Quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2008
O poder do conhecimento

O poder do conhecimento


O sociólogo Pedro Costa vem mais uma vez, desta vez na edição de 26 de Janeiro do “Notícias da Barca”, quebrar uma paisagem de fraca qualidade de opiniões e conteúdos da grande fatia dos que escrevem para os jornais locais. Desta vez vem abordar o principal problema do atraso português de forma geral face ao mundo globalizado. E deixa a pergunta: “Atendendo ao facto de atravessarmos a “Era da globalização informatizada” e ao facto de competirmos num mercado global tão exigente, como é possível que os índices individuais de conhecimento e informação sejam ainda tão baixos nos portugueses?”. E o que é mais preocupante é que esse tipo de problemas afectam os portugueses desde a classe social mais baixa (se é que nos devíamos dividir em classes sociais) até às classes que ocupam posições de direcção, gestão e decisão.

Aplicando estas visões de um nível global à situação concelhia, os resultados e análises não são, como se pode prever, animadores. Em concreto analisa a situação do parque imóvel de Ponte da Barca em comparação com Arcos de Valdevez. Segundo a sua análise, Ponte da Barca tem privilegiado construções novas demasiado chegadas ao eixo urbano, feitas por construtores da terra, promovendo-se a prática de baixos preços. Arcos de Valdevez tem construído em circulo à volta do eixo urbano, alargando o perímetro habitável da vila, por construtores maioritariamente de fora ignorando os preços praticados. O resultado é que em Arcos de Valdevez o aumento de preços tornou o sector da construção apetecível, multiplicando-se os serviços ligados à construção, aumentando-se os empregos e atracção de investimento e negócio. A qualidade atraiu o preço alto e ao mesmo tempo os investidores.

E em Ponte da Barca? A potencialidade de expansão do perímetro urbano está muito limitada. “Enquanto isso, ao fechar a porta aos construtores de fora, fechou-se num círculo de construtores limitados nas redes relacionais, com pouca visão estratégica e pouco adeptos da qualidade de construção.” E assim está explicado mais um dos grandes problemas que sempre assombrou o concelho: o “lobbie” da construção civil. É um problema que ainda nenhum executivo conseguiu erradicar. É esse talvez o maior parasita da política. Em vez de se acabar com o cancro dos lobbies de construção, continua-se a ver políticos unicamente a “falar bonito” quando acerca desse assunto. Inclusive a oposição actual do executivo camarário demonstrou recentemente, pelo menos, incompetência no que toca ao assunto da construção. Ainda não tinham havido nenhuns “toques” a nível noticioso e público acerca do “poio” que está a ser construído numa zona alta da vila, e que certamente irá dar belos postais da vila barquense, com a ponte, o rio, a zona histórica, a igreja matriz e agora o “poio”. Nenhuns a não ser o “toque” do barqueiro, em “primeira mão”, como se poderia dizer, num blogue sem credibilidade e muito fraquinho, como diz o “gato” (em http://nadasobreabarca.blogs.sapo.pt/41759.html). Sem mais rodeios, foi recentemente a vereadora Olinda Barbosa, nos jornais, que veio tentar “ensinar” Vassalo Abreu a administrar, e que fala com uma bonita metáfora, do tal “poio” urbanístico e turístico. É triste, que após o primeiro “toque”, já tardio, no assunto por um blogue não credível preceda uma ainda mais tardia intervenção da oposição na opinião pública. E daqui fica a questão: já que os vereadores da oposição também fazem parte do executivo, onde estava a oposição quando se começou a construir o “poio”? Terão sequer alertado o partido no poder que permitiu que ele fosse “cagado”? Ou será que agora que ele já está quase acabado, é que começou a ser detectado pelos “narizes” dos barquenses?

 

     


 


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A Guerra dos Politiqueiros

A Guerra dos Politiqueiros


Quem não viu os anteriores 2 episódios desta escaldante, mas maçadora “guerra”, entre o misterioso regressado, apesar de velho na política, Cabral de Oliveira e o vereador e vice-presidente da Câmara Municipal José Pontes pode sempre ir aos anteriores posts deste blog, em http://nadasobreabarca.blogs.sapo.pt/tag/vandalismo+pol%C3%ADtico e http://nadasobreabarca.blogs.sapo.pt/tag/piscinas+municipais. O que nos trás por cá hoje são apenas as respostas previsíveis e de qualidade habitual dos rostos políticos de Ponte da Barca, que ao contrário do vinho do Porto, quanto mais velhos mais “podres”. Desta última vez foi a vez de Cabral de Oliveira responder a José Pontes. Resumindo: Cabral de Oliveira vem “atirar à cara” de José Pontes eventuais escarros de gestão autárquica do actual executivo, como resposta aos eventuais escarros que Cabral de Oliveira cometeu publicados por José Pontes, acusações essas que José Pontes usou como resposta ao artigo de “ressurreição” de Cabral de Oliveira denunciando um eventual actual ambiente de “mordaça” política em Ponte da Barca. E assim vamos com grandes níveis de qualidade politiqueira em Ponte da Barca, sendo nos campos do “bairrismo”, “vandalismo” e “entretenimento” políticos que os nossos políticos se sentem mais “desinibidos”: são os seus habitats naturais.

Em conclusão, podemos aplicar uma frase do próprio Cabral de Oliveira a si mesmo, a José Pontes, e a muitos mais políticos que nos têm habituado a espectáculos do tipo: “(…) entrando na ofensa pessoal e no insulto gratuito. Trata-se de uma reacção que não me surpreende, vinda de quem vem.”.



 


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talhado por o barqueiro às 20:56
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“Conversas do Além” em Ponte da Barca

“Conversas do Além” em Ponte da Barca


Nos últimos tempos temos assistido ao apogeu das crenças do além em Ponte da Barca. Os fenómenos “paranormais” são especialidade de muitas pessoas do nosso concelho, e muitas regem as suas linhas de vida com decisões feitas nessa base. Todo esse mundo mágico que se supõe próprio da Idade Média passou para as páginas de jornal. Nas últimas edições temos assistido, ou melhor, lido, diálogos entre mãe e filho, típicos da mais profunda e retrógrada igreja católica, que muitos julgam desaparecida. Mas existe, e esse facto faz-nos penar acerca das razões de todo o “atraso” típico do Portugal remoto. Temos assim uma nova rubrica que poderia muito bem ser chamada de “Conversas do Além”, ou algo do género, como o título de um programa televisivo de há uns anos.

 

Ficam aqui alguns aperitivos do que se tem passado no “Notícias da Barca”: para rir, caso se tratem de almas pecadoras e demoníacas como a do barqueiro, ou para aumentar ainda mais o “medo” e a “senilidade” dos barquenses que recorrem frequentemente a bruxas e bruxos, seus aspirantes ou seus mestres.

 

(os excertos começam pela voz da mãe, à qual o filho vai respondendo)

 

 

“(…) Meu Deus, quantas confissões e comunhões sacrilejas já nas crianças, e quanta corrupção!

A mãezinha não vai dizer nada do que lhe disse, pois não?

Não digo, meu filho; mas tu vais prometer que nunca mais irás para aquela casa, nem acompanharás com eles, nem com outros que sejam como eles.

Mãezinha, prometo!

Dá cá um beijo por teres fugido ao pecado, e resistido à tentação.”

 

E o barqueiro pergunta: que pecado e tentação terá presenciado o filho “santinho” da “mãezinha”?

 

“Meu filho, Nossa Senhora não se zanga com ninguém. É Mãe!

Pois, sim; mas eu fiz também um pecado…

Que foi?

Foi um pecado muito grande. Faltei à Missa no Domingo passado.

Porque faltaste?

Foi para ficar a brincar com outros rapazes.

(…)

Mas, filho, logo que possas, vais-te confessar. E foge de todo o pecado, que só pelo fogo há-de ser castigado, ou purificado.

Mãe, estou a pensar nas Alminhas do Purgatório. Quanto devem também sofrer.

E certamente temos lá pessoas da nossa família. (…) E elas, dias e noites, anos e anos, a pedir-nos para termos pena delas, porque só as nossas orações é que as podem aliviar, e tirar de lá.”

 

E o barqueiro pergunta: Quem se comportou com naturalidade e de acordo com a saúde mental normal para um ser humano: o “puto” que gosta de brincar com os amigos, ou a mãe que faz crer ao filho que pecou ao brincar com eles, não indo à missa nem rezando pelas “alminhas”?

 

 

Conclusão: o barqueiro dirige daqui os seus elogios a todos os leitores que conseguiram ler e chegar ao final deste post. Parabéns por conseguir ter desperdiçado o seu tempo a ler estas coisas!

 


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talhado por o barqueiro às 20:49
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