Quarta-feira, 11 de Junho de 2008
Da toura de Salvador à aparição no Barral

Volta à imprensa barquense em ... algumas linhas

Da toura de Salvador à aparição no Barral

 

Nos últimos tempos, a imprensa concelhia tem mostrado níveis de qualidade tipicamente "barcalhoeiros". Não que estejamos habituados a níveis de qualidade elevados... Mas desta vez... Bem... O barqueiro nem consegue traduzir as suas emoções em texto... É um misto de emoções que nunca tinha sentido. Propõe-se assim que façamos a alucinante viagem pela imprensa. Temos de tudo: desde análises politico-económicas internacionais até a discussões entre vizinhos. É só escolher,  freguês!

 

Comecemos por cima: a análise do panorama internacional. Foi através de um artigo recente do correio do leitor do "O Povo da Barca", por António Maria Gonçalves Araújo, que o povo concelhio teve oportunidade de reflectir acerca da crise mundial na economia. Ficamos a saber que "compramos cerca do dobro da comida que vendemos ao estrangeiro (...)". Segundo ele a política da UE serve de apoio ao "abate de barcos de pesca" e manutenção das terras "de velho". Soluções propostas: direccionar os novos apoios comunitários para produzir mais cereais, carne e peixe; "apoiar o desenvolvimento rural" e, imagine-se a "agricultura de subsistência" para cada família. Em conclusão, fico o apelo ao retorno à economia rural que Portugal já viveu, e com isto Portugal ficaria arredado de vez de uma competitividade económica internacional, que se quer de grande escala e de grande inovação para fazer frente a países de grande poderio. Mas o melhor, é que ficámos a saber que, segundo palavras suas,

"Touvedo-Salvador, cheia de água, campos cheinhos de pasto verde, (...) possui somente uma toura como exemplar bovino!". Ora isto é que é pena. Uma única toura em Touvedo Salvador. É caso para dizer que já não há touras como antigamente... Uma recente reportagem vem dizer que a prioridade da gestão política para a freguesia é a "satisfação de necessidades básicas". Será que passará por importar touras de outras freguesias?

 

Passemos também, como não poderia deixar de ser, pela Assembleia Municipal. Lino Ventura, o presidente da junta de freguesia de Lavradas, foi mais uma vez fazer uma birra para o Presidente de Câmara Vassalo Abreu: "Dá-me uma ponte já!". Segundo palavras suas na assembleia, a Câmara não está a "fazer o trabalho de casa". Mais uma prova de que isto de ser político é em muitas partes parecido com o ser criança.  Até no aspecto de ser enganado por um presidente de câmara que promete uma ponte, sendo que uma obra como essa não passa directamente pelos seus poderes, e além disso, chega-se ao ponto de se acreditar que se vai gastar milhões de euros numa obra rodoviária numa freguesia rural, existindo semelhante estrutura a poucos quilómetros, na vila. Abra os olhos senhor presidente! Conhece o Azevedo? É um senhor que queria que construíssem o novo aeroporto internacional de Lisboa no seu quintal, na região de Bragança...

 

 

 

Passemos à religião, algo que também tem grande importância nestas paragens... O habitual correspondente das actividades religiosas, Manuel Cerqueira Soares, vem falar do padre de Lavradas, António Brito, e da D. Celeste. Vem dizer que queria colocar a Nossa Senhora no local do costume, como se faz em Outubro. O padre não deixou, porque não tinha autorização do bispo. E conclui: "A igreja acabou por ficar vazia uma vez que nada se fez, tanto que a D. Celeste também nada fez.". E daí? Esta situação vivenciada por 3 individuos, que interesse público tem para cair no "Notícias da Barca"? Serão conversas intersectadas pelo jornal? Srá alguma mensagem encriptada?

 

Algo de ainda mais pessoal, uma desavença entre pessoas da mesma freguesia, talvez vizinhos, veio também parar ao mesmo jornal. Como se não bastasse a velocidade impressionante com que os boatos e informações da vida alheia se propagam através das "línguas" mais irrequietas, alguém que se assinou como r. g. g. vinga-se de alegados boatos contra si em pleno jornal, espaço público de informação. Refere os nomes de 2 pessoas e inclusive o local de residência, para que ainda mais pessoas fiquem a saber deste contra-boato, relativamente ao número de conhecedores do alegado boato inicial. Algumas destas respostas aos boatos em pleno espaço público incluem: "(...) sois assim tão analfabetos?"; "(...) como conseguis dormir com tanta maldade nos ossos."; ou ainda mais grave, "(...) pensais que também o enganais a Ele (o Senhor)?". É que ainda por cima mete-se o "Senhor" ao barulho, e com certeza que nem ele nem ninguém gostaria de estar no meio disto!

 

Por fim: Barral, até Nossa Senhora de Fátima por lá já passou! Augusta Gabriel, figura da política barquense, vem nas suas "Reflexões", no "O Povo da Barca", fazer uma homenagem à sua terra natal, o Barral, através da divulgação da origem do hino da Senhora da Paz e da Capela lá situada. Tudo isto teve origem na aparição de Nossa Senhora de Fátima ao pastor Severino, 3 dias antes da aparição aos pastorinhos, em Fátima. Isto representa um avivar de memórias para o saber dos barquenses sobre as suas terras, e, para além disso, mais dados para os investigadores de aparições: Nossa Senhora poderá ter aparecido em Fátima vinda do norte de Portugal, pois 3 dias antes esteve, imagine-se, no Barral. Não se tenciona questionar as fontes destas informações. Apenas reflectir sobre a lógica de Nossa Senhora ter aparecido sempre a pastores, e em locais algo "fora de mão" para o comum viajante. Reflectir também acerca da "maldade" em Nossa Senhora aparecer a 3 pastorinhos 3 dias depois, abafando mediaticamente a aparição no Barral, perdendo-se quiçá a oportunidade do Barral se ter tornado a capital do Turismo religioso. Fica também mais uma prova de que o pequeno lugar do Barral é um dos locais mais especiais e peculiares do concelho. Mas disso, já muita gente sabia...  

 

 

 


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Domingo, 9 de Dezembro de 2007
"Associação Desportiva em Grande..." se estivéssemos há quase dois meses atrás

"Associação Desportiva em Grande..." se estivéssemos há quase dois meses atrás

 

Mais um triste cenário em Ponte da Barca, o da Associação Desportiva no campeonato Distrital de Viana do Castelo. Nas últimas notícias do “Notícias da Barca”, aparece o título “Associação Desportiva em grande…”. Estranho, assim à primeira vista, pois até agora decorridas 9 jornadas conta com 8 pontos. Há que realçar que o objectivo desportivo da Associação Desportiva não tem sido a manutenção nesta Divisão de Honra de Viana do Castelo, apesar de fazer parecer que sim. Por isso a grandiosidade do feito tem pouco de “grande”, infelizmente. Numa leitura mais atenta, vemos que esse título se refere à vitória em frente a um dos clubes do grupo da frente do campeonato. Mas mais do que se vencer um clube bem classificado, trata-se de vencer a equipa vizinha de Ponte do Lima. É bem conhecida a tradição rival, por vezes até em aspectos mesquinhos, que leva a uma competição entre as gentes de Ponte da Barca e os vizinhos. Como já há algum tempo foi dito neste blog, o concelho de Arcos de Valdevez foi sempre um grande “rival” do nosso, e vice-versa. Mas infelizmente, em poucos ou nenhuns “duelos” Ponte da Barca consegue vencer. Com o concelho de Ponte do Lima passa-se algo semelhante. E essa “combatividade” que corre no sangue de muitos barquenses revela-se no futebol, como em muitos outros aspectos para além dos desportivos. Uma vitória frente aos “Limianos” vale uma época, e se o clube “Atlético de Valdevez” também competisse nestes campeonatos, duas vitórias aos dois rivais por época deveria valer por duas épocas ou mais. Não é neste caminho que se deve “correr”, e não só no desporto, como se fala atrás. O atraso em muitos aspectos de Ponte da Barca em relação aos “vizinhos” deveria sim servir para abrir os “olhos”. Mas nada disso. Continuemos então a querer ser os “melhores da nossa aldeia”, pois é isso que nos faz sentir realmente grandes.



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Domingo, 4 de Novembro de 2007
proposta melhor apoio social

Proposta para um melhor apoio social no concelho

Para não dizerem que é "só deitar a baixo"

Depois de uma breve revisão pela actualidade barquense na imprensa regional, deparamo-nos com uma ilustre celebração: o Dia da Misericórdia. Como sempre, tudo o que envolve a instituição da Santa Casa da Misericórdia tem um toque de classe, perfeição e nobreza. É uma instituição, que ao contrário de todas as outras, usufrui de todas estas e ainda mais características exemplares, que lhe permitirão ser um caso de excepção no que toca às opiniões das várias figuras da política e sociedade em geral, estando imune a críticas ou apontamentos menos bons. Aliás, nas edições jornalísticas em que foi destacado o assunto do Dia da Misericórdia, algumas figuras políticas deram continuação ao tipo de ilustres e nobres comentários a que essa instituição já está habituada, dentro do nosso concelho. Mas, nos tempos que correm, já não se basta ser nobre para se ser imune aos problemas, e António Bouças reafirmou mais uma vez as dificuldades financeiras da Santa Casa de Ponte da Barca.

 

Por outro lado vemos, em “O Povo da Barca”, que existe um caso de sucesso no que ao aspecto financeiro diz respeito em Ponte da Barca: a Capela de S. Bartolomeu. Após o balanço deste ano, o “cofre” desta capela amealhou, após todas as despesas, um total de 8. 737 €. O saldo até é maior que o do ano passado, e atendendo a que as despesas têm sido poucas relativamente ao total amealhado, este dinheiro fica ali, no “cofre” de S. Bartolomeu, sem o santo saber o que lhe fazer.

A proposta deste blog é que se faça uma parceria entre a lucrativa capela de S. Bartolomeu e a Santa Casa de Ponte da Barca. E para quê? Para que o lucro anual da “capelinha” ajude a melhorar a situação da Santa Casa da Misericórdia… mas não para ajudar a melhorar as finanças da instituição, como estará a pensar. Como este blog não tem tradição de fazer bonitos discursos acerca da “nobre” instituição da Santa Casa, como todas as figuras do concelho gostam de fazer, o dinheiro da capelinha poderia sim ser doado como ajuda àquelas famílias que se têm queixado nos jornais, para que as suas carências sociais e de saúde pudessem ser atendidas pelos serviços desta “mui nobre” instituição. Pois é! É que os protestos que algumas famílias já fizeram nos jornais não deveriam fazer ninguém esquecer que, ao contrário do que as personalidades da Santa Casa dizem, o maior problema não são os “problemas financeiros” ou a “empregabilidade”. Os maiores problemas que a instituição deveria tentar combater eram a infeliz necessidade de cada uma dessas famílias e de cada um de nós ter que ter poder económico para se poder usufruir da prestação de cuidados de saúde e sociais dignos e de uma velhice com qualidade e bem estar. São realidades que deveriam ser preocupação inclusive a nível nacional. E quanto à capelinha de S. Bartolomeu, ela é o exemplo de que até um pequeno local de culto religioso consegue grandes lucros, e o espelho de que uma das maiores indústrias existentes é a Igreja Católica.

 


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