que em nada contribuem e que servem apenas para minimizar o sentimento geral de inferioridade e/ ou derrota."


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"Comes e bebes" de Verão 2007

Sardinhadas e outros "Comes e bebes" de Verão 2007

 

 

Na sequência dos muitos eventos do género em que os governantes camarários comparecem regularmente, realiza-se este Verão a edição 2007 das "Sardinhadas e outros Comes e Bebes de Verão 2007". Trata-se de uma rubrica deste blog que pretende dar a conhecer as comesainas " deste Verão nas quais os políticos da terra comparecem regularmente e com um desempenho sempre muito positivo. Ficam aqui as 2 primeiras fotos. O barqueiro espera também que dêem as vossas sugestões e sobretudo que comecem a decidir qual a melhor comesaina deste Verão. A votação iniciar-se-á brevemente!

 

 

 

O Presidente da Câmara Vassalo Abreu e o Presidente da Mesa da Assembleia Paulo Pimenta, mais o restante staff político que fica sempre bem na foto por detrás das entidades principais da Câmara, na sardinhada realizada em 22 de Junho no contexto da Bênção da Carrinha do Centro paroquial e social de Lavradas.

O Presidente da Câmara, mais o restante staff camarário e da junta de freguesia de Britelo (não presentes na foto) , na sardinhada de S. João da Associação Desportiva "Os Britelenses".


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Serviços Camarários no Afonso III

Serviços Camarários no Afonso III

Foram no dia 29 de Junho inauguradas novas instalações para os Serviços externos da Câmara Municipal. As novas instalações, no Edifício Afonso III, estão equipadas com vestiários para os funcionários, refeitório e vários gabinetes e armazéns destinados aos vários sectores dos referidos serviços camarários.

Uma expressão veio logo à cabeça do barqueiro: "Até que enfim instalações para os funcionários guardarem as suas ferramentas!". A ideia é boa, pelo menos à primeira vista. Mas depois de uma análise de possíveis locais para este tipo de instalações, porque não a escolha do "galinheiro municipal"? Para quem não perceber, trata-se daquele colosso de betão ( e de dinheiro gasto) a quem alguém se lembrou de chamar "parque subterrâneo". Ou porque não fazer todas estas instalações, conjuntamente com garagens para as viaturas e máquinas, em pavilhões de uma imitação de zona ou parque industrial em Vila Nova de Muía? É que assim dava-se uso aos pavilhões, em vez de servirem a "próspera" e "atractiva" economia industrial em Ponte da Barca. Ao mesmo tempo, os serviços municipais, e tudo o que com a Câmara está relacionado, ficava centralizado, em vez de termos "um cagalhão em cada esquina".

Mas pronto tudo bem... Está feito... E onde é que está feito? No Edifício Afonso III... E qual o empreiteiro que o construiu... Não, não é "terceiro" (III)... E fiquemos por aqui que já chega. E não tenha medo do lobbie da construção, porque apesar de ser uma das imagens de marca de Portugal, felizmente nunca no nosso concelho houve disso...   


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