Sábado, 8 de Agosto de 2009
Dossier Autárquicas 2009

Dossier Autárquicas 2009

 

As épocas eleitorais estão à porta, como já todos se aperceberam pelas "abelhinhas loucas " que começam a pairar por aqui e por ali. Falando em particular das autárquicas, que mais directamente dizem respeito ao nosso concelho, é mais um dos momentos cruciais para o futuro de Ponte da Barca. O que é verdade é que em todos estes anos de democracia nenhum acto eleitoral quebrou a mediocridade pela qual a gestão autárquica se tem caracterizado, apesar do poder que o voto pode ter.

Por que será que o voto do cidadão barquense não tem esse poder de manifestar o descontentamento e a pretensão de um rumo diferente? Os políticos certamente escapariam à questão, dizendo algo como "o povo é soberano; a sua decisão deve ser respeitada". Não discordando desta "costela democrática" que todos se gabam de ter, o barqueiro arrisca-se a avançar uma hipótese para a falta de utilidade do voto. Infelizmente a resposta poderá estar neste blog, nas secções de comentários a artigos. Basta ler muitos dos últimos comentários, para ver algumas das tais "abelhinhas". São as "abelhinhas" que durante quase todo o mandato andam silenciosas e recolhidas às suas "colmeias", são até capazes de dizer "ámen" à velha máxima de que "são todos iguais, os políticos" na conversa de esquina, e só elas parecem realmente saber a receita para um concelho melhor e para o bem, e só o bem, de todos os barquenses. Só quando cheira a eleições e época de propaganda é que se começam a ver, por aqui e por ali, apoiando ferverosamente as medíocres forças políticas de "sempre". E é mais ou menos assim que se vai perpetuando a política que temos: a da espiral "poder-dinheiro-poder", como já disse o bastonário Marinho Pinto.

É basicamente esta a base do descontentamento político do barqueiro, e pelo qual tenta fazer crítica e opinião num blog. Sendo um blog, trata-se também de um espaço aberto a todos os que pela net navegam. Tudo é permitido, desde opiniões políticas, sociais, económicas, gastronómicas, elogios, críticas, até falar sobre a "apanha da nêspera". Como sabem, este não é blog partidário, por isso, no que toca a propaganda as "abelhinhas" vieram bater à porta errada. Mas como o barqueiro não gostaria de apagar material deixado pelos seus leitores, a partir de agora, todo o material "propagandístico" será reencaminhado para o post/ artigo "A Colmeia das Abelhinhas".

 

Arrumadas que estão as "abelhinhas", passemos à opinião do barqueiro acerca dos partidos candidatos.

 

Augusto Mariiii... ou Cabral de Oliveira?

 

A dúvida deveria ter sido desfeita no dia 20 de Junho, no jantar de apresentação oficial do candidato à presidência da Câmara pelo PSD. Parece que o candidato oficial, segundo aquilo que mais de 500 pessoas entenderam, de entre apoiantes e jornalistas, é mesmo Augusto Marinho. No cartaz de propaganda, quem realmente aparece é ele, ou o pelo menos o seu clone em Photoshop. O discurso parece assentar na mesma base que o  "mestre" Cabral tinha construído até aí, principalmente através dos seus artigos de "ressuscitação política" nos jornais locais. A "mordaça", o "despesismo", o "hipotecar do futuro" e a "bufaria" são basicamente os pilares em que assenta o discurso feito em relação ao partido opositor no poder. Com eles, e segundos eles próprios, tudo isso acabará, e o desenvolvimento do concelho arrancará. Só ainda não se sabe bem como. Esperemos pelo programa eleitoral que propõem para os barquenses, já que projectos concretos de governação infelizmente ainda não foram devidamente revelados. Uma coisa desde já se pode concluir em relação a estes "novos" pretendentes ao poder (se é que se pode chamar de "novos"!): são extremamente católicos, visto que o velho ensinamento do pároco "não olhes para o que eu faço, olha para o que eu digo" se lhes aplica na perfeição. Toda esta "velha malta", que se quer disfarçar de "nova", sabe apontar muitos dos defeitos do actual executivo, só que muitos desses defeitos foram também seus quando passaram pelo poder. Sim, porque parecendo que não, toda esta "malta" já esteve no poder e tem a sua quota parte de responsabilidade na mediocridade actual. Ou melhor, parece mesmo que passaram o testemunho dessa mediocridade ao actual executivo. Realismos à parte, falemos da febre partidária. Pelas imagens do Jantar de apresentação, os níveis "febris" estiveram altos, como acontece sempre que há comida, bebida, muita gente e bandeiras. E deverá ser para aumentar...

 

 

 

A "missão" Augusto Marinho ao poder está lançada. E parece assentar numa forte vertente tecnológica, com locais na net, como site oficial, blog e até twitter. Veremos se fará assim tanta diferença na realidade do nosso concelho. A julgar pelas fotos na web, o mais fotogénico parece ser o "velho" Cabral de Oliveira. E mais do que isso: a julgar pela actividade partidária, Cabral de Oliveira parece ser até o candidato à presidência. É que antes e depois da apresentação de Augusto Marinho só tem dado Cabral de Oliveira. É ele que é a voz do partido para as próximas eleições. É ele que "abafa" Augusto Marinho nesta propaganda partidária do PSD. É que com expressões como "Chorrilho das promessas" (in Notícias da Barca, 24 de Julho), Cabral de Oliveira "abafa" qualquer um! E para tornar Augusto Marinho cada vez mais um "beto" JSD, foi mais uma vez Cabral de Oliveira que fez notícia com o PSD local mais recentemente, ao anunciar a candidatura à Assembleia Municipal. E com a frieza, ou... como é que se diz..., "lata" própria de um político disse "Sou candidato em nome da seriedade, da transparência, do rigor...". Mais uma vez a velha máxima do pároco vem ao de cima: "Não olhes para o que eu faço (ou fiz), olha para o que eu digo". Pode-se dizer que disfarçar é coisa que o muito experiente Cabral de Oliveira ainda não domina na perfeição. Isto porque ao tentar disfarçar o facto de basicamente ser ele o PSD concelhio, tendo como presidente do plenário a "mulher d'armas" Rosa Arezes, ter dito em relação à sua candidatura à assembleia municipal "Resolvi (...) aceitar o convite que me foi formulado pela Comissão Política do Partido Social Democrata".

Entretanto mais uma figura do PSD foi definitivamente "seca" pelo PSD/ Cabral de Oliveira: Olinda Barbosa. Em geito de despedida da vereação da câmara escreveu para o jornal com o título: "Final de mandato. Onde paira a maioria PS?". Seria também caso para os preocupados com o PSD local perguntarem "E onde vais parar tu depois de terminar este mandato?".

Por último, outra coisa que o período pré-eleitoral trás é a emersão à praça pública de algumas figuras dos partidos. Desta última foi Francisco Fernandes, que no discurso na Assembleia Municipal, publicado no Notícias da Barca, disse "(...) este executivo contratualizou com uma entidade privada a elaboração de um plano estratégico, admitindo, assim, não ter (...), capacidade nem qualquer projecto para o desenvolvimento sustentado do Município.". Mais um belo recorte da política local, no qual um deputado da assembleia municipal critica um dos poucos exemplos de boa política do actual executivo, na base de qualquer boa gestão: realização de estudos, idealmente multi-disciplinares, para levantar as necessidades e prioridades de uma gestão, e ordenar medidas consoante as prioridades. Ainda para mais usando essa crítica como atestado de incompetência do executivo que a encomendou.  Apesar da gestão actual ser duvidosa, muito criticável e algo caótica, a crítica usando a execução de um Plano Estratégico é o fresco da gestão política feita em "cima do joelho" que até hoje tem sido praticada.

 

 

Um Executivo dos buracos e dos empreiteiros

 

Do executivo actualmente no poder muitas obras se estão nesta altura a ver, nomeadamente no campo do betão e do alcatrão. Aliás, apesar do barqueiro não possuir os dados exactos, este é aparentemente um dos mandatos em que mais se gastou em betão e alcatrão. Temos a nova Câmara Municipal, inaugurada antes de acabada, temos o novo posto de GNR, que atendendo às dimensões mais parece um posto de comando distrital, temos os centros escolares e lares de idosos, que vão começando a ser construídos, temos também as remodelações das entradas sul e este da vila. Os apoiantes deste executivo, ou como atrás se disse, as "abelhinhas", neste caso as do PS barquense, até poderiam estar aqui a acrescentar mais obras. Fiquemos apenas por estas que já são suficientes. Relativamente à Câmara Municipal muitos euros foram gastos, inclusivé em mobiliário. Já a qualidade de contrução (querendo o barqueiro armar-se em pequeno empreiteiro) deixa a desejar, a menos que a aparante "mobilidade" da pavimentação em pedra da câmara e do largo do Urca seja uma nova forma de construção. Os centros escolares, posto de GNR e lares, sim senhor, venham eles. Mete alguma impressão ver mais de 3 milhões de euros só para a construção de 2 destas infraestruturas, como foi noticiado há poucos meses. Talvez seja a costela do português provinciano dos nossos políticos, que sempre se lamentando da crise e da falta de dinheiro não põem de parte as suas "extravagâncias". Ou talvez seja a habitual necessidade de mostrar estradas e boas e grandes paredes de betão, para o "povo" se iludir na sua decisão eleitoral. Relativamente às entradas da vila, finalmente temos entradas decentes para uma vila, particularmente a este, que já está praticamente pronta. Independentemente das críticas que se possam apontar ao desenho do projecto em si, finalemente temos bons passeios e bom asfalto. Falta agora a entrada sul, que já anda em obras (finalmente a mítica rotunda de plástico acabou!). A entrada oeste também merecia uma intevenção futura do género.

Enfim, o frenezim pré-eleitoral do betão está ao rubro, com a execução de obras de forma algo caótica, fugindo aparentemente a qualquer tipo de planeamento estratégico. Milhões andam a ser gastos. A curto prazo veremos que resultados práticos trarão para o concelho. Como não podia deixar de ser, quem também anda muito ocupado neste período pré-eleitoral, para além dos políticos, são os empreiteiros. Basta ver as construções do boss Artur Freitas, para vermos quanto a câmara municipal conta com a ajuda deste "obreiro" do nosso concelho. Enfim, cada mandato, cada executivo tem o seu "obreiro", e este mandato é do referido. Referência ainda para um outro "obreiro", ou melhor, sociedade familiar de "obreiros" que tem saído quase do anonimato no mundo das empreitadas neste mandato autárquico. Apesar da qualidade das obras ser muito duvidosa (como o exemplo do largo do Urca, ou então o restauro da ponte medieval), são a eles que devemos muitas obras que vão sendo construídas. É este o poder que a política tem.

 

 

 

Mas o barqueiro não se esquece das "preocupações sociais" que pairam no ar. Veja-se a "malta" do CDS barquense, cujo partido não premiava o seu esforço e dedicação pelo concelho. Onde foi que arranjaram esse "premeio"?... no executivo PS. Cargos de vereação, presidência da Associação Amigos da Barca, que ninguém sabe muito bem para que serve, e ainda gerência e criação de "emprego" (chamem o que lhe quiserem) com a construção de novos lares previstos.

Quanto à posição do executivo no que diz respeito à criação ou não de indústria no concelho, ninguém sabe muito bem o que têm na mente, ou se têm alguma coisa. Aposta definitiva no turismo como actividade económica central do concelho ainda pouco foi visto (excepção para a promoção da vertente histórica na produção hidroelétrica, em Paradamonte, e o Festival de Música Celta). Falta estratégia nestas áreas. E a ponte de Lavradas? Um "presente" que Vassalo queria dar a Lino Ventura, sem olhar para o preço... o problema foi agora que olhou para o preço... Agora, ponte de Lavradas, talvez só se for de canas. O projecto da Zona Desportiva foi aparentemente abandonado. Com várias datas de início anunciadas, nenhuma delas foi verdadeira, e desta última decidiram-se por uma pequena remodelação do que existe. Caiu-se mais uma vez no erro de não seguir um plano, uma estratégia de execução das políticas e das obras. Agora que as eleições estão à porta, quer-se fazer todos os projectos impossíveis de fazer num mandato: começa-se a meter em obras tudo quanto é sítio, e pelo caminho outros projectos ficam pelo caminho. Quer-se mostrar que se fez mais betão que no mandato anterior. E assim o concelho tem navegado, navega, e há-de provavelmente continuar a nevegar, pelo menos nos próximos anos.

Entretanto, não só no PSD alguns "ressuscitaram". No PS foram logo 2 de uma só vez. O regresso de Miguel Pontes (quem não se lembra do caso Miguel Pontes - Isabel Pedro? http://nadasobreabarca.blogs.sapo.pt/36889.html) e o do José Amaral. Miguel Pontes publicou o seu discurso de Assembleia, onde fez não mais do que o balanço de 4 anos de governação PS. Acusou as vozes opositoras de "confundir arrogância com ambição". Basicamente as maiores forças políticas acusam-se do mesmo. Não é que estejam erradas. Não conseguem é avaliar-se a si próprias. Confiante na vitória diz que o próximo mandato haverá a "a mesma determinação e seguramente redobrada confiança". José Amaral, esse líder da recém JS, desaparecido da comunicação após a fundação oficial desse órgão de juventude partidária, vem no fundo fazer o mesmo e ainda mais, ou seja, propaganda ao presidente da câmara Vassalo Abreu: "4 anos de progresso" com  Vassalo Abreu, um homem com o qual "se fala na rua, que não mudou por ser presidente e que a todos trata por igual, sejam ricos, sejam pobres!". É de facto espantoso como o líder de uma Juventude partidária consegue reger-se pelos livros dos velhos políticos, os livros do populismo e do vazio de ideologias e convicções.

 

 

 

 

Assim vai a política em Ponte da Barca... Como sempre estão mais em jogo pessoas/ candidatos do que ideologias e estratégias, porque essas parecem ser basicamente as mesmas, e as mesmas de sempre(se é que existem!)...

 

Vai ser difícil escolher!...

 

 

 


 

 

NOTA de "O Barqueiro" a 9 de Agosto de 2009:

 

Após comentário deixado a este artigo, o barqueiro pretende esclarecer aos leitores aquilo que realmente quiz dizer com a análise (feita neste artigo) ao discurso do deputado Francisco Fernandes na Assembleia Municipal e publicado no "Notícias da Barca". O barqueiro pretendeu só, e apenas, criticar o facto de se usar o argumento de que a encomenda do Plano Estratégico a privados é uma prova da falta de capacidade e de projectos do executivo eleito. A má gestão deste executivo camarário poderá ter diversas causas e facetas. Mas a execução de um estudo/ plano supostamente para levantamento de prioridades e elaboração de estratégias não é em si prova da falta de capacidade. Poderia até ser prova de uma gestão metódica e ponderada, caso fosse esse o caso da nossa Câmara. O facto de um político usar este discurso/ argumentação demonstrará por isso falta de qualidade política, ou a prática da política de medidas em "cima de joelho", pois encomendar estudos não é sinal nem prova de ignorância de uma gestão, antes pelo contrário. Como saberão, é difícil haver diversidade de capacidades técnicas nos membros de um qualquer órgão de gestão para realização por si próprio de grandes estudos, muitas vezes multidisciplinares, daí que seja algo de ponderado encomendar estudos/ planos.

Desta forma, o barqueiro pretendeu apenas demonstrar a crítica de um político à má gestão da Câmara, caindo no erro de pegar por um dos poucos, se não quase único, aspectos positivos da gestão do mandato actual. Já a falta de capacidade, ou outro tipo de "areia na engrenagem", para pôr os medidas desse Plano Estratégico em prática é outro assunto, com os quais, esses sim, o barqueiro poderá ter considerável grau de concordância com o visado.

 

Espera-se que a compreensão dessa reflexão do barqueiro seja assim melhorada. As desculpas pela possível falta de clareza na elaboração dessa área do artigo..


sinto-me:


Domingo, 21 de Junho de 2009
"Novo Rumo" com "velhos" A.Marinho e... Cabral de Oliveira

"Novo Rumo" com os "velhos" Augusto Marinho e... Cabral de Oliveira

 

Foi apresentado oficialmente o candidato PSD para as próximas eleições autárquicas em Ponte da Barca. Como já tinha sido anunciado há uns meses, o próximo candidato à Câmara Municipal é Augusto Marinho, que até é da Marinha, e já tem alguma experiência nas ditas "lides políticas", quando foi vereador no executivo anterior, pelo mesmo partido.

Feito o enquadramento, importa introduzir a assunto que o barqueiro irá passar a comentar. Comecemos pelo slogan "Novo Rumo p'rá Barca". E comecemos pelo rosto deste PSD actual, o seu presidente, Cabral de Oliveira, que surgiu e tem surgido como rosto deste "novo rumo" que este partido propõe para Ponte da Barca. Cabral de Oliveira, velho "barão" do PSD da Barca que já andou durante vários anos na cadeira do poder, e "Novo Rumo" parecem expressões incompatíveis. Por tudo o que sabemos da sua gestão e pelas histórias que Cabral de Oliveira terá para contar dos seus anos de poder, esta nova cara do partido com a "velha" gente que por lá anda não terá muito por onde pegar no que concerne a comparações de "antes e depois" das passadas eleições". A juntar a tudo isto está o facto de se estar a manifestar, aparentemente, uma certa ideia, em algum eleitorado, que PS e PSD são no fundo partidos muito semelhantes, e que as suas gentes nunca trouxeram as mudanças de gestão e de mentalidade necessárias a uma melhor Ponte da Barca (e até um melhor Portugal)... Como já estamos habituados aos frenesins pré-eleitorias, particularizando para política local, é sempre melhor dizer que se trata de uma ideia "aparente", não vá o barqueiro (muito provavelmente) enganar-se no que diz respeito a muita "massa crítica" que se torna "massa política", ou "politiqueira", quando cheira a eleições. Voltando ao assunto, e como o barqueiro também quer comentar aspectos positivos no meio deste triste cenário, assistiu-se nesta apresentação de Augusto Marinho a uma mudança ligeira de rumo na campanha. Pela primeira vez focalizou-se mais um eventual "novo rumo" que o partido quererá trazer, do que as críticas directas aos muitos "escarros" e "poios" do actual executivo, que tinham dominado a campanha laranja de Cabral até hoje. É certo que é necessário pegar em toda essa "sujeira" para fazer campanha... mas também é certo que o PSD do poder que os barquenses tiveram também tiveram muitos "escarros" e "poios"... talvez seja mesmo melhor explorar esta nova vertente de "novidade", "mudança" e de "novo rumo p'rá Barca", pois talvez seja isso que os barquenses andam à espera há decadas. Se isso vai mesmo acontecer com a eleição de Augusto Marinho, isso já é um assunto que cabe a cada barquense pensar, e tomar a sua conclusão no dia das eleições.

O barqueiro já iniciou essa reflexão, talvez ainda não a tenha terminado porque muito ainda há para assistir... uma conclusão já a tem: chegamos ao ponto de na política barquense, se se quiser votar em alguém, ter que escolher entre o mesmo, um PS que defraudou qualquer esperança que houvesse de mudança, com resultados à vista, e um PSD com gente que já deu um grande contributo, no poder, para a medíocridade que os barquenses sempre viveram e ainda vivem. 

 

 

Neste cenário, poderá ser caso para dizer, numa perspectiva diferente, necessita-se de mais concorrência à presidência da Barca, de preferência alguém novo nestas lides, vindo ou não dos restantes partidos políticos. Outra coisa parece há muito ser certa: não contem com o CDS-PP de Ponte da Barca!... É esta a realidade da nossa terra: políticos "democráticos cristãos de direita", como disse uma vez Paulo Portas, que se "converteram" a "socialistas" (que também tem a sua graça, quando o PS se diz "socialista") para todos estarem, no fim de contas, no "poleiro". Que outra coisa há-se pensar o "povo"?

Voltando ao PSD, resta esperar que Augusto Marinho se revele nos próximos tempos, para ver o que haverá de "novo" naquilo que eles anunciam. E é neste aspecto, que de facto o PS e o PSD locais diferem: o PSD tem um presidente de comissão política, Cabral de Oliveira, que tem até este momento, ofuscado a presença do candidato Augusto Marinho, e o PS tem um presidente de comissão política, Adolfo Pereira, que tem sido totalmente tapado pelo presidente e candidato Vassalo Abreu.

Acabando o assunto, que já vai longo, resta referir a presença da JSD e de José Alfredo Oliveira nesta apresentação do candidato na sede do partido. É positivo ver como a juventude política está próxima dos "mais velhos"... é hilariante ver os "betos" dessa juventude entoando cânticos ao melhor estilo de claque de futebol na vitória política dos seus "mais velhos", relembrando as eleições recentes...

 


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Sábado, 25 de Abril de 2009
Câmara nova, vidas novas?

Câmara nova, vidas novas?

 

Está pronto e a funcionar o novo recinto dos Paços do Concelho. Cor-de-rosa bonito, o novo edifício, dizem os mais entendidos, baseia-se numa arquitectura que é sobretudo funcional, que vai de encontro ao trabalho desenvolvido pelos seus funcionários. Carácter funcional e estéticas à parte, enfim Ponte da Barca possui um novo edifício para a Câmara Municipal, que já há muito estava planeado.

 

 

Agora os serviços camarários não se poderão queixar de falta de condições para satisfazer as necessidades dos barquenses, pois existe um edifício com uma concepção prepositada para tal, além de já possuir o número mais que suficiente de funcionários, como todos saberão. Quanto ao velho edifício, será para receber uma Loja do Cidadão de 2ª geração, com tudo o que isto poderá trazer. Contudo, o baqueiro, e se calhar alguns barquenses, ainda não perceberam se a Loja do Cidadão irá incluir serviços públicos, por exemplo, de Segurança Social e Finanças, com o consequente fecho das repartições actualmente existentes. Seria bom reestruturar estes serviços na vila, até porque de bom funcionamento não se podem propriamente gabar, isto, na modesta opinião do barqueiro. Não duvidando da competência dos funcionários dos serviços referidos (o mau funcionamento, mais que uma questão individual, é organizacional), convém não deixar a salvo do mesmo reparo os funcionários que agora têm novo recinto de trabalho nos novos Paços do Concelho. Tudo isto para o barqueiro chegar ao ponto de revelar a sua esperança em que o funcionamento dos serviços camarários seja, à semelhança das infraestruturas, também ele remodelado. Desde a senhora das limpezas, até ao próprio Presidente de Câmara. De falta de recursos humanos não se poderão queixar, até porque o excesso de funcionários na função pública é um mal antigo do país em geral. E os funcionários poderão até não serem muitos… é mais a desproporcional eficiência. Talvez haja o hábito português de haver mais gente a “chefiar”, que propriamente a executar as funções que lhe seriam devidas para o harmónico funcionamento de um todo, que é uma repatição pública.

Sermões à parte, com a (pseudo) inauguração deste novo edifício, foi lançada também uma barraca. A inauguração é “pseudo”, porque à boa maneira portuguesa, os discursos são óptimos, mas os que belo discursam ainda têm de se arrumar dos “andaimes” na obra supostamente já pronta. Por outro lado foi lançada a barraca, particularmente porque a oposição veio demosntrar publicamente o esbajamento de dinheiro da falada obra. Segundo o executivo o investimento foi de 1,7 milhões de euros. Seguir-se-ão 400 mil euros para o arranjo definitivo do exterior envolvente ao novo edifício, ou seja, destruir aquilo que supostamente é provisório, mas serviu para receber a "pompa e circuntâcia" de uma inauguração de algo ainda não concluído (bem "à portuguesa!", infelizmente). E como é que a fraca oposição que por cá temos vê toda esta situação: "Escândalo!", "gastos mais de meio milhão de euros (113 mil contos) só no fornecimento de mobiliário". Como se pode analisar esta visão de esbanjamento dada pela actual oposição do PSD? Como o barqueiro quer ser imparcial, vai dar 2 visões: uma visão "laranjinha" e uma "rosinha". A "laranjinha": "É verdade! Isto é um escândalo! Andam para aí a gastar rios de dinheiro do Estado... Das duas uma: ou se anda a meter dienheiro ao bolso, ou então o luxo "a bordo" do novo edifício deve ser grande!". Se quiser ser "rosinha": "Aqui ninguém mete ao bolso o dinheiro dos contribuintes! Temos é um bom edifício, e a qualidade do equipamento não deve ficar atrás! Assim ficamos todos bem: nós, os do poder estamos bem instalados, e vós, os da oposição, também, até porque temos que receber aqui as vossas "visitas"...". Ninguém ficará a perder... A não ser, de facto, o povo, que mais uma vez foi pisado pelos "elefantes" políticos...

A propósito da oposição, particularmente o PSD, que apesar de não parecer querer novamnete o poleiro, é a maior força da oposição, optou agora por explorar os rios de dinheiro que têm sido gastos pelo actual executivo. Argumentos não lhes faltam: "Dívida perto dos 10 milhões de euros" e "aumento de 68% da dívida em 3 anos". Parece que pelo menos tomaram um rumo, uma linha de crítica ao executivo actual. Falta juntar as propostas de mudança, os planos, os projectos, para que possam pelo menos mostrar intenções de fzaer algo novo pelos eleitores. Estamos cá para ver... Pelo menos já houve alguma mudança de rumo, tendo em conta que os artigos do PSD habitualmente assinados como "A Comissão Política da Secção de Ponte da Barca do PSD" passaram a ser assinados por 5 indivíduos, com o nome "António Cabral de Oliveira" à cabeça. Convém lembrar aos eleitores (e depois não se diga que o barqueiro não presta serviço público) que aquele que supostamente é o candidato autárquico surge em 4º lugar na lista das assinaturas, e dá-se pelo nome de "Augusto Manuel dos Reis Marinho"...

 

 


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Domingo, 29 de Março de 2009
"Putos" dão uma ajudinha aos maiores

“Putos” dão uma ajudinha aos maiores

 

Finalmente existe também uma juventude política em Ponte da Barca do partido socialista. A direcção da JS, que antes só existia na prática, passa agora também a existir do ponto de vista formal. Encabeçada pelo já conhecido José Pedro Amaral, que escrevia as “Notas Relevantes” semanalmente no “Notícias da Barca”, a direcção tomou posse no dia 14 de Março. Espera-se que os seus membros, ainda frescos nestas lides políticas, cumpram o seu papel, e que a promessa feita pelo líder, de promover uma maior participação e interesse dos jovens pela política local, se faça cumprir. Espera-se que o desaparecimento de José Amaral dos jornais locais, com os artigos de opinião, a partir do momento em que se constituiu a JS, não seja um presságio de que estes jovens se estejam a tornar nos muitos políticos que já temos: prometem e discursam, mas quando atingem a cadeira do poder logo essas “boas intenções” passam para segundo plano. Espera-se que a JS não seja apenas um meio de promoção e de propaganda do PS e dos “adultos” que dele fazem parte.

 

 

Pelos lados da JSD a vida lá continua: organização de reuniões e debates. Desta vez os “putos” laranjas promoveram um curso de formação política intitulado “Falar Claro”. Espera-se que o curso tenha servido de alguma coisa, não só para os jovens interessados na política, como para os “adultos” que nela andam. Augusto Marinho esteve presente, e a julgar pelas suas palavras, o curso já teve alguma utilidade. Isto porque, este próximo candidato à presidência da Câmara pelo PSD tem estado de certa forma, “apagado”. Tendo em conta que ele nunca se chegou a “acender”, ou seja, a se assumir ele próprio como alternativa para as próximas eleições, as expressões “firmeza” e “lutar pela verdade”, por ele proferidas, ficam-lhe bem. Poderá ser o início da afirmação da sua personalidade como candidato a líder de Câmara, isto porque tem estado apenas na sombra de Cabral de Oliveira, o líder da Comissão política. Daí que o barqueiro julgue que este curso de formação política já esteja a fazer bem ao candidato. Não é o “dinossauro político” Cabral de Oliveira que deve chagar-se à frente, é sim Augusto Marinho. No meio de toda esta confusão nos “adultos” do PSD, talvez seja a hora dos “putos” ensinarem a Augusto Marinho que ele tem que transmitir uma imagem de liderança aos barquenses, e mais do que isso, tem que fazer oposição, que é algo que parece que o PSD não está habituado a fazer… Quanto a Cabral de Oliveira, talvez seja a hora de saber respeitar pelo menos aqueles que militam pelo mesmo partido que o seu.

 

 


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Quarta-feira, 6 de Agosto de 2008
Oposições confusas

Oposições confusas

 

Começando pelos mais novos, a JSD fez uma visita à Ermida. Apesar de jovens, revelaram que talvez ainda tenham algumas raízes profundas sediadas no passado, numa direita feita de “barões”. Tudo isto porque lê-se no artigo divulgado pelos mesmos que “foi com o entusiasmo do autarca que propositadamente abriu o Museu ao visitantes e puderam conhecer as peças que os compõem…”. Não que seja o português que esteja bem ou mal redigido, mas porque até dá a entender que o Museu da Ermida, onde estão alguns achados com milhares de anos, só foi aberto por se tratarem de tão ilustres figuras, como se ser ilustre perante os outros fosse uma qualidade de bom político. Primeiro: o Museu encontra-se infelizmente fechado, até porque o poder político nunca se terá importado de o abrir em permanência, mas o facto é que quem quiser visitar o Museu poderá faze-lo, ainda que pedindo pelas chaves às gentes acolhedoras da Ermida. Segundo: ser-se ilustre como político não deverá ser uma qualidade do político, mas apenas consequência de outras muitas qualidades que deverá ter. Porém, como ainda se tratam de jovens, e andam por aí muitos adultos da política que erram de igual forma, fica a nota de que nem tudo é mau. Os jovens têm alertado para o facto da água do rio Lima ter tido análises que revelavam má qualidade em 2006, e que a ausência de análises deste ano deverá preocupar tanto os políticos no poder como os barquenses que lá se banham.

Mas como a seguir a algo acertado, bem quase sempre algo de errado, o PSD, desta vez na secção dos fisicamente mais crescidos, teve uma espécie de comício com Pedro Passos Coelho. Para além do êxtase inerente a uma figura nacional, a noite deve ter tido o seu apogeu quando o nome de Augusto Marinho correu pelos ouvidos como um perfil adequado para candidato a Presidente da Câmara Municipal. A primeira noite de êxtase do PSD após as últimas eleições? Talvez, tendo em conta que Passos Coelho tem um discurso com soluções milagrosas para tudo, até pelo que contrastou com a visão de Ferreira Leite, devendo ter conseguido incendiar a plateia presente.

Do outro lado, lá mais para a esquerda, o líder do Bloco de Esquerda António Rocha, quebrou o blackout para com o “O Povo da Barca” que já durava há… meses. Tudo tinha começado com a longa ausência de comentários escritos deste líder para esse jornal, segundo o próprio por motivos pessoais. A bomba explodiu quando no recomeço desses comentários “O Povo da Barca” não respeitou a sua posição de líder de um partido político, colocando o seu artigo na secção de “Correio do Leitor”. António Rocha expressou a discriminação grave a que foi sujeito, e o caso parece que tinha terminado por ali, com prejuízo da imagem do jornal e do seu director. Mas estamos em Ponte da Barca, e numa terra com 2 jornais apenas, o líder de um partido não se poderia dar ao luxo de manter um “corte de relações” por mais do que alguns meses com um desses jornais após ser politicamente discriminado. Será ou não será assim? Questões complexas de uma terra onde tudo é um jogo de intrincadas redes e conflitos.

 

 

 


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Domingo, 25 de Novembro de 2007
Meninos jsd "atinadinhos"
Meninos jsd "atinadinhos"

Desde a sua criação que a JSD de Ponte da Barca pouco ou nada tem dito de positivo acerca do principal partido da oposição. E claro, como mandam os "pergaminhos" políticos, se teu adversário está no "poleiro", eles não fazem "nada de jeito". Depois desta breve história da actividade da juventude "laranja" em Ponte da Barca, nem tudo é negativo, atenção! A JSD leva Ponte da Barca aos grandes palcos políticos nacionais, tendo o seu momento alto quando o seu presidente "deu show" no Congresso Nacional do PSD. Apesar das 3 palavras chave desse congresso (Menezes, Santana e XXX) fazerem prever um dos piores congressos do partido e azar para os jovens representantes de Ponte da Barca presentes, não se deixaram assustar e apresentaram com sucesso um plano pelo desenvolvimento do Minho. Surpreenderam, dizem, e ainda bem por Ponte da Barca.

Agora, depois do seu momento alto, José Alfredo Oliveira e seus jovens seguidores surpreenderam mais uma vez, revelando que querem dar continuidade ao seu bom comportamento. De forma muito "atinadinha" vieram apresentar um artigo público onde manifestam a sua "satisfação" para com os recentes acontecimentos em Ponte da Barca: a badalada inauguração do Complexo Desportivo da Praia Fluvial. Lembram ainda de forma gentil, para contribuir para o bem de todos os barquenses, ao executivo camarário que a zona envolvente ao Pavilhão Desportivo Municipal está, por outras palavras, uma vergonha. Muito bem observado!  Dão o sinal que estão atentos, meninos. Mas como não podia deixar de ser, como tipicamente os miúdos se comportam, vêm lembrar que foram eles (o PSD)  que tiveram essa ideia primeiro: "dando execução aos projectos deixados (...) pelo ex Vereador do Desporto Dr. Augusto Marinho." Além disso lembram ao actual executivo que não é preciso irem fazer projectos para renovar a zona do Pavilhão Municipal, pois é só dar "execução aos projectos deixados pelo anterior executivo do PSD no GTL.". Mais uma vez mostram a sua excelente visão: como os políticos gostam muito de papelada, gastando muito papel para poucos desses papéis darem resultados, que este executivo não se lembre de gastar mais papel em projectos. Como os meninos já devem ter aprendido na escola, assim como todos os outros meninos que não sejam da JSD, estragar papel é o mesmo que derrubar florestas.

O barqueiro, e todos os barquenses, terão muito gosto em que os meninos continuem "atinadinhos" como tê demonstrado nos últimos tempos, já que "atinadinhos" é algo que vai faltando.


sinto-me:

talhado por o barqueiro às 09:55
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