Sábado, 16 de Fevereiro de 2008
Uma Associação Desportiva a precisar de "reforma", ou melhor, de reformas

Uma Associação Desportiva a precisar de "reforma", ou melhor, de reformas


A Associação Desportiva de Ponte da Barca tem demonstrado, ainda mais nesta época de futebol do que em anteriores, a necessidade de “reforma”. E o barqueiro refere-se a “reforma” nos dois sentidos.

Primeiro, tem demonstrado ser uma associação “velhinha”, com grau de “incapacidade” muito próximo dos 100%. Não é que se queira dizer que alguém que está incapacitado é “lixo”. O que é triste neste caso em concreto é que a Associação Desportiva está “incapacitada” por que se deixou passivamente ficar nesse estado (como já vai sendo hábito noutras áreas em Ponte da Barca). As instalações e condições físicas da Associação são praticamente as mesmas desde há décadas. A forma de gerir andará pelo mesmo caminho, e o nível das ambições desportivas nunca tem passado de uma triste realidade regional ou distrital. Em contraste com a maioria dos concelhos do distrito essa análise torna-se ainda mais clara. Esta época futebolística tem sido talvez das piores dos últimos tempos, com a equipa sénior a “respirar” com pouco mais que o “nariz” acima de uma linha de água que dá acesso a uma ainda mais baixa divisão distrital. As camadas jovens têm estado também ao nível da mediocridade. A salvação este ano passará apenas, segundo o noticiado, pelo apuramento para uma próxima fase do escalão de infantis. E apesar de ser o único sucesso desta época da associação, tem sido usado como o “triunfo” que faz esquecer todos os outros males, com destaques semanais no “Notícias da Barca” para os seus jovens jogadores. Mais uma vez, se vê a triste situação em que esta Associação Desportiva, representante de Ponte da Barca há já muitos anos no futebol, está: os Infantis têm sido tão elogiados, para esquecer o resto dos males, que depois de se terem repetido já elementos individuais nos destaques semanais, só faltará destacar o papel do roupeiro em alguma vitória da equipa, se este existir é claro. Acrescente-se ainda, por exemplo, o facto de numa semana um escalão jovem estar, segundo o que é noticiado, no topo do sucesso, e noutra semana já estar afastada dele. Exemplo: na edição do dia 2 de Fevereiro do referido jornal, lê-se “Iniciados: cada vez mais perto do que ambicionam”, e na edição de 9 de Fevereiro “Embora muito difícil de alcançar (…) Manter a esperança será aquilo que podemos pedir aos jovens barquenses.”.

Numa segunda perspectiva, a necessidade de “reforma” da Associação pode ser entendida como a carência de reformas, ou seja, de reorganização. As instalações necessárias a um melhor trabalho podem já vir a caminho este ano se a Câmara Municipal construir a nova zona desportiva prometida. Seria um bom começo de solução para a actual situação, a par de começar-se a “varrer” a “casa”. Um novo corpo dirigente e técnicos mais capazes nesta modalidade. É pedir muito? É pedir o impossível, pois nesta como em outras áreas, Ponte da Barca só conseguirá sair do fundo se calhar não com simples “varridelas” daquilo que já estamos fartos de ter há anos ou décadas, mas só com uma “limpeza” ainda mais profunda: precisa-se de um “Desinfecção” e recomeçar tudo de novo! Não se vê é sequer um começo.

 

 


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Domingo, 25 de Novembro de 2007
Ano novo, estádio novo?
Ano novo, estádio novo?

Atenção! Atenção! Novo Complexo Desportivo Municipal de Ponte da Barca já em Janeiro!... Ou quer dizer, Novo Estádio Municipal!... Ou quer dizer, "novo campo para a prática do futebol de 11"? Numa altura em que uma vaga de progresso, ou quer dizer, de secretários de estado invade Ponte da Barca, assistimos, como já vinha sido comentado neste blog, à inauguração de um campo de futebol e de ténis com relvado sintético junto à zona do rio e das piscinas municipais. Ficou prometido, por Vassalo Abreu e  pelo secretário de Estado do desporto  Laurentino Dias que este novo complexo, campo, ou seja o que for, vai ser uma realidade já para o próximo ano de 2008, sendo o início das obras, segundo o "Notícias da Barca", já em Janeiro.

Mas depois de tantas promessas, anos e anos a fio por todos os políticos que têm passado pelo "poleiro" da nossa "santa terrinha", é bom que o comum barquense faça um ponto de situação e pense um pouco acerca deste assunto que até agora, apesar de tudo, não passou do "papel". É natural que todo o barquense com consciência mantenha um pé atrás. Habituados à política que se pratica na Barca, e um pouco por todo o país, já é normal a desconfiança.

Há anos atrás víamos os dirigentes políticos da Câmara, durante o apogeu de "El Mestre" João Esteves e seus "discípulos", as promessas sucessivas de que estava para breve a construção do Complexo Desportivo no nosso concelho. Nas passadas eleições, víamos esse mesmo "milenar" projecto a ser promessa dos dois principais partidos candidatos. Vassalo e seus seguidores ganharam e o Complexo desportivo parecia algo eminente, chegando talvez alguns ao ponto de pensar que iriam acordar um dia com o estádio tornado realidade. Passadas as euforias inicias das eleições, a "poeira" assentou, e a "poeira" das obras não se veio a levantar. Há poucos meses, numa sessão de Assembleia Municipal Vassalo tenta novamente trazer a esperança do "mítico" complexo desportivo, prometendo as obras de terraplanagem antes do fim deste ano de 2007. Laurentino Dias vem a Ponte da Barca e fica a promessa do arranque das obras, afinal, para o início do próximo ano de 2008. Conclusões:


1. "Prometer" é um verbo desprovido de qualquer significado específico na linguagem política. Trata-se de um "adorno" da linguagem, agora muito usados por quem quer mostrar que fala bonito, como é agora a moda de dizer "portanto" pelo menos 5 vezes em cada frase. "Portanto", passadas, "portanto",  já algumas gerações de políticos barquenses, "portanto", os resultados parecem não ter diferido muito de uns para os outros, "portanto", pelo menos nesta "promessa", "portanto", em específico.

2. Aquilo que se tem "publicitado" nas últimas notícias acerca desta desejada infra - estrutura é que será um ou um "campo" ou um "estádio municipal". O que já vem sido prometido ao longo de "gerações" de políticos é um "complexo desportivo", que nos projectos apresentados já neste executivo incluíam mais do que um campo de futebol, chamando-se por isso "complexo". Em que ficámos? Pode parecer mesquinho, mas o campo sintético inaugurado junto à praia fluvial também é "complexo desportivo", sendo apenas um "campo". É verdade que dá para praticar duas modalidades... mas será por causa disso que é "complexo"? O tempo dirá se as condições necessárias ao futebol de Ponte da Barca se reduziram a um único campo relvado. Pelo que dizem, Janeiro será suficiente para se ver algo, pois o barqueiro não está muito por dentro da concepção de infra - estruturas desportivas.

3. Os responsáveis pelas secções desportivas dos nossos jornais, particularmente o "Notícias da Barca", têm provado que a dita "zona desportiva" faz muita falta! Vejam ao que se tem de chegar para fotografar os jovens desportistas da Associação desportiva de Ponte da Barca... Os destaques semanais dos jovens dos "Infantis" têm sido feitos com fotos dos miúdos num relvado, quando em Ponte da Barca "relvados" só no choupal. Tristemente, as fotos, de jogadores diferentes todas as semanas, aparecem, ao fundo, com a inscrição num muro ou placard dizendo "Sport Clube Vianense". Os jovens, para aparecerem, num "cenário" com boa apresentação têm que aparecer em fotos tiradas no recinto de um outro clube? Se é assim é triste, e demonstrador das condições de Ponte da Barca pelo menos neste domínio.
 


Esperemos que tudo isto que está aqui escrito venha a ser mentira já no início do ano que está à porta. Esperemos que as sucessivas "promessas", ou melhor, "mentiras", que afectam há muitos anos o concelho, se tornem finalmente verdades. Se este cenário não se vier a confirmar nesse prazo, tudo o que aqui está escrito continuará tristemente e mais uma vez a ser a "promessa política" no seu estado mais puro.

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Domingo, 11 de Novembro de 2007
Inaugurações à portuguesa

Inaugurações à portuguesa

 

É mesmo desta que temos Parque Desportivo!... Oh não!... Afinal é um parque desportivo na praia fluvial . Será que a notícia desta inauguração que ocorrerá no dia 11 de Novembro era mesmo para enganar o leitor à espera do Parque Desportivo, dito a "sério", com os campos relvados já há muito prometidos? A surpresa inicial de uma notícia destas até tem certo grau de espectacularidade: uma pessoa à espera do início da terraplanagem e da "semeada da relva", e afinal já está tudo feito sem sequer ninguém se aperceber... Afinal é um simples recinto para praticar uma futebolada no Verão ou uma raquetadas  ou usufruir de uma qualquer outra alegre modalidade de um dia solarengo. Quer dizer, não deve ser só isso; deve ser algo muito melhor, já que merece uma inauguração com honras de Estado, com o secretário de estado do Desporto. Ao que parece também vem tratar de assinar uma "papelada" para a construção do "novo Campo de Futebol". Dois aspectos há unicamente a lançar:

1º - "novo Campo de Futebol", é a expressão usada no "Notícias da Barca". Mas como é? A terraplanagem foi há pouco tempo dita que começaria antes do fim do ano pelo Presidente de Câmara, e este senhor ainda vem assinar o protocolo para se construir? E a expressão usada? "Novo Campo de Futebol" está no cingular, e não no plural, dos campos da projectada Zona Desportiva. Mas sejámos optimistas: podem só ser erros de intrepretação... talvez... se calhar... se calhar não... espere-se e veja-se...

 

 

 

2º - A vaga de secretários de Estado que tem "assolado" Ponte da Barca é alucinante. Nem dá tempo para respirar. É uns a seguir aos outros e poucos resultados ainda se têm visto. Têm vindo para assinar "papeladas" com projectos sempre para breve. Isto não é unicamente crítica, mas uma forma de alertar e de mostrar que o povo barquense, pelo menos uma parte, não "dorme". Já agora, pede-se o favor ao poder central, quiçá, de numa próxima oportunidade dispensar mais um secretário de estado para uma inauguração um pouco mais interessante.

 


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