Domingo, 24 de Maio de 2009
Pontes da decadência

Pontes da decadência

 

 

Realizou-se, como foi notícia amplamente divulgada, o “III Encontro Nacional de Pontes” na nossa vila.

“Onde é que estava quando soube que ia haver por cá um encontro de Pontes?”

Esta é uma questão que poderia ser feita aos barquenses, e cuja resposta iria ser muitas das vezes: “O que é isso?”, “Encontro de Pontes?”. Pois bem, aqui vai o objectivo oficial deste encontro que vai na terceira edição: “troca de experiências, a construção e debate de novas estratégias com o intuito de continuamente puderem servir melhor e com mais qualidade as populações que representam” in “O Povo da Barca”. É algo muito vago, é certo. Talvez seja apenas uma reunião de políticos em tempo de crise de credibilidade, à custa do dinheiro público, diriam uns, ou talvez um encontro de intercâmbio cultural e de vivências entre terras tão diversas como aquelas que possuem como denominador comum a palavra “Ponte”, diriam outros. Enfim, haverá opiniões para todos os gostos.

Mas a do barqueiro será talvez muito particular, talvez pela sua ignorância (e vejam lá se não é “burrice”!). Ia o barqueiro passeando pela vila quando pela primeira vez se deparou com o anúncio deste evento. Ficou na retina e no pensamento “Encontro Nacional de Pontes em Ponte da Barca”. Não se lembrando das anteriores edições, despercebidas, noutras localidades, veio um sentimento de “graça” despertada pelas várias interpretações humorísticas desligadas do verdadeiro contexto. O problema deste executivo camarário com as pontes é mais que conhecido: uma ponte cai lentamente aos pedaços sem que ninguém trate da sua velhice deteriorada, e por outro lado um executivo sedento de votos quer dar uma ponte de milhões a um presidente de junta “guloso”, de um partido opositor. Ora imediatamente associando este “Síndrome Demencial de Pontes” do executivo a tal anúncio de um “Encontro de Pontes em Ponte da Barca”, o barqueiro disfrutou por breves, mas deliciosos momentos de bom humor. Claro! Que noutra localidade as “pontes” poderiam mais desejar vir e reunir-se que em Ponte da Barca?!

 

 

 

Passado o “Encontro de Pontes”, algo tocou bem lá no fundo da alma dos políticos que governam estas terras, no que diz respeito a esta temática de “pontes”. E não foi a vontade de dar descanso a uma velhinha ponte para que possa ser devidamente recuperada para as suas funções! Começaram a ser descarregadas pedras e terra no rio Lima junto à ponte, para que as máquinas possam ter acesso à protecção do pilar central desmoronada através da margem norte. Mas será que começaram realmente? Será que a empresa que por lá se viu tem nas mãos o restauro do nosso belo monumento? Como é que uma empresa inicia os trabalhos antes de um projecto ou plano de restauro ser concluído? Entristece ver uma ponte a cair e mal tratada ainda a fazer a função da travessia de automóveis. Entristece ver que de uma ponte só funcione quase “meia” ponte. Entristece o cenário de turistas que visitam a vila tirarem fotos a um monumento utilizado até aos nossos dias a ruir. Entristece ver que a incompetência dos políticos somada à das Estradas de Portugal obrigue a “tapar-se os olhos” àqueles que deveriam beneficiar do serviço público com pseudo – inícios de restauros marcados não se sabe para quando.

 

 

 

 


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Domingo, 29 de Março de 2009
Instabilidade meteorológica na zona ribeirinha

Instabilidade Meteorológica na zona ribeirinha

 

A ponte está desmoronar-se, o choupal foi cortado… O que virá a seguir? Seca-se o rio Lima?!

 

Após o tristemente caricato episódio do desmoronamento de uma parte da Ponte Medieval, soube-se que a ponte estava sinalizada há uns anos como necessitando de beneficiação. José Pontes, vice-presidente e vereador da protecção civil, veio dizer ao país, porque se tratou de um assunto dessa mesma dimensão, que a ponte iria estar fechada 3 a 4 semanas para a realização das devidas obras da parte desmoronada. O barqueiro avançou que as contas estavam provavelmente erradas, e hoje o resultado está à vista. O que está prometido, pela Estradas de Portugal, é que o projecto de reabilitação de toda a ponte esteja pronto até ao Verão, para que as obras arranquem antes do próximo Inverno. O que é que se há-de dizer? E o que pensar de políticos que, como José Pontes, dizem em plena Assembleia Municipal acerca da ponte que “Não tenho as melhores aptidões para o mergulho”? E isto já não é má-língua… É algo que faz parte de passar ou não a imagem de seriedade na política…

 

 

Ainda que ninguém queira “mergulhar” quando pela ponte passar, a imagem do mergulho devida a uma ponte em “ruínas” não deixa de ser a imagem que Ponte da Barca transparece, no que respeita ao seu nível de desenvolvimento, que não é mais do que estagnado. Infelizmente, a promessa de mudança trazida por uma viragem à esquerda, tendo em conta que a direita governou durante muitos anos, poderá não passar de uma miragem para os que nela acreditaram. E isto “poderá”, porque segundo o Plano Estratégico, recentemente divulgado no “Notícias da Barca”, a maioria dos projectos para o concelho não será concretizado neste mandato, pelo que o apelo ao voto está já a ser feito. Um plano como este é, em verdade, necessário. Mas é concretizável? Não seria melhor definir bem prioridades mais urgentes? Serão todos os projectos financeiramente possíveis e com retorno para o concelho? Parece que estamos condenados à pequenez, e a prova disso é o anúncio da construção de mais um mini-campo de futebol, para além do que já existe… entretanto, a zona desportiva tão almejada e mais necessária onde está?

Mas como nem tudo é mau, há que também saber elogiar… E o destaque do barqueiro vai para a requalificação das estradas EN 101 e 203. Já há muito necessária, a requalificação dessas vias permitirá finalmente ter boas vias de acesso no concelho, principalmente boas vias de entrada na vila. Espera-se assim que os buracos e o mau aspecto dessas vias, para quem vem de visita à nossa vila, por exemplo, acabem.

 

Regressando à zona ribeirinha da vila ponte está entretanto transitável, mas nas tristes figuras em que se encontra. Tem remediado, e os motoristas de veículos de mais de 2,2 m que o digam! Tem sido um divertimento tentar acertar nas placas colocadas sobre a via. Ponte da Barca teria que aprender a viver sem esta passagem sobre o rio Lima, mas parece que ninguém tem vontade de mudança, por mais pequena que seja.

 

Entretanto, talvez devido ao facto da zona ribeirinha ser uma zona de instabilidade meteorológica, já não chegava a queda de parte da ponte, e o choupal foi varrido por um fenómeno que o transformou num parque de troncos. Não é que seja uma expressão artística de um qualquer criador, é tudo por uma questão de “segurança”! Segundo o inevitável José Pontes, “Quando se trata da segurança dos cidadãos, não pode haver negligência”. Mais um dos elementos do tão apregoado “postal” turístico de Ponte da Barca que foi perdido: o choupal. Parece que a solução técnica passa pela plantação de “árvores de copa mais abrangente”, tudo patrocinado por mecenas. A ver vamos, nesta terra de fortes e devastadores “vendavais”.  

 

 

 


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Quarta-feira, 6 de Agosto de 2008
Oposições confusas

Oposições confusas

 

Começando pelos mais novos, a JSD fez uma visita à Ermida. Apesar de jovens, revelaram que talvez ainda tenham algumas raízes profundas sediadas no passado, numa direita feita de “barões”. Tudo isto porque lê-se no artigo divulgado pelos mesmos que “foi com o entusiasmo do autarca que propositadamente abriu o Museu ao visitantes e puderam conhecer as peças que os compõem…”. Não que seja o português que esteja bem ou mal redigido, mas porque até dá a entender que o Museu da Ermida, onde estão alguns achados com milhares de anos, só foi aberto por se tratarem de tão ilustres figuras, como se ser ilustre perante os outros fosse uma qualidade de bom político. Primeiro: o Museu encontra-se infelizmente fechado, até porque o poder político nunca se terá importado de o abrir em permanência, mas o facto é que quem quiser visitar o Museu poderá faze-lo, ainda que pedindo pelas chaves às gentes acolhedoras da Ermida. Segundo: ser-se ilustre como político não deverá ser uma qualidade do político, mas apenas consequência de outras muitas qualidades que deverá ter. Porém, como ainda se tratam de jovens, e andam por aí muitos adultos da política que erram de igual forma, fica a nota de que nem tudo é mau. Os jovens têm alertado para o facto da água do rio Lima ter tido análises que revelavam má qualidade em 2006, e que a ausência de análises deste ano deverá preocupar tanto os políticos no poder como os barquenses que lá se banham.

Mas como a seguir a algo acertado, bem quase sempre algo de errado, o PSD, desta vez na secção dos fisicamente mais crescidos, teve uma espécie de comício com Pedro Passos Coelho. Para além do êxtase inerente a uma figura nacional, a noite deve ter tido o seu apogeu quando o nome de Augusto Marinho correu pelos ouvidos como um perfil adequado para candidato a Presidente da Câmara Municipal. A primeira noite de êxtase do PSD após as últimas eleições? Talvez, tendo em conta que Passos Coelho tem um discurso com soluções milagrosas para tudo, até pelo que contrastou com a visão de Ferreira Leite, devendo ter conseguido incendiar a plateia presente.

Do outro lado, lá mais para a esquerda, o líder do Bloco de Esquerda António Rocha, quebrou o blackout para com o “O Povo da Barca” que já durava há… meses. Tudo tinha começado com a longa ausência de comentários escritos deste líder para esse jornal, segundo o próprio por motivos pessoais. A bomba explodiu quando no recomeço desses comentários “O Povo da Barca” não respeitou a sua posição de líder de um partido político, colocando o seu artigo na secção de “Correio do Leitor”. António Rocha expressou a discriminação grave a que foi sujeito, e o caso parece que tinha terminado por ali, com prejuízo da imagem do jornal e do seu director. Mas estamos em Ponte da Barca, e numa terra com 2 jornais apenas, o líder de um partido não se poderia dar ao luxo de manter um “corte de relações” por mais do que alguns meses com um desses jornais após ser politicamente discriminado. Será ou não será assim? Questões complexas de uma terra onde tudo é um jogo de intrincadas redes e conflitos.

 

 

 


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Domingo, 20 de Janeiro de 2008
2008 trará mais do mesmo?

2008 trará mais do mesmo?


Esta passagem de ano foi vivida com as expectativas de todas as outras: a esperança de um ano novo melhor que o anterior. Em termos políticos poder-se-á dizer que poderá ser o ano da mudança em Ponte da Barca. Isto é, se tudo o que está previsto no Plano de Desenvolvimento Estratégico e no orçamento para este novo ano se fizer cumprir. Apesar de todas estas expectativas poderem andar pelas cabeças dos barquenses que estão à espera para ver, existirão aqueles que nem saberão sequer destes planos, aqueles que pensam que tudo isto não passarão de promessas, ou seja, uma maneira dos políticos dizerem aquilo que não vão fazer dizendo que vão fazer, e existe ainda um grupo que em vez de fazer o balanço de 2007 fizeram já o balanço de 2008, dando já como concretizados todos estes planos.

Não seguindo a onda destes defensores exagerados do actual executivo, que dão como já concretizados os projectos previstos, o barqueiro também não segue a onda de começar já a dizer que vamos ter mais do mesmo este ano, apesar de o medo pairar. Faz antes a pergunta: 2008 trará mais do mesmo? Tenhamos a esperança que não.

Tenhamos a esperança de que a Câmara Municipal consiga realizar todos os projectos a que se propôs para este 2008, e que consiga atravessar este ano de forma bem sucedida, como o povo de Touvedo S. Lourenço fez ao reviver a tradição da passagem do rio e ao chegar de forma bem sucedida à outra margem do rio Lima.

 


 

Tenhamos a esperança que o fardo das promessas feitas por Vassalo Abreu para 2008 não lhe pese tanto quanto pesam as “medalhas” e o “metal precioso” ostentados ao pescoço pelo Arcebispo Primaz de Braga D. Jorge Ortiga, nas cerimónias de inauguração da biblioteca do centenário do nascimento do Cónego Avelino de Jesus Costa.


 

Tenhamos esperança que a vida pública barquense não se conduza pelas águas da monotonia e estagnação, tal como tem feito Artur Alvarães da “Tribuna Livre” do “Notícias da Barca” ao dar semanas a fio a “habitual pincelada”, como ele próprio designa, desde que foi aprovada a nova Lei do aborto, durante todo este ano de 2007.


 

 

Esperemos que a Câmara Municipal fomente o turismo, como uma das maiores potencialidades de Ponte da Barca, e que não se metam mais “poios” nos postais turísticos de Ponte da Barca, como aquele que, irremediavelmente foi começado a ser “cagado” em 2007.   

 


 

 

 


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Sábado, 23 de Junho de 2007
Afinal não temos praia-fluvial

Afinal não temos praia-fluvial

Afinal, nem sempre o que pareceu uma praia, realmente o foi

Para surpresa de muitos, e para outros que só agora saberão, a Quercus, na sua classificação anual das praias, chegou à conclusão que a maioria das praias da costa portuguesa têm condições para realmente serem chamadas de tal, e que as praias fluviais estão péssimas, na generalidade, havendo só uma nacional que foi classificada como propícia para banhos. Ponte da Barca e Ponte do Lima ficaram incluídas na lista das piores praias fluviais a nível nacional! Nunca se calhar pensou tal coisa, mas é a realidade. Na realidade, uma bonita zona ribeirinha envolvente faz pensar que as águas são também elas de qualidade. É algo muito grave no contexto da saúde pública e do cartaz turístico que representa a vila barquense. Este é o assunto que os senhores políticos da terra devem colocar na gaveta de cima da secretária, para conseguirem aceder melhor e sem o esforço de se baixarem.

Algo confuso é o que a Câmara Municipal diz no seu site:

 

"Rio Lima - oferece condições para a prática balnear"

 

Como justificação, e refutação da classificação da Quercus, apresenta o facto de essa avaliação se basear em valores biológicos e fisico-químicos do ano de 2006, e este ano a água do Lima já estar com estes parâmetros dentro de valores aceitáveis.

Todas as classificações das praias são feitas com base em valores recolhidos em anos anteriores. Resta saber se os políticos da nossa Câmara também frequentam praias sem bandeira azul sem preocupação pensando que se referem a valores não actuais, mesmo que garantam a segurança das análises actualizadas. E já agora, se esses valores se referem mesmo às águas do Lima de 2006, onde estiveram os avisos públicos de que a água era imprópria para os banhos?

E nesta altura perguntar-se-á em quem acreditar! O que lhe parece?

 

 

Também em volta deste caso, tivemos oportunidade de ler no "O Povo da Barca" uma entrevista ao presidente Vassalo Abreu e ao vereador Lino Freitas (neste último caso, um caso raro de manifestação pública do derrotado das últimas eleições). O jornal distingue mal quem diz o quê, o que se torna ainda mais difícil pela perfeita sintonia entre Lino Freitas e Vassalo Abreu. Tratam-se de adversários políticos que concordam com as mesmas ideias, e isso é de louvar: um caso raro nestes tempos, ainda para mais nestas politiquices barquenses. O que aqui está errado, é que num caso esse sim merecedor de contestação e pedidos de explicação à Câmara, não haja sequer discórdia. Já vimos a sô doutora" Olinda Barbosa e El Mestre" João Esteves a fazerem "pés de vento" por muito menos. Estará Lino Freitas mal ensinado por estes supra-sumos da oposição política. Quem é que entende estes políticos?...


sinto-me: rir ou chorar?

talhado por o barqueiro às 21:46
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