Quarta-feira, 6 de Agosto de 2008
Política urbana e rodoviária

Política urbana e rodoviária

 

Nos últimos tempos tem-se assistido a uma grande preocupação dos políticos locais com o urbanismo da nossa bela vila. Claro que essa preocupação só é benéfica para Ponte da Barca. Mas o barqueiro acrescenta mais algumas farpas a esta “festa urbana” protagonizada pelos políticos locais. Onde estavam essas preocupações quando o último dos muitos escarros urbanos barquenses começou a ser construído? Sim, esse mesmo, o “poio”, aquele que está lá empoleirado no postal turístico da vila, acima da igreja e junto ao campo de futebol, bem lá no alto. Onde estavam os políticos do PS que agora andam a assinar protocolos de ordenamento de território com Arcos de Valdevez? Onde estava a oposição que agora, talvez depois do “poio” ser neste blog denunciado, se preocupa tanto com o enquadramento urbano e destino dos terrenos junto à entrada nascente em construção? Este blog sabe onde estes protagonistas estavam: a trabalhar e a desempenhar as suas funções governativas do concelho. Agora se essas funções estavam a ser bem desempenhadas, isso já é outra questão. Esta “cegueira” para casos como o “poio”, dever-se-á a incompetência pura e simples? Dever-se-á ao protagonismo e importância “lobielesca” dos senhores que constroem tais “poios”? São só questões em forma de hipóteses, que escapam ao comum dos barquenses, como é o caso do barqueiro, e que querem simplesmente o melhor, e não o pior, para a terra. Que fique apenas a nota de que um simples “poio” de animal doméstico na via pública é punível com multas de cerca de 500€ em alguns concelhos. E isto vindo de um simples canito ou gatinho. Vindo de alguém que ainda por cima é humano, e tem consciência de onde é que está a “defecar”, deveria ser muito mais penalizado, uma vez que nem sancionado é.

 

 

Mas nem tudo é mau. Nesta onda “urbanística” dos políticos, foi recentemente assinado o protocolo de Ordenamento do Território entre Ponte da Barca e Arcos de Valdevez. Independentemente de todos sabermos que Arcos de Valdevez vai bastante mais à frente em desenvolvimento, a construção integrada e conjunta de um centro urbano no Alto – Minho prova que os políticos destas terras têm alguma visão (aplica-se até a frase feita “só são burros quando querem”). Além disso as movimentações políticas recentes a nível rodoviário dentam também boa estratégia e visão, particularmente nas obras da entrada nascente, de acesso ao IC 28, e nos estudo que estão a decorrer para a melhoria das ligações via EN 101 a Braga e construção do IC 28 até Lindoso (já que o projecto do “gargalo” de Lindoso foi apenas virtual).

 

 


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Domingo, 11 de Maio de 2008
Ponte da Barca vai frequentar “aulas de desenvolvimento”

Ponte da Barca vai frequentar “aulas de desenvolvimento”

 

 

Oficialmente ou teoricamente Ponte da Barca e Arcos de Valdevez “estreitam relações para potenciar desenvolvimento”. É isso que vem noticiado. Os municípios vão apresentar projectos conjuntos ao QREN. “Projectos de regeneração Urbana e um plano de urbanização estão em cima da mesa”. E Ponte da Barca sabe tratar do seu urbanismo? Projectos de regeneração Urbana? Não serão projectos de demolição seguidos de projectos de construção? É que se não é a única, há-de ser das poucas soluções para o urbanismo da vila. Estamos em 2008, e Ponte da Barca continua a crescer para dentro, ou seja, constrói dentro do seu perímetro urbano que quase não se alarga. Já Arcos de Valdevez cresce para fora, ou seja, alarga o seu perímetro urbano. E nos próximos anos isso será ainda mais evidente para os barquenses. Arcos de Valdevez crescerá ao longo, como já está a acontecer, da sua entrada sul, que está a ser requalificada de raiz. O Inter Marche, nova superfície comercial e mais umas quantas lojas anexas, já foram publicitadas na abertura como sendo para servir Arcos de Valdevez e Ponte da Barca. A sua localização diz isso mesmo. A este ritmo, a noção de que Arcos de Valdevez, e o seu perímetro urbano, está a crescer, e em direcção a Ponte da Barca, será cada vez mais evidente. Aliás, essa mesma campanha publicitária já chegou a muitos barquenses como sendo uma superfície superficial para os barquenses, mas no concelho de Arcos de Valdevez. O facto de que nenhuma superfície comercial “medra” ou “medrará” no nosso concelho é, assim, um dado adquirido para os seus habitantes. O que nos resta agora? Talvez Ponte da Barca ir “frequentar” umas aulas de desenvolvimento com Arcos de Valdevez, nestes projectos conjuntos. Talvez agradecer à falta de visão e capacidade demonstradas até agora pelos políticos que vão passando pelo poder? Talvez agradecer aos “lobbies”, esses “magnatas” da economia local, que foram apodrecendo de dentro para fora, tornado os nossos solos “inférteis” para investimentos exteriores, de maiores dimensões e de maior potencial de desenvolvimento? Talvez reste agora ir comprar alguma coisa para o jantar aos supermercados de Arcos de Valdevez.

 


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Domingo, 27 de Abril de 2008
Multiplicam-se os “tachos múltiplos” por cada político

Multiplicam-se os “tachos múltiplos” por cada político


Este comentário não se especificamente a personalidades políticas de Ponte da Barca, mas por extensão, noutras áreas que não a deste artigo, até pode. De qualquer forma, falemos da constituição de mais uma empresa intermunicipal, a “VALICOM”. Não é que não seja necessária. Os seus objectivos demonstram a sua necessidade: construir e gerir a rede comunitária “Valimar NET”. No fundo representa mais e melhor acesso a recursos multimédia por parte das populações dos 6 municípios Valimar, dos quais se inclui Ponte da Barca. Na Era da Informação, é essencial o acesso a pacotes de Internet ADSL, televisão (de alta-definição e aluguer de vídeo em casa), telefone e telemóvel. O melhor de tudo isto é que os do costume, como é o caso do Presidente de Câmara de Ponte de Lima, Daniel Campelo, e ainda mais do Presidente da Câmara de Arcos de Valdevez, Francisco Araújo, lá estão, nestes casos específicos na Mesa da Assembleia desta empresa. Para além destes “do costume”, Ponte da Barca, que “nada” tem, perde mais uma oportunidade de ter por cá “alguma coisa”, como é o caso da sede desta “Valicom”, que irá ir para o Centro de Incubação de Empresas de base Tecnológica, a ser construído em Guilhadezes, Arcos de Valdevez.


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Sábado, 16 de Fevereiro de 2008
Um Grande barqueiro: Fernando Araújo

Um Grande barqueiro: Fernando Araújo


É mais um barqueiro que sabe guiar o nome de Ponte da Barca pelas águas do sucesso como poucos. Fernando Araújo é um jovem jogador barquense de râguebi, que vem sendo destacado nos jornais locais, e que tem o privilégio, e sobretudo o mérito, de representar a selecção Portuguesa de Râguebi, modalidade popularizada sobretudo neste último mundial através da nossa equipa dos “Lobos”. O seu bom trabalho, qualidade, e dedicação neste desporto têm-lhe valido presenças em selecções nacionais mais jovens, e desta última contou com mais uma internacionalização, na selecção sub-18, na Irlanda, contra a equipa do Leinster.


Para além de ser um exemplo de sucesso, é também o reflexo de que Ponte da Barca, apesar do atraso em quase todas as áreas, possui qualidade e “matéria-prima”, ou seja, pessoas capazes de se destacarem numa determinada área. Nem que para isso tenham que sair do seu concelho para desenvolverem as suas potencialidades e capacidades, como é o caso deste jovem jogador, que actua na equipa do CRAV, em Arcos de Valdevez. E é assim que as terras, tendo pessoas capazes, ficam para trás, só porque “forças misteriosas” as afastam ou impedem a expressão do seu potencial.

Para o Fernando Araújo, ou “Nandini”, como é conhecido, os maiores desejos de sucesso e elogios, de um blog de “má-língua” sem crédito, que tem aqui o maior prazer em quebrar a sua própria definição.


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Porquê "Lima Internacional"?

Porquê "Lima Internacional"?


Em 28 de Janeiro decorreu uma reunião entre os autarcas de Ponte da Barca, Arcos de Valdevez, Entrimo e Lóbios, apelidada de “Lima Internacional (Lima a quatro)”. A ideia é bem pensada. Já há muito que deveria existir um programa de cooperação entre concelhos vizinhos, que partilham entre si belezas naturais como o rio Lima e o Parque Nacional Peneda – Gerês, uma vez que para o património natural não existem fronteiras. O seu funcionamento e gestão como um todo são essenciais. Mas, segundo aquilo que foi divulgado aos barquenses através da comunicação, pouco se discutiu, pouco se definiu, pouco, na essência, os barquenses ficaram a saber o que resultará deste plano de cooperação. Apenas é informado, nos dois jornais locais, algo tão vago como a cooperação em estratégias de desenvolvimento e gestão do rio Lima, do ambiente e do turismo, da área formada por estes 4 concelhos, e ainda a intenção de executar o resto do projecto do IC 28 até à fronteira em Lindoso. Mais, no fundamental da informação que os barquenses podem ter acesso, é inexistente.

Esperemos que finalmente haja algum conteúdo e futuro neste novo projecto em que Ponte da Barca se envolve, e que não tenha sido apenas uma bonita reunião de líderes no também bonito centro histórico barquense. No fundo, que não tenha sido só para obrigar o senhor da foto a passar a rua devido ao passeio cheio de líderes concelhios.   


 

 


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Quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2008
O poder do conhecimento

O poder do conhecimento


O sociólogo Pedro Costa vem mais uma vez, desta vez na edição de 26 de Janeiro do “Notícias da Barca”, quebrar uma paisagem de fraca qualidade de opiniões e conteúdos da grande fatia dos que escrevem para os jornais locais. Desta vez vem abordar o principal problema do atraso português de forma geral face ao mundo globalizado. E deixa a pergunta: “Atendendo ao facto de atravessarmos a “Era da globalização informatizada” e ao facto de competirmos num mercado global tão exigente, como é possível que os índices individuais de conhecimento e informação sejam ainda tão baixos nos portugueses?”. E o que é mais preocupante é que esse tipo de problemas afectam os portugueses desde a classe social mais baixa (se é que nos devíamos dividir em classes sociais) até às classes que ocupam posições de direcção, gestão e decisão.

Aplicando estas visões de um nível global à situação concelhia, os resultados e análises não são, como se pode prever, animadores. Em concreto analisa a situação do parque imóvel de Ponte da Barca em comparação com Arcos de Valdevez. Segundo a sua análise, Ponte da Barca tem privilegiado construções novas demasiado chegadas ao eixo urbano, feitas por construtores da terra, promovendo-se a prática de baixos preços. Arcos de Valdevez tem construído em circulo à volta do eixo urbano, alargando o perímetro habitável da vila, por construtores maioritariamente de fora ignorando os preços praticados. O resultado é que em Arcos de Valdevez o aumento de preços tornou o sector da construção apetecível, multiplicando-se os serviços ligados à construção, aumentando-se os empregos e atracção de investimento e negócio. A qualidade atraiu o preço alto e ao mesmo tempo os investidores.

E em Ponte da Barca? A potencialidade de expansão do perímetro urbano está muito limitada. “Enquanto isso, ao fechar a porta aos construtores de fora, fechou-se num círculo de construtores limitados nas redes relacionais, com pouca visão estratégica e pouco adeptos da qualidade de construção.” E assim está explicado mais um dos grandes problemas que sempre assombrou o concelho: o “lobbie” da construção civil. É um problema que ainda nenhum executivo conseguiu erradicar. É esse talvez o maior parasita da política. Em vez de se acabar com o cancro dos lobbies de construção, continua-se a ver políticos unicamente a “falar bonito” quando acerca desse assunto. Inclusive a oposição actual do executivo camarário demonstrou recentemente, pelo menos, incompetência no que toca ao assunto da construção. Ainda não tinham havido nenhuns “toques” a nível noticioso e público acerca do “poio” que está a ser construído numa zona alta da vila, e que certamente irá dar belos postais da vila barquense, com a ponte, o rio, a zona histórica, a igreja matriz e agora o “poio”. Nenhuns a não ser o “toque” do barqueiro, em “primeira mão”, como se poderia dizer, num blogue sem credibilidade e muito fraquinho, como diz o “gato” (em http://nadasobreabarca.blogs.sapo.pt/41759.html). Sem mais rodeios, foi recentemente a vereadora Olinda Barbosa, nos jornais, que veio tentar “ensinar” Vassalo Abreu a administrar, e que fala com uma bonita metáfora, do tal “poio” urbanístico e turístico. É triste, que após o primeiro “toque”, já tardio, no assunto por um blogue não credível preceda uma ainda mais tardia intervenção da oposição na opinião pública. E daqui fica a questão: já que os vereadores da oposição também fazem parte do executivo, onde estava a oposição quando se começou a construir o “poio”? Terão sequer alertado o partido no poder que permitiu que ele fosse “cagado”? Ou será que agora que ele já está quase acabado, é que começou a ser detectado pelos “narizes” dos barquenses?

 

     


 


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