Domingo, 21 de Junho de 2009
Barquenses votaram Europa... ou não

Barquenses votaram Europa... ou não

 

Não é que com isto o barqueiro esteja a apelidar todos de "ignorantes". Mas de facto foi aquilo que os políticos, ingenuamente ou não, fizeram dos cidadãos em todo o país. A realidade é que uma grande parte dos portugueses, de entre aqueles que foram às urnas, foram e ainda são "euro-ignorantes". As opções de voto eram 12, e encontrar uma dessas opções que falasse da Europa e dos seus assuntos, para elucidarem o eleitor a ir votar para a EUROPA, foi extremamente difícil. De toda a actividade eleitoral dos 11 partidos políticos e 1 movimento pouco tempo foi passado discutindo a Europa, o modelo social, político e económico que para ela pretendiam, e o hot-topic do Tratado de Lisboa.

O barqueiro está certo de que a maioria dos que foram votar não sabe ainda hoje em que opção e visão europeia votou. O barqueiro não votou, atendendo à sua condição de personagem "linguareira" e bloguística, mas de todos os portugueses recenseados votaram menos de 40%. Em Ponte da Barca o resultado da abstenção foi ainda pior, com 68,24%. Como já muita gente disse em uníssono, isto é o reflexo da descrença na política como a conhecemos. O barqueiro entra numa outra perspectiva, e diz que isto mostra também um alheamento preocupante do acto de cidadania em Portugal. Não há lógica em criticar o rumo político, sem nele participar nas eleições. Há que escolher o rumo que se entende melhor, de entre aquelas opções que nos são oferecidas, ou então, se se está num clima de protesto, votar em branco, como muitos portugueses fizeram.

De facto o povo é soberano, e estar a criticar o facto de votarem não na Europa, mas sim nos partidos nos seus contextos nacionais, é de certa forma legítimo, ao contrário do que os bonitos discursos políticos fazem crer. Afinal, foram esses mesmo políticos que criaram a situação da "euro-ignorância".

Em Ponte da Barca o mesmíssimo cenário, com o PSD a conquistar também a vitória, de forma mais esmagadora, o PS num fraco 2º lugar, e também o BE como 3º mais votado, apesar de uma menor percentagem em comparação com a nacional. O facto dos resultado terem apontado para uma vitória clara do partido que não está no poder, nem na autarquia, nem no Governo, reforça provavelmente a mesma ideia do voto "euro-ignorante". Mas já que estas foram umas eleições que todos as forças políticas quiseram fazer nacionais, poder-se-á analisar os resultados de forma mais ou menos fidedigna num contexto nacional: reprovação total do PS, vitória clara do PSD e o mais fraco resultado dos 2 grandes partidos juntos, com muitos votos a cair em forças alternativas. Será que, partindo de quase certo que não se votou na Europa, os resultados também significam qualquer coisa, um "aviso", para o executivo no poder? A maioria absoluta dos laranjas deve ter então assustado Vassalo e seus discípulos. O PSD local e nacional ficou muito reconfortado, mas ainda faltam alguns meses para as eleições, essas sim de carácter local e nacional, pelo que muita politiquice ainda vai correr.

E foi assim o primeiro "treino" eleitoral para os portugueses e para os barquenses, supostamente para votar na Europa, e cujos políticos, e por arrasto a sociedade, quiseram fazer (e conseguiram) de "barómetro" pré-legislativo...


sinto-me:

talhado por o barqueiro às 02:20
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11 comentários:
De Abaixo as ditaduras Nacional e local a 25 de Junho de 2009 às 10:33
Quarta-feira, Junho 24, 2009
Providência cautelar contra a compra da TVI pela PT

Parece não haver dúvidas que o Governo e o Partido Socialista querem controlar a TVI, de modo a domesticá-la, a impedir a informação televisiva independente mas que lhes desagrada.
José Sócrates, segundo foi noticiado e não desmentido, terá abordado com o Primeiro Ministro Espanhol o afastamento de José Eduardo Moniz e Manuela Moura Guedes da TVI, como estratégia de controlo da informação livre e insubmissa ao Poder Socialista.
O meio encontrado parece ter sido o da aquisição de capital social da PRISA pela PT.
Ora, o Estado detém acções privilegiadas na PT: a golden share ". Através da golden share " o Governo de José Sócrates tem poder de controlo sobre a PT e os seus negócios, e , por via disso, posteriormente o controlo da informação, prejudicando a independência da TVI perante o Governo e perante a Administração e demais poderes públicos.
Isto é pernicioso, é claramente ilegal e inconstitucional.
Dispõe o artº 38º nº 4 da Constituição da República Portuguesa:

"O Estado assegura a liberdade e a independência dos órgãos de comunicação social perante o poder político e o poder económico , impondo o princípio da especialidade das empresas titulares de órgãos de informação geral, tratando-as e apoiando-as de forma não discriminatória e impedindo a sua concentração, designadamente através de participações múltiplas ou cruzadas."

e o nº 6 dispõe:

"A estrutura e o funcionamento dos meios de comunicação do sector público devem salvaguardar a sua independência perante o Governo, a Administração e os demais poderes públicos, bem como assegurar a possibilidade de expressão e confronto das diversas correntes de opinião.".

Ora, o assalto do Governo à TVI, via PT, com dinheiros afinal públicos, é extraordinariamente grave para a liberdade de imprensa , de informação, para a Democracia e para a Liberdade Política.
Tem de haver uma reacção.
Portugal e os portugueses não podem ficar nas mãos do Governo , do Partido Socialista e da Maçonaria, através de um golpe deste tipo.
Creio que o PR deve estar atento.
Na verdade, José Sócrates não pode com a TVI, que tem prestado enormes serviços ao Povo Português, noticiando de forma corajosa a podridão do sistema e que é bem sucedida comercialmente, enquanto a SIC - do maçom e Bilderberg Balsemão - perde audiências, perde negócios, mas é dócil para o Poder, está controlada pela Maçonaria e pelo PS.
A RTP está sempre condicionada, seja qual for o Poder imperante em cada momento histórico.
Acresce que são os contribuintes portugueses que via PT pagarão o buraco financeiro da PRISA em Espanha.
Visto isto , O Movimento para a Democracia Directa - DD está a equacionar intentar uma providência cautelar para impedir a compra da TVI pela PT.
A Providência Cautelar é de enorme importância para a Democracia Portuguesa, para a Liberdade de Informação, para a Independência da informação e o necessário confronto de diversas correntes de opinião.
Até porque entendemos que o Governo não pode tolher a liberdade de informação através da compra da TVI. Ou seja, José Sócrates e o Partido Socialista não podem calar as vozes incómodas através da compra com dinheiro Estado, via PT, da TVI.
Esta situação configura uma autêntica fraude política, uma golpada na liberdade, na democracia e uma forma de José Sócrates se livrar das denúncias, da informação de qualidade.
O PSD , o BE , o PCP, o CDS, o Presidente da República e a sociedade civil , devem agir contra isto.
O Movimento para a Democracia Directa-DD , enquanto associação cívico-política , fará o que estiver ao seu alcance para impedir a compra da TVI pela PT.

José Maria de Jesus Martins
Na qualidade de Vice-Presidente do Movimento para a Democracia Directa


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