Sábado, 8 de Agosto de 2009
Dossier Autárquicas 2009

Dossier Autárquicas 2009

 

As épocas eleitorais estão à porta, como já todos se aperceberam pelas "abelhinhas loucas " que começam a pairar por aqui e por ali. Falando em particular das autárquicas, que mais directamente dizem respeito ao nosso concelho, é mais um dos momentos cruciais para o futuro de Ponte da Barca. O que é verdade é que em todos estes anos de democracia nenhum acto eleitoral quebrou a mediocridade pela qual a gestão autárquica se tem caracterizado, apesar do poder que o voto pode ter.

Por que será que o voto do cidadão barquense não tem esse poder de manifestar o descontentamento e a pretensão de um rumo diferente? Os políticos certamente escapariam à questão, dizendo algo como "o povo é soberano; a sua decisão deve ser respeitada". Não discordando desta "costela democrática" que todos se gabam de ter, o barqueiro arrisca-se a avançar uma hipótese para a falta de utilidade do voto. Infelizmente a resposta poderá estar neste blog, nas secções de comentários a artigos. Basta ler muitos dos últimos comentários, para ver algumas das tais "abelhinhas". São as "abelhinhas" que durante quase todo o mandato andam silenciosas e recolhidas às suas "colmeias", são até capazes de dizer "ámen" à velha máxima de que "são todos iguais, os políticos" na conversa de esquina, e só elas parecem realmente saber a receita para um concelho melhor e para o bem, e só o bem, de todos os barquenses. Só quando cheira a eleições e época de propaganda é que se começam a ver, por aqui e por ali, apoiando ferverosamente as medíocres forças políticas de "sempre". E é mais ou menos assim que se vai perpetuando a política que temos: a da espiral "poder-dinheiro-poder", como já disse o bastonário Marinho Pinto.

É basicamente esta a base do descontentamento político do barqueiro, e pelo qual tenta fazer crítica e opinião num blog. Sendo um blog, trata-se também de um espaço aberto a todos os que pela net navegam. Tudo é permitido, desde opiniões políticas, sociais, económicas, gastronómicas, elogios, críticas, até falar sobre a "apanha da nêspera". Como sabem, este não é blog partidário, por isso, no que toca a propaganda as "abelhinhas" vieram bater à porta errada. Mas como o barqueiro não gostaria de apagar material deixado pelos seus leitores, a partir de agora, todo o material "propagandístico" será reencaminhado para o post/ artigo "A Colmeia das Abelhinhas".

 

Arrumadas que estão as "abelhinhas", passemos à opinião do barqueiro acerca dos partidos candidatos.

 

Augusto Mariiii... ou Cabral de Oliveira?

 

A dúvida deveria ter sido desfeita no dia 20 de Junho, no jantar de apresentação oficial do candidato à presidência da Câmara pelo PSD. Parece que o candidato oficial, segundo aquilo que mais de 500 pessoas entenderam, de entre apoiantes e jornalistas, é mesmo Augusto Marinho. No cartaz de propaganda, quem realmente aparece é ele, ou o pelo menos o seu clone em Photoshop. O discurso parece assentar na mesma base que o  "mestre" Cabral tinha construído até aí, principalmente através dos seus artigos de "ressuscitação política" nos jornais locais. A "mordaça", o "despesismo", o "hipotecar do futuro" e a "bufaria" são basicamente os pilares em que assenta o discurso feito em relação ao partido opositor no poder. Com eles, e segundos eles próprios, tudo isso acabará, e o desenvolvimento do concelho arrancará. Só ainda não se sabe bem como. Esperemos pelo programa eleitoral que propõem para os barquenses, já que projectos concretos de governação infelizmente ainda não foram devidamente revelados. Uma coisa desde já se pode concluir em relação a estes "novos" pretendentes ao poder (se é que se pode chamar de "novos"!): são extremamente católicos, visto que o velho ensinamento do pároco "não olhes para o que eu faço, olha para o que eu digo" se lhes aplica na perfeição. Toda esta "velha malta", que se quer disfarçar de "nova", sabe apontar muitos dos defeitos do actual executivo, só que muitos desses defeitos foram também seus quando passaram pelo poder. Sim, porque parecendo que não, toda esta "malta" já esteve no poder e tem a sua quota parte de responsabilidade na mediocridade actual. Ou melhor, parece mesmo que passaram o testemunho dessa mediocridade ao actual executivo. Realismos à parte, falemos da febre partidária. Pelas imagens do Jantar de apresentação, os níveis "febris" estiveram altos, como acontece sempre que há comida, bebida, muita gente e bandeiras. E deverá ser para aumentar...

 

 

 

A "missão" Augusto Marinho ao poder está lançada. E parece assentar numa forte vertente tecnológica, com locais na net, como site oficial, blog e até twitter. Veremos se fará assim tanta diferença na realidade do nosso concelho. A julgar pelas fotos na web, o mais fotogénico parece ser o "velho" Cabral de Oliveira. E mais do que isso: a julgar pela actividade partidária, Cabral de Oliveira parece ser até o candidato à presidência. É que antes e depois da apresentação de Augusto Marinho só tem dado Cabral de Oliveira. É ele que é a voz do partido para as próximas eleições. É ele que "abafa" Augusto Marinho nesta propaganda partidária do PSD. É que com expressões como "Chorrilho das promessas" (in Notícias da Barca, 24 de Julho), Cabral de Oliveira "abafa" qualquer um! E para tornar Augusto Marinho cada vez mais um "beto" JSD, foi mais uma vez Cabral de Oliveira que fez notícia com o PSD local mais recentemente, ao anunciar a candidatura à Assembleia Municipal. E com a frieza, ou... como é que se diz..., "lata" própria de um político disse "Sou candidato em nome da seriedade, da transparência, do rigor...". Mais uma vez a velha máxima do pároco vem ao de cima: "Não olhes para o que eu faço (ou fiz), olha para o que eu digo". Pode-se dizer que disfarçar é coisa que o muito experiente Cabral de Oliveira ainda não domina na perfeição. Isto porque ao tentar disfarçar o facto de basicamente ser ele o PSD concelhio, tendo como presidente do plenário a "mulher d'armas" Rosa Arezes, ter dito em relação à sua candidatura à assembleia municipal "Resolvi (...) aceitar o convite que me foi formulado pela Comissão Política do Partido Social Democrata".

Entretanto mais uma figura do PSD foi definitivamente "seca" pelo PSD/ Cabral de Oliveira: Olinda Barbosa. Em geito de despedida da vereação da câmara escreveu para o jornal com o título: "Final de mandato. Onde paira a maioria PS?". Seria também caso para os preocupados com o PSD local perguntarem "E onde vais parar tu depois de terminar este mandato?".

Por último, outra coisa que o período pré-eleitoral trás é a emersão à praça pública de algumas figuras dos partidos. Desta última foi Francisco Fernandes, que no discurso na Assembleia Municipal, publicado no Notícias da Barca, disse "(...) este executivo contratualizou com uma entidade privada a elaboração de um plano estratégico, admitindo, assim, não ter (...), capacidade nem qualquer projecto para o desenvolvimento sustentado do Município.". Mais um belo recorte da política local, no qual um deputado da assembleia municipal critica um dos poucos exemplos de boa política do actual executivo, na base de qualquer boa gestão: realização de estudos, idealmente multi-disciplinares, para levantar as necessidades e prioridades de uma gestão, e ordenar medidas consoante as prioridades. Ainda para mais usando essa crítica como atestado de incompetência do executivo que a encomendou.  Apesar da gestão actual ser duvidosa, muito criticável e algo caótica, a crítica usando a execução de um Plano Estratégico é o fresco da gestão política feita em "cima do joelho" que até hoje tem sido praticada.

 

 

Um Executivo dos buracos e dos empreiteiros

 

Do executivo actualmente no poder muitas obras se estão nesta altura a ver, nomeadamente no campo do betão e do alcatrão. Aliás, apesar do barqueiro não possuir os dados exactos, este é aparentemente um dos mandatos em que mais se gastou em betão e alcatrão. Temos a nova Câmara Municipal, inaugurada antes de acabada, temos o novo posto de GNR, que atendendo às dimensões mais parece um posto de comando distrital, temos os centros escolares e lares de idosos, que vão começando a ser construídos, temos também as remodelações das entradas sul e este da vila. Os apoiantes deste executivo, ou como atrás se disse, as "abelhinhas", neste caso as do PS barquense, até poderiam estar aqui a acrescentar mais obras. Fiquemos apenas por estas que já são suficientes. Relativamente à Câmara Municipal muitos euros foram gastos, inclusivé em mobiliário. Já a qualidade de contrução (querendo o barqueiro armar-se em pequeno empreiteiro) deixa a desejar, a menos que a aparante "mobilidade" da pavimentação em pedra da câmara e do largo do Urca seja uma nova forma de construção. Os centros escolares, posto de GNR e lares, sim senhor, venham eles. Mete alguma impressão ver mais de 3 milhões de euros só para a construção de 2 destas infraestruturas, como foi noticiado há poucos meses. Talvez seja a costela do português provinciano dos nossos políticos, que sempre se lamentando da crise e da falta de dinheiro não põem de parte as suas "extravagâncias". Ou talvez seja a habitual necessidade de mostrar estradas e boas e grandes paredes de betão, para o "povo" se iludir na sua decisão eleitoral. Relativamente às entradas da vila, finalmente temos entradas decentes para uma vila, particularmente a este, que já está praticamente pronta. Independentemente das críticas que se possam apontar ao desenho do projecto em si, finalemente temos bons passeios e bom asfalto. Falta agora a entrada sul, que já anda em obras (finalmente a mítica rotunda de plástico acabou!). A entrada oeste também merecia uma intevenção futura do género.

Enfim, o frenezim pré-eleitoral do betão está ao rubro, com a execução de obras de forma algo caótica, fugindo aparentemente a qualquer tipo de planeamento estratégico. Milhões andam a ser gastos. A curto prazo veremos que resultados práticos trarão para o concelho. Como não podia deixar de ser, quem também anda muito ocupado neste período pré-eleitoral, para além dos políticos, são os empreiteiros. Basta ver as construções do boss Artur Freitas, para vermos quanto a câmara municipal conta com a ajuda deste "obreiro" do nosso concelho. Enfim, cada mandato, cada executivo tem o seu "obreiro", e este mandato é do referido. Referência ainda para um outro "obreiro", ou melhor, sociedade familiar de "obreiros" que tem saído quase do anonimato no mundo das empreitadas neste mandato autárquico. Apesar da qualidade das obras ser muito duvidosa (como o exemplo do largo do Urca, ou então o restauro da ponte medieval), são a eles que devemos muitas obras que vão sendo construídas. É este o poder que a política tem.

 

 

 

Mas o barqueiro não se esquece das "preocupações sociais" que pairam no ar. Veja-se a "malta" do CDS barquense, cujo partido não premiava o seu esforço e dedicação pelo concelho. Onde foi que arranjaram esse "premeio"?... no executivo PS. Cargos de vereação, presidência da Associação Amigos da Barca, que ninguém sabe muito bem para que serve, e ainda gerência e criação de "emprego" (chamem o que lhe quiserem) com a construção de novos lares previstos.

Quanto à posição do executivo no que diz respeito à criação ou não de indústria no concelho, ninguém sabe muito bem o que têm na mente, ou se têm alguma coisa. Aposta definitiva no turismo como actividade económica central do concelho ainda pouco foi visto (excepção para a promoção da vertente histórica na produção hidroelétrica, em Paradamonte, e o Festival de Música Celta). Falta estratégia nestas áreas. E a ponte de Lavradas? Um "presente" que Vassalo queria dar a Lino Ventura, sem olhar para o preço... o problema foi agora que olhou para o preço... Agora, ponte de Lavradas, talvez só se for de canas. O projecto da Zona Desportiva foi aparentemente abandonado. Com várias datas de início anunciadas, nenhuma delas foi verdadeira, e desta última decidiram-se por uma pequena remodelação do que existe. Caiu-se mais uma vez no erro de não seguir um plano, uma estratégia de execução das políticas e das obras. Agora que as eleições estão à porta, quer-se fazer todos os projectos impossíveis de fazer num mandato: começa-se a meter em obras tudo quanto é sítio, e pelo caminho outros projectos ficam pelo caminho. Quer-se mostrar que se fez mais betão que no mandato anterior. E assim o concelho tem navegado, navega, e há-de provavelmente continuar a nevegar, pelo menos nos próximos anos.

Entretanto, não só no PSD alguns "ressuscitaram". No PS foram logo 2 de uma só vez. O regresso de Miguel Pontes (quem não se lembra do caso Miguel Pontes - Isabel Pedro? http://nadasobreabarca.blogs.sapo.pt/36889.html) e o do José Amaral. Miguel Pontes publicou o seu discurso de Assembleia, onde fez não mais do que o balanço de 4 anos de governação PS. Acusou as vozes opositoras de "confundir arrogância com ambição". Basicamente as maiores forças políticas acusam-se do mesmo. Não é que estejam erradas. Não conseguem é avaliar-se a si próprias. Confiante na vitória diz que o próximo mandato haverá a "a mesma determinação e seguramente redobrada confiança". José Amaral, esse líder da recém JS, desaparecido da comunicação após a fundação oficial desse órgão de juventude partidária, vem no fundo fazer o mesmo e ainda mais, ou seja, propaganda ao presidente da câmara Vassalo Abreu: "4 anos de progresso" com  Vassalo Abreu, um homem com o qual "se fala na rua, que não mudou por ser presidente e que a todos trata por igual, sejam ricos, sejam pobres!". É de facto espantoso como o líder de uma Juventude partidária consegue reger-se pelos livros dos velhos políticos, os livros do populismo e do vazio de ideologias e convicções.

 

 

 

 

Assim vai a política em Ponte da Barca... Como sempre estão mais em jogo pessoas/ candidatos do que ideologias e estratégias, porque essas parecem ser basicamente as mesmas, e as mesmas de sempre(se é que existem!)...

 

Vai ser difícil escolher!...

 

 

 


 

 

NOTA de "O Barqueiro" a 9 de Agosto de 2009:

 

Após comentário deixado a este artigo, o barqueiro pretende esclarecer aos leitores aquilo que realmente quiz dizer com a análise (feita neste artigo) ao discurso do deputado Francisco Fernandes na Assembleia Municipal e publicado no "Notícias da Barca". O barqueiro pretendeu só, e apenas, criticar o facto de se usar o argumento de que a encomenda do Plano Estratégico a privados é uma prova da falta de capacidade e de projectos do executivo eleito. A má gestão deste executivo camarário poderá ter diversas causas e facetas. Mas a execução de um estudo/ plano supostamente para levantamento de prioridades e elaboração de estratégias não é em si prova da falta de capacidade. Poderia até ser prova de uma gestão metódica e ponderada, caso fosse esse o caso da nossa Câmara. O facto de um político usar este discurso/ argumentação demonstrará por isso falta de qualidade política, ou a prática da política de medidas em "cima de joelho", pois encomendar estudos não é sinal nem prova de ignorância de uma gestão, antes pelo contrário. Como saberão, é difícil haver diversidade de capacidades técnicas nos membros de um qualquer órgão de gestão para realização por si próprio de grandes estudos, muitas vezes multidisciplinares, daí que seja algo de ponderado encomendar estudos/ planos.

Desta forma, o barqueiro pretendeu apenas demonstrar a crítica de um político à má gestão da Câmara, caindo no erro de pegar por um dos poucos, se não quase único, aspectos positivos da gestão do mandato actual. Já a falta de capacidade, ou outro tipo de "areia na engrenagem", para pôr os medidas desse Plano Estratégico em prática é outro assunto, com os quais, esses sim, o barqueiro poderá ter considerável grau de concordância com o visado.

 

Espera-se que a compreensão dessa reflexão do barqueiro seja assim melhorada. As desculpas pela possível falta de clareza na elaboração dessa área do artigo..


sinto-me:


Domingo, 28 de Dezembro de 2008
"Show de Bola" na Assembleia

"Show de Bola" na Assembleia

 

Estavamos no dia 13 de Dezembro, na Assembleia Muncipal, e os políticos para lá foram para votar a aprovação de nove assuntos na agenda desse dia. Nada de muito especial, a não ser a aprovação conseguida de um empréstimo designado "Pagar a tempo e horas", que foi rectificado de 147 para 245 mil euros. Até aqui tudo bem, votações... O que tornou esta assembleia marcante, foi, para além da habitual qualidade de intervenções, a diversidade de acontecimentos.

 

"Show de Bola"! Passemos às figuras:

 

Jaime Pancha (PSD) -  No meio de intervenções pertinentes de outros intervenientes da oposição, desde os questionamentos acerca da construção do Parque Desportivo até aos assuntos relativos aos empréstimos e o Orçamento para 2009, Jaime Pancha aborda o ainda mais importante assunto da sinalização das estradas em obras: basicamente "Sr. Presidente, chame a atenção aos empreiteiros para a correcta colocação das tabuletas nas obras!", ou algo do género. Não se conseguiria ir buscar um assunto mais relevante, sem perder a creatividade. Estávamos num Sábado... Noite de sexta mal dormida?

 

Lino Ventura (PSD; Junta de Lavradas) - O conhecido "pedinchas" do concelho (nada pobre nos pedidos!), depois de ver prometida a ponte para Lavradas pelo secretário de estado, decidiu que tinha sido algo modesto nos pedidos ao "Pai Vassalo", e decidiu pedir "saneamento", "estrada da Farrapa" e "polidesportivo". Ninguém sabe quando este presidente irá parar...

 

Alberto Cerqueira (PS; Junta de Bravães) - Para além de apoiar o vizinho de Lavradas no pediodo de saneamento, disse que todos gostariam de fazer muitas obras, "mas temos que ir pelas prioritárias". Ora aí está algo de que já sabíamos: este executivo PS tem começado a "fazer pela vida", à base, está claro, de obras, a +/- 1 ano de eleições. Se consideram que se fazem poucas obras, como estaria hoje a Barca se não estivéssemos em tempo de "vacas magras"? Recontruia-se toda a vila... ou melhor, construiriam-se prédios mesmo por cima dos edifícios existentes!!!...

 

Cabral de Oliveira (membro do público na assistência) - Não se sabe qual o papel que foi envergar, se o de presidente da Comissão Política do PSD, se o de ex-presidente de câmara prevaricador, ou melhor, "menino aflito para justificar as asneiras em que se meteu". Sabe-se isso sim que foi para a Assembleia tentar justificar a decisão de tribunal acerca de um licenciamento ilegal enquanto presidente da câmara, confrontando ao mesmo tempo o presidente da Assembleia Municipal, Paulo Pimenta, que lhe moveu essa acção em tribunal. Sabe-se ainda que no fim de lá saiu sem dizer praticamente nada, insatisfeito, e com um desgaste acrescido. E ainda por cima com a referência de Vassalo Abreu, que na acta onde consta a proposta de licenciamento, os vereadores PSD Armindo Silva, Cabral de Oliveira, Claudino Amorim e Augusto Marinho votaram favoravelmente.

 

Olinda Barbosa (PSD) - Pediu explicações acerca do prédio do Sá Taqueiro que está a ser construído no centro da vila. E foi nesse preciso momento que se deu a "morte do artista", ou, neste caso, a "morte da artista". Vassalo disse que "sei que a sr.ª Drª Olinda gostava mais de o ver no projecto".

Fica desde já o agradecimento do barqueiro à Sr.ª Olinda Barbosa, por ser uma leitora assídua deste blog.  É que quando foi do "poio", o "original", o lar empoleirado na vila, este blog foi o primeiro a denunciar a presença estranha de tamanho "poio" no postal da Barca, e logo depois a Sr.ª Olinda se apressou a ir tentar entalar o executivo. Desta vez, o barqueiro denunciou um novo "poio" no meio da vila, que até aí ninguém incrivelmente tinha cheirado, precisamente num artigo aqui escrito em 7 de Dezembro, e mais uma vez a Sr.ª Olinda foi para a Assembleia no dia 13 dizer que tinha descoberto a tal "bosta". São bons estes políticos barquenses, em que nem um é capaz de identificar um "poio" em fase de projecto, e só quando alguém diz que o cheirou, repara que já foi "cagado". Para a próxima que quizer entalar o Vassalo e o seu executivo pelos "poios" que fazem, tente-os reconhecer primeiro no papel. É que o barqueiro não tem essa vantagem de saber como, quando e onde vão ser "cagados".

 

Os "dribles" mais delirantes:

 

Claudino Amorim (PSD) - referindo-se ao empréstimo aprovado nessa sessão: "Somos todos uns bananas".

 

Paulo Pimenta (PS) - dirigindo-se a Adelino Esteves: "Nós estámos desde as 9 da manhã a assistir às suas palhaçadas".

 

José Pontes (vice-presidente da câmara PS) - "Eu com o meu depósito gastronómico tenho alguma dificuldade em estacionar no parque do Afonso III".  

 

 

 

 


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Sábado, 12 de Abril de 2008
Dá-me o poleiro já!
Dá-me o poleiro já!!!

Também em Ponte da Barca tem havido faltas de respeito, não só em relação aos professores, como a todos os outros barquenses que tenham outra qualquer profissão. É verdade, ainda estamos a 1 ano, ou coisa parecida,  da próxima época de meter cruzes nos quadradinhos, e eles, os interessados, já andam aí no "peditório". E o pior é que falta 1 ano! Em vez de andarem "no terreno" durante os 4 anos, só "sujam as mãos" quando as veneradas eleições estão à porta. Mais uma vez o povo está a ser por eles "temperado", para nas eleições ser "comido até aos ossos", e no fim "jogam-se os ossos no lixo". É o costume, o povinho apesar de admitir que são sempre iguais, lá chegam às eleições e votam em algum desses "iguais". A ambiência política faz "o povo", habituado a ser comodista, esquecer que o boletim de voto pode ser deixado por preencher, ou pelo menos que existem forças políticas alternativas, a quem raramente é dada confiança.
Depois destas divagações iniciais, falemos do concreto. A nova comissão política de "Messias" Cabral vem para o jornal indignar-se. "Indignar-se" é uma actividade que este líder partidário certamente terá descoberto com a entrada deste novo ano de 2008, e certamente lhe terá dado gozo ao ponto de em poucos meses se "indignar" vezes suficientes para compensar o resto dos anos em que esteve "desaparecido" da lide política.
Se quiser ver alguém que também pratica "indignação", pode ver:



Desta vez, não é o actual executivo que é opressor de opiniões, a "mordaça", como ele já referiu. O problema agora é que os "tiranetes", que Rosa Arezes fez questão de chamar a membros do poder actual, estão a praticar "despesismo" e "luxo disparatado", a propósito das obras no antigo Tribunal que se irá tornar Câmara Municipal ("indignação" no "Notícias da Barca"). Enfim, os políticos gostam de "comodidade" nos locais onde dizem que trabalham! Mas há algo de estranho: se se estão a fazer locais de trabalho luxuosos, porque é que a nova comissão se queixa? Não são eles que também almejam chegar à presidência? Logo, se conseguirem, ficarão "bem instalados", não?! Já Olinda Barbosa não se irá sentar nos novos sofás da nova Câmara. O membro do partido que tem mantido actividade mais regular ao longo de todo, e repita-se, todo este mandato, como se pede a um político, foi "atirada para os porcos". Candidatos? Só os praticantes de "trabalho útil", ou seja, os que trabalham quando as eleições estão aí, pois é isso que realmente é "útil".
Do lado do PS não tardarão provavelmente também a virem para o jornal sessões de sedução do eleitorado. Aliás, o líder da "Juventude Socialista Virtual",  José Amaral, em mais "Notas Relevantes", vem dizer "(...) o actual executivo camarário merecerá (mau seria se assim não fosse) novamente a confiança dos barquenses (...)". "Não pá, ninguém pensa nisso! Perder?! Não passa pela cabeça de ninguém!" seriam palavras do barquense persuadido com sucesso. A eleição da comissão política deste lado da "barricada" foi marcada para 11 de Abril. Veremos o que daqui irá sair.
Pelos deliciosos apelidos dos membros actuais do PS, "tiranetes", dados pela "mulher de barba rija" Rosa Arezes, podemos desde já concluir, que mesmo com este atraso de entrada em cena em pleno do PS, a política barquense já estar no patamar em que mais gosta de estar: na "lama", juntamente "com os porcos".

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Segunda-feira, 17 de Março de 2008
“Jesus Cristo” “ressuscitou” antes da Páscoa

“Jesus Cristo” “ressuscitou” antes da Páscoa


 

A constatação presente no título deste artigo poderá ser um choque em mais uma época importante do calendário católico em que nos encontrámos. A verdade é que isso ficou provado, ou pelo menos quiseram fazer provar, na última edição de 29 de Fevereiro do jornal “O Povo da Barca”. “O Povo da Barca” consegue assim o exclusivo do “ressuscitado” Cabral de Oliveira, dando-lhe quase 3 páginas de entrevista e uma foto de capa de grande formato de bónus. Enfim, algo que parece destaque a mais, se tivermos em consideração os artigos que semanalmente vêm a público do “novo”, mas velho, PSD de Ponte da Barca. Uma grande manobra de marketing se vai montando de volta deste autêntico “Jesus Cristo” à vista de muitos, mas não todos, militantes e simpatizantes do partido laranja (que agora parece ser também azul). Algumas diferenças entre o Messias e este novo “Cristo” é que este último desapareceu do “mundo dos vivos” de forma misteriosa, e depois demorou mais uns aninhos até ressuscitar. De resto, a “luz” do “novo Messias” vai reconquistando corações por aqui e por ali, e a última (re)conquista parece ter assim acontecido na imprensa local: o que é, vamos lá, relativamente “grave” para a “vida democrática” que o “Messias” está agora sempre a pregar.

Numa análise mais cuidada ao aspecto físico do “novo” Cabral de Oliveira, parece agora ser um homem mais “maduro” que no tempo em que era presidente. Conseguiu, sabe-se lá de que forma, fazer como que um “face lift”, e acabar com o aspecto “abatido” que pareceu exibir durante bastante do tempo em que esteve “fora de combate”. Está com ar de “saúdinha”, e pelas fotos parece muito mais calmo do que era, exibindo uma postura “profética”, com os braços abertos para as ovelhas do seu rebanho. Talvez tenha, desta vez, a vantagem, que não tinha, de ser um autêntico “pregador” da política, e transmite pela primeira vez sensações de paz. Algo que não é necessário para os muitos que ao longo dos anos adquiriram o acto reflexo de colocar uma cruz à frente do nome “Cabral de Oliveira”. Poderá ser necessário para conquistar “ovelhas” perdidas do “rebanho partidário”, ou melhor, compensar essas perdas com novos ganhos, pois Cabral de Oliveira não é homem de “voltar atrás”. Acabando com as metáforas, o barqueiro está a falar daqueles que lutaram pelo partido e hoje não fazem parte do “novo” projecto de Cabral. As “condolências” do barqueiro para esses que lutaram e não poderão ter frutos no PSD nas próximas eleições, e também para a “nova” Comissão política do partido, constituída pelos mesmos “barrotes” de sempre, já “podres”, mas aos quais se deu uma pinturazita, e lá vão servir para as próximas eleições.


 

    




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Olinda, amiga, o PSD não está contigo!

Olinda, amiga, o PSD não está contigo!


 

Foi esta a grande ausência na “nova” equipa do “Messias” Cabral de Oliveira, para além do “barão” ou “dinossauro” do PSD “El Mestre” João Esteves, que foi o “reactor” deste PSD barquense ao longo da maioria dos mandatos laranja (e agora também azul) pós 25 de Abril. Mas este artigo vem dar sim grande destaque à vereadora Olinda Barbosa. Ela tem sido a mulher que tem contrariado o argumento do machismo dominar na política. Ela era, apesar de todas as brincadeiras, críticas e defeitos que se lhe têm apontado (este blog inclusive), o elemento mais activo da oposição PSD, e talvez o único elemento deste partido que não entrou em “depressão pós derrota” eleitoral. É o único elemento que se habituou à função de fazer oposição ao PS, e que regularmente tem escrito na imprensa, sendo talvez a principal voz da oposição. A “nova” equipa ignorou a sua importância e trabalho. Conclusão: o elemento que tem estado sempre presente na “luta” do partido “cagaram” para ele, e fez-se mais uma típica comissão política barquense, com meia dúzia de caras mais que conhecidas, que só aparecem quando cheira a eleições com óbvio objectivo, já mais que conhecido, o “poleiro”. Perante tudo isto, e ainda mais o facto de não “cheirar” ao barqueiro que será convidada para candidata do PSD à Câmara (o que poderia repor justiça e consideração dos seus colegas de partido relativamente ao seu trabalho), o barqueiro não diz que está com a Olinda, porque não é seu hábito ser emplastro, ou como se diz em política, apoiante de alguém, mas pode dizer: Olinda, amiga, o PSD não parece mesmo estar contigo!

 

Façamos então o contador com o número de abstenções desta vereadora a partir da data de eleição da Comissão do PSD. Poderá vir a ser útil em termos de “intercâmbios”, ou melhor dizendo, poderá ser útil para saciar alguma curiosidade barqueira.

 

NOTA: Contaremos neste blog, para ser mais fácil, o número de reuniões em que Olinda Barbosa se abstém através das notícias da imprensa regional. Pode-se dizer desde já que a onda de abstenções parece ter começado, com abstenções contadas em 3 reuniões, até ao fecho da contagem na imprensa regional em 8 de Março. Rectificações de contagem e comentários podem deste já ser deixados pelos leitores deste blog.





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Quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2008
O poder do conhecimento

O poder do conhecimento


O sociólogo Pedro Costa vem mais uma vez, desta vez na edição de 26 de Janeiro do “Notícias da Barca”, quebrar uma paisagem de fraca qualidade de opiniões e conteúdos da grande fatia dos que escrevem para os jornais locais. Desta vez vem abordar o principal problema do atraso português de forma geral face ao mundo globalizado. E deixa a pergunta: “Atendendo ao facto de atravessarmos a “Era da globalização informatizada” e ao facto de competirmos num mercado global tão exigente, como é possível que os índices individuais de conhecimento e informação sejam ainda tão baixos nos portugueses?”. E o que é mais preocupante é que esse tipo de problemas afectam os portugueses desde a classe social mais baixa (se é que nos devíamos dividir em classes sociais) até às classes que ocupam posições de direcção, gestão e decisão.

Aplicando estas visões de um nível global à situação concelhia, os resultados e análises não são, como se pode prever, animadores. Em concreto analisa a situação do parque imóvel de Ponte da Barca em comparação com Arcos de Valdevez. Segundo a sua análise, Ponte da Barca tem privilegiado construções novas demasiado chegadas ao eixo urbano, feitas por construtores da terra, promovendo-se a prática de baixos preços. Arcos de Valdevez tem construído em circulo à volta do eixo urbano, alargando o perímetro habitável da vila, por construtores maioritariamente de fora ignorando os preços praticados. O resultado é que em Arcos de Valdevez o aumento de preços tornou o sector da construção apetecível, multiplicando-se os serviços ligados à construção, aumentando-se os empregos e atracção de investimento e negócio. A qualidade atraiu o preço alto e ao mesmo tempo os investidores.

E em Ponte da Barca? A potencialidade de expansão do perímetro urbano está muito limitada. “Enquanto isso, ao fechar a porta aos construtores de fora, fechou-se num círculo de construtores limitados nas redes relacionais, com pouca visão estratégica e pouco adeptos da qualidade de construção.” E assim está explicado mais um dos grandes problemas que sempre assombrou o concelho: o “lobbie” da construção civil. É um problema que ainda nenhum executivo conseguiu erradicar. É esse talvez o maior parasita da política. Em vez de se acabar com o cancro dos lobbies de construção, continua-se a ver políticos unicamente a “falar bonito” quando acerca desse assunto. Inclusive a oposição actual do executivo camarário demonstrou recentemente, pelo menos, incompetência no que toca ao assunto da construção. Ainda não tinham havido nenhuns “toques” a nível noticioso e público acerca do “poio” que está a ser construído numa zona alta da vila, e que certamente irá dar belos postais da vila barquense, com a ponte, o rio, a zona histórica, a igreja matriz e agora o “poio”. Nenhuns a não ser o “toque” do barqueiro, em “primeira mão”, como se poderia dizer, num blogue sem credibilidade e muito fraquinho, como diz o “gato” (em http://nadasobreabarca.blogs.sapo.pt/41759.html). Sem mais rodeios, foi recentemente a vereadora Olinda Barbosa, nos jornais, que veio tentar “ensinar” Vassalo Abreu a administrar, e que fala com uma bonita metáfora, do tal “poio” urbanístico e turístico. É triste, que após o primeiro “toque”, já tardio, no assunto por um blogue não credível preceda uma ainda mais tardia intervenção da oposição na opinião pública. E daqui fica a questão: já que os vereadores da oposição também fazem parte do executivo, onde estava a oposição quando se começou a construir o “poio”? Terão sequer alertado o partido no poder que permitiu que ele fosse “cagado”? Ou será que agora que ele já está quase acabado, é que começou a ser detectado pelos “narizes” dos barquenses?

 

     


 


sinto-me:

talhado por o barqueiro às 21:02
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